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18 dezembro 2021

A interessante História das Antífonas do Ó e a devoção a Nossa Senhora do Ó

  AAntífonas do Ó” são 7 antífonas especiais, entoadas em todos os Mosteiros do mundo, no Tempo do Advento, de 17 a 23 de dezembro, antes e depois do canto do Magnificat, na hora canônica das Vésperas, e também antes da proclamação do Santo Evangelho. São chamadas assim porque começam com a interjeição “Ó”.

Veneráveis por sua antiguidade, chegaram a ser, em algumas igrejas medievais, um total de 12 antífonas, que podem ter sido relacionadas aos 12 Profetas, às 12 Tribos de Israel, ou aos 12 Apóstolos.

O Manuscrito mais antigo conhecido a conter esta série completa de textos latinos (sem música) é o “Liber Responsalis” do Papa São Gregório Magno, contido na “Antiphonaire dit de Compiègne”, conservada na “Bibliothèque Nationale de France”.

Fig.: Bibliothèque Nationale de France,
MS Latim 17436 (século IX), fol. 36.

Este documento contém uma seção intitulada: “Antiphonae majores in Evangelio” (As Grandes Antífonas do Evangelho) onde, além destas 7 antífonas conhecidas atualmente, aparecem mais duas adicionais:
O virgo virginum” (O Virgem das virgens) e “Orietur sicut sol Salvator mundi” (O Salvador do mundo nascerá como o Sol).

Posteriormente, estas Grandes Antífonas foram adaptadas para o inglês por um dos primeiros poetas anglo-saxões conhecido: Cynewulf (séc. IX), que alguns referem também como Sacerdote ou como Bispo.

Elas formam a base de um poema, escrito por ele, intitulado “Cristo I”, que foi preservado em apenas um manuscrito conhecido: o Livro de Exeter; infelizmente, as primeiras oito páginas deste manuscrito foram perdidas, e só é possível ler a partir da antífona: O Rex Gentium.

Neste seu poema, aparecem 4 antífonas além das 7 habituais: O Hierusalem, O Virgo virginum, O Rex Pacifice, e O mundi Domina.

Provavelmente Cynewulf teve acesso a algum documento mais antigo que continha essas 11 antífonas.

Há inclusive outro manuscrito, conhecido como o “Antifonário de Hartker” (de fins do séc. X), que é conservado na Stiftsbibliothek, em St. Gallen, Suíça, que contem toda essa série de antífonas aludidas por Cynewulf, e mais uma extra: “O Gabriel”.

Fig.: St. Gallen Codex 390 (ca. 990–1000 DC), pp. 40–41.

No período conhecido como ‘Contra-Reforma’, o Papa São Pio V, revisou e padronizou muitos aspectos da liturgia latina, conservando o que era de longa data na Tradição da Igreja, e que tinha ao mesmo tempo fontes seguras, levando a uma prática universal, conhecida como ‘Rito Tridentino’. Isso incluiu, nesse caso, a eliminação de quaisquer variantes além das 7 Grandes Antífonas que são conhecidas atualmente.

Na presente liturgia ordinária, estas 7 antífonas, dirigidas ao Messias, não só foram conservadas como antífonas do Magnificat, mas também foram introduzidas como antífonas do Evangelho destes dias que antecedem a Vigília do Natal.


Apresentamos a seguir estas 7 antífonas conhecidas, e em seguida as outras 5 que foram referidas nestes antigos documentos:

·    17 dez. «O Sapientia»: Ó Sabedoria, que saístes da boca do Altíssimo, atingindo de uma a outra extremidade e tudo dispondo com força e suavidade; vinde ensinar-nos o caminho da prudência!

·  18 dez. «O Adonai»: Ó Adonai, guia da Casa de Israel, que aparecestes a Moisés na chama de fogo, no meio da sarça ardente e lhe destes a Lei no Sinai; vinde resgatar-nos pelo poder do Vosso braço!

·    19 dez. «O Radix Jesse»: Ó Raiz de Jessé, erguida como estandarte dos povos, em cuja presença os reis se calarão e a quem as nações invocarão; vinde libertar-nos, não tardeis mais!

·    20 dez. «O Clavis David»: Ó Chave de Davi, e cetro da Casa de Israel, que abris e ninguém fecha, fechais e ninguém abre: vinde e libertai da prisão o cativo assentado nas trevas e à sombra da morte!

·    21 dez. «O Oriens»: Ó Oriente, Sol nascente, esplendor da Luz eterna e Sol de Justiça! Vinde e iluminai os que estão sentados nas trevas e à sombra da morte!

·        22 dez. «O Rex Gentium»: Ó Rei das nações e objeto de seus desejos, Pedra angular que reunis em Vós judeus e gentios: vinde e salvai o homem que do barro formastes!

·        23 dez. «O Emmanuel»: Ó Emanuel, nosso Rei e Legislador, esperança e Salvador das nações; vinde salvar-nos, Senhor nosso Deus!

As outras 5 antífonas, são dirigidas, além de Cristo, também à Santíssima Virgem, ao Anjo Gabriel, e à cidade de Jerusalém.

·        «O Virgo virginum»: Ó Virgem das Virgens, como será isso? Pois nunca viram semelhante à primeira, nem haverá a seguinte (pois nunca houve ninguém como tu, nem haverá). Filhas de Jerusalém, porque me admiram? É um Mistério divino o que vês.

·                                    «O Gabriel»: Ó Gabriel, Mensageiro do Céu, que veio até mim pelas portas fechadas e me anunciou a Palavra: Tu conceberás e darás à luz um Filho, e Ele será chamado Emanuel.

·        «O Rex Pacifice»: Ó Rei da Paz, que nasceu antes de todos os séculos, vem pela porta de ouro, visita os que Tu redimiste e conduza-os de volta ao lugar de onde caíram pelo pecado.

·         «O Mundi Domina»: Ó Senhora do mundo, germinada de semente real, Cristo já saiu de seu ventre, como um noivo de sua câmara nupcial; aqui está numa manjedoura Quem as estrelas governa.

·        «O Hierusalem»: Ó Jerusalém, cidade do Deus supremo, levanta os teus olhos em redor, e vê o teu Senhor, que já vem para te libertar das cadeias.


Um interessante detalhe é que quando se lê a letra inicial de cada uma das 7 antífonas (a partir da última), resultam no acróstico «ero cras», que em latim significa «virei amanhã»; uma resposta do Messias à súplica dos fiéis que anseiam por Sua vinda.

Ligada à tradição das antífonas, existe uma Festa de Nossa Senhora, celebrada no dia 18 de dezembro, denominada de ‘Nossa Senhora da Expectação do Ó’, ou simplesmente de ‘Nossa Senhora do Ó’.

A Expectação (expectativa) do parto não é simplesmente a ansiedade natural da jovem Mãe que espera o seu primogênito. Ao esperar seu Filho, a Santíssima Virgem, ultrapassa os ímpetos afetivos de uma mãe comum e eleva-se ao plano universal da Economia Divina da Salvação do mundo; é o desejo inspirado e sobrenatural da “Bendita entre as mulheres”, que foi escolhida para Mãe-Virgem do Redentor, e para Corredentora da humanidade. Além disso, é o anseio de milhares e milhares de gerações que suspiraram pela vinda do Messias, desde Adão e Eva, e que se recolhem e concentram no Coração de Maria, como no mais puro e límpido dos espelhos.

Esta devoção mariana surgiu na Espanha, e foi instituída como festa no ‘X Concílio de Toledo’ (séc. VI), presidido pelo arcebispo Santo Eugênio III, juntamente com São Frutuoso de Braga e Santo Ildefonso. Na ocasião, transferindo-se a Festa da Anunciação para o dia 18 de dezembro, Santo Ildefonso determinou que se celebrasse com o título de “Expectação do Parto da Beatíssima Virgem Maria”, mas pelo fato de que neste dia se cantava as Antífonas Maiores, iniciadas pela interjeição “Ó”, os fiéis começaram a chamar esta de Festa de Nossa Senhora do Ó.


·                  Fontes de pesquisa:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%ADfonas_do_%C3%93

https://www.hymnsandcarolsofchristmas.com/Hymns_and_Carols/Notes_On_Carols/O_Antiphons/christ_by_cynewulf.htm

https://www.hymnologyarchive.com/o-come-o-come-emmanuel

https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/btv1b8426787t/f77.item

http://perolasfinas.blogspot.com/2011/12/antifonas-do-o.html

https://www.newadvent.org/cathen/11173b.htm

https://santo.cancaonova.com/santo/nossa-senhora-o/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_do_%C3%93

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26 novembro 2019

Novena de Natal: A Procura do Albergue

A melodia do Canto da Procissão da Novena,
você pode encontrar no seguinte link:


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Partitura Anima Christi

Canto para "Ação de Graças" na "Santa Missa",
após a comunhão.

Generosamente cedido por Carlene. Se desejar o PDF favor entrar em contato com: @carlene_ilustracao (instagram)

Letra para a música

Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão do Senhor, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Nas Vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que eu me separe de Vós.
Do inimigo maligno, defendei-me.
Na hora da morte, chamai-me
e mandai- me ir para Vós,
para que Vos louve com os vossos Santos
pelos séculos dos séculos. Amém.

21 julho 2019

Saiba quais são os cânticos TL


Em tempos de Sínodo da Amazônia... Ou seja, tempos que temos que rezar triplicado pela Santa Igreja, pelo Papa, Bispos e Sacerdotes... lembrando que, apesar de toda confusão e crise que a Santa Igreja possa estar passando, "as portas do inferno não prevalecerão sobre ela!"

Vamos tocar em um assunto que quase ninguém presta atenção: os cânticos da Teologia da Libertação. Sim, aqueles cânticos que saem nos "folhetinhos" de Missas Paroquiais, geralmente estreados nas "Campanhas da Fraternidade".

Na maioria das vezes, camuflados sob melodias bonitas, e misturados com frases bíblicas, eles trazem consigo uma mensagem que vai aos poucos mudando a mentalidade das pessoas, fazendo com que aos poucos as pessoas se acostumem com a linguagem de pensamentos marxistas, comunistas, socialistas... o que é totalmente contrário a fé católica.

Infelizmente, a maioria dos católicos não conseguem enxergar a mensagem por trás destes cânticos... acham normal, ou até bonitos... porque cresceram em um tempo onde esta mentalidade de Marxismo Cultural já era bem disseminada.

Esse é um alerta aos músicos católicos! Recusem tocar nas Missas estes cântico (e outros que talvez não estejam nesta lista), e que influenciam:
  • para o político-social;
  • para a apologia à luta de classes;
  • para a crítica, desvalorização, ou nivelamento da Hierarquia da Igreja;
  • para a deturpação da interpretação tradicional da Sagrada Escritura, da Tradição, da Fé e da Moral da Igreja;
  • para a neutralização ou mesmo destruição daquilo que é sagrado.
  • que trazem um espírito de rebeldia e revolução dentro da própria Igreja.
A Linguagem da Teologia da Libertação é própria, e já está há tanto tempo enraizada em nossa igreja, em nosso país e cultura, que muitos não percebem mais os desvios... Por exemplo: Não se fala em nenhum tipo de pecado: o único pecado para a "Teologia da Libertação" é somente o pecado social... O reino para eles não é o Celeste, mas é aqui mesmo, fazendo a "reforma agrária". O pão que eles desejam dar para todos, não é o Corpo e o Sangue de Cristo, mas o pão da igualdade, da partilha... que sacia a fome material. O Altar é somente uma mesa fraterna, onde se reúnem. O único milagre que existe (porque eles justificam todos) é o milagre "da partilha"... e por aí vai...


Não se fala de virtudes, de vida de oração, de confissão dos pecados, de conversão, de santidade, de pureza, de modéstia, de castidade, de fidelidade no matrimônio, de família santa, etc... essas palavras parecem não existir para eles!

Vejamos alguns exemplos, com uma breve reflexão:

1. SE CALAREM A VOZ DOS PROFETAS (Ir. Vaz Castilho)
Vamos analisar algumas frases:

- "Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão. Se fecharem os poucos caminhos, mil trilhas nascerão."
- Eles se consideram os profetas que não se calam... Vivem em uma contínua luta revolucionária...
- "Muito tempo não dura a verdade"
- Ao contrário! A Verdade de DEUS é uma só, e dura para sempre! Assim como a Verdade que JESUS deixou em Sua Santa Igreja, através da Sagrada Tradição, Sagrada Escritura e Sagrado Magistério.
- "nessas margens estreitas de mais"
- Seria uma crítica sobre os costumes tradicionais da Santa Igreja?
- "É Jesus este pão de igualdade"
- JESUS Eucarístico não é "pão de igualdade", pois infelizmente, não são todos os que podem comungá-Lo. Para comungar a Eucaristia é preciso ter recebido a Catequese, e estar em "estado de graça", ou seja, sem pecado mortal. Assim, não se pode "igualar todas as pessoas", pois muitas não querem deixar a vida de pecado: adultério, fornicação, corrupção, idolatria, etc. E como diz São Paulo: "que cada um se examine antes de comer deste Pão e beber deste Cálice, porque quem O come e bebe sem distinguir o Corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação". Assim, JESUS não é pão comum de igualdade, para fortalecer os que sofrem da "fome social", mas é alimento de salvação eterna, para os fiéis que buscam a conversão e a santidade!

- "Com a luta sofrida de um povo que quer ter voz, ter vez, lugar. Comungar é tornar-se um perigo. Viemos pra incomodar!"
- Ainda precisa de comentário?! A luta do verdadeiro cristão deve ser pela própria conversão, a busca da santidade, para alcançar o Céu. Comungar não nos torna um perigo! Mas nos torna instrumentos da verdadeira paz e caridade. E o único incômodo que um cristão deve provocar é de ser, "no meio desta geração perversa", um testemunho de uma "vida santa"!

- "No banquete da festa de uns poucos, só rico se sentou. Nosso Deus fica ao lado dos pobres, colhendo o que sobrou."
Aqui é uma crítica ao que eles chamam de "elite social da Igreja". Sim, DEUS fica ao lado dos pobres, mas principalmente dos "pobres de espírito", pois não basta ser pobre materialmente para ter o Céu garantido. Geralmente os que estão envolvidos em lutas "a favor" dos pobre, pensam somente no material, em "ajuntar tesouros onde a traça e a ferrugem consomem"; não pensam nos bens eternos, nem na salvação das almas deles; não pensam em conversão de vida e de costumes; mas usam os pobres e a "causa dos pobres" como um palanque político, para promoverem a si mesmos e os seus ideais comunistas... e uma vez no poder, eles tornam-se opressores, e ditadores, como vemos em todos os Regimes Comunistas. O Comunismo tem um "ideal utópico" onde tudo é igual para todos, mas este "todos" compreende somente o povão, porque os dirigentes do próprio Comunismo estão sempre em uma "casta" acima.
- "O poder tem raízes na areia. O tempo faz cair..."
A palavra "poder" aqui é uma crítica à ordem e à hierarquia, tanto em relação às autoridades civis quanto religiosas. Frases contra o poder, e à favor da igualdade, são muito usadas no meio da Teologia da Libertação; mas são usada de uma maneira totalmente deturpada, no sentido de ir contra o poder que DEUS deu às autoridades constituídas. DEUS quis a ordem e a hierarquia. E em relação às autoridade eclesiásticas, São Paulo é bem claro: "Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus. Assim, aquele que resiste à autoridade, opõe-se à ordem estabelecida por Deus; e os que a ela se opõem, atraem sobre si a condenação" (Rm 13,1-2). 
- "Toda luta verá o seu dia, nascer da escuridão."
- Que luta?! Só se for a luta revolucionária! Pois nada que é de DEUS brota da escuridão, pois DEUS é Luz e Santidade!

2. VEJAM, EU ANDEI PELAS VILAS...

- "Vejam, Eu andei pelas vilas, apontei as saídas como o Pai me pediu.. eu não quis ser escravo de um poder que retrai... Semeei consciência nos caminhos do povo... Tramas, enfrentei prepotência dos que temem o novo, qual perigo sem fim... Vejam, Eu quebrei as algemas, levantei os caídos, do meu Pai fui as mãos... Laços, recusei os esquemas, Eu não quero oprimidos, quero um povo de irmãos... Vejam: Procurei ser bem claro; o meu reino é diversonão precisa de Rei... Tronos, outro jeito mais raro de juntar os dispersos o meu Pai tem por lei... Vejam, fui além das fronteiras..."
- Este cântico vai na mesma linha do anterior. Mostra um JESUS socialista e revolucionário: "escravos de um poder que retrai"; "enfrentei prepotência dos que temem o novo". Que novo seria este? A Teologia da Libertação? DEUS é sempre o mesmo: ontem, hoje e sempre! "Quebrei algemas", "recusei esquemas", "meu reino é diverso, não precisa de Rei", ou seja, eles não precisam de uma autoridade, eles querem ser a autoridade que os governe. Além disso, usa uma linguagem popular, bem próxima ao povo: "vilas, povo..." Enfim, este cântico, não tem nada que eleve as almas à contemplação dos bens eternos, mas somente paira em uma visão humana, de revoltas e lutas contra os poderes estabelecidos, e propõe uma luta sócio-política mesmo dentro da Igreja. E olha que é um cântico para o momento da Comunhão Eucarística! Este é um daqueles cânticos que "pescam" facilmente as pessoas que não prestam atenção ao conteúdo, mas fixam-se apenas na melodia envolvente.

3. AS MESMAS MÃOS (Zé Vicente)

Este "Zé" aparecerá aqui muitas vezes. Creio que seja o compositor (ou intérprete) principal dos cânticos de Teologia da Libertação.

- As mesmas mãos que plantaram a semente aqui estão. O mesmo pão que a mulher preparou aqui está. O vinho novo que a uva sangrou jorrará no nosso altar. / A liberdade haverá, a igualdade haverá. E nessa festa, onde a gente é irmão, o Deus da vida se faz comunhão. / Na flor do chão brilha o sonho da paz mundial...
- Também é um cântico que rebaixa ao nível do terreno, uma meditação que deveria elevar a alma para o Céu, para o Sagrado. Fala-se de "mãos que plantam", "pão que a mulher preparou". Em vez de ser uma meditação mística do que significa o pão e o vinho, torna-se quase que uma reflexão agrícola! Depois, volta no tema favorito deles, que lembra o mesmo grito da Revolução Francesa: "liberdade, igualdade, fraternidade", e o "sonho de paz mundial!" Mas poderiam alguns incautos questionar: "Mas o que tem demais em falar de liberdade, de igualdade, e de fraternidade? Isso não é bom?!" Poderia até ser bom, mas não no conceito que é aplicado. E infelizmente, hoje em dia, estas expressões tomaram outro significado, todos ligados ao Marxismo Cultural.

4. TRABALHAR O PÃO (Padre Zezinho)

- "Trabalhar o pão. Celebrar o Pão. Oferecer e Consagrar o Pão."
- Também rebaixa a meditação do Sagrado a algo social. Outro pequeno detalhe, que pode passar despercebido, é colocar em uma mesma estrofe o fato de: trabalhar, celebrar, oferecer e consagrar. Ora! Quem faz o pão é um trabalhador leigo, mas quem oferece e consagra é um Sacerdote. Assim, neste cântico, há uma insinuação de nivelamento da hierarquia, onde aquele que trabalha o pão, também o consagra.
- "Fruto do suor e do trabalho. Sacrifício que Jesus pediu. Pão da liberdade e da justiça... Fruto da esperança e da partilha... Pão bendito da libertação!"
- Mesma ladainha de sempre!... Pega-se um cântico que deveria ser usado para evangelizar e catequizar as pessoas para a Sacralidade da Eucaristia, e rebaixa a um tema social e político. E ainda por sinal confunde as pessoas, dizendo que este é o sacrifício que Jesus pediu.

5. GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS (Pe. Zezinho)

- Glória a Deus nas alturas é o canto das criaturas. Rios e matas se alegrem, teus povos pro Ti esperam. Paz para o povo sofrido, é o grito dos oprimidos. A terra mal repartida clama por Tua justiça... Veio por meio dos pobres, pra carregar nossas dores. Glória ao Espírito Santo/ que nos consola no pranto./ Que orienta a igreja/ pra que do pobre ela seja...
- O primeiro ponto que está errado, é que este cântico não tem a mesma letra da oração do Glória, o que deveria ter. Depois, vemos que se volta no mesmo tema de lutas sociais... Sem mais comentários!

6. A MESA TÃO GRANDE E VAZIA (Zé Vicente)

- Ao recebermos, Senhor, Tua presença sagrada, pra confirmar teu amor, faz de nós Tua morada. / Surge um sincero louvor...
- Até então, tudo poderia até estar bem... quando começa aquelas palavrinhas que aos mais despercebidos, poderiam não significar nada... mas para quem já está escolado na Teologia da Libertação, sabe que sempre tem um significado bem social:
- Brota a semente plantada... Desamarrem as sandálias e descansem. Este chão é terra santa, irmãos meus. Venham, orem, comam, cantem. Venham todos...
- A propósito, quando Deus pediu para Moisés tirar as sandálias - porque onde ele estava era uma terra santa -, não pediu para ele descansar, mas para preparar-se para fazer a Sua Vontade, que era conduzir o povo de Israel para a Terra Santa. E, como dissemos anteriormente, no momento da Eucaristia, não são "todos" que podem comungar, mas somente aqueles que estão em Estado de Graça.

7. NOSSOS PRESENTES (Zé Vicente)

- Como o cântico anterior, este também começa "camuflado". Fala até de "memória e tradição!" Oh! Que maravilha!
- Trazemos pão e vinho da memória e tradição. / Da eterna aliança, sempre nova no cristão. / O corpo todo entregue por amor em comunhão. / Ô, ô, ô... ô, ô, ô. é tudo teu, Deus do amor.
- Mas... a continuação do cântico mostra bem a intenção. Na verdade, o título deveria ser: "Reforma Agrária: nosso presente". Para ser bem claro, poderíamos dizer: "terras e casas invadidas". Até que a palavra "ocupadas" retratou muito bem a intenção. Parece até ser um Hino do MST...
- "Os frutos produzidos, nestas terras conquistadas. / As flores dos jardins de tantas casas ocupadas... / Trazemos novo mapa da história alternativa. / A nova humanidade solidária combativa...
 Nos olhos tantos sonhos de um futuro com mais vida. / Nos pés a marcha lenta para a terra prometida."
- Este "sonho do futuro e da terra" com certeza não é o Céu, mas a posse de qualquer propriedade privada...

8. UTOPIA (Zé Vicente)

- "...Quando as cercas caírem no chão. Quando as mesas se encherem de pão. Eu vou cantar... Quando os muros que cercam os jardins, destruídos, então os jasmins vão perfumar. / Vai ser tão bonito se ouvir a canção cantada de novo. No olhar da gente a certeza de irmãos, reinado do povo. / Quando as armas da destruição, destruídas em cada nação. Eu vou sonhar. / E o decreto que encerra a opressão... / Quando a voz da verdade se ouvir... E a mentira não mais existir, será enfim, tempo novo de eterna justiça Sem mais ódio sem sangue ou cobiça..."
- Com certeza, este é um dos Hinos preferidos dos TL's. É realmente a "utopia" de todo Comunista... Acho que nem é necessário uma análise deste cântico!

9. O QUE VALE É O AMOR (Zé Vicente)

- "Se é pra ir a luta, eu vou! Se é pra tá presente, eu tô!... É que a gente junto vai / reacender estrelas vai/ replantar nosso sonho em cada coração. / Enquanto não chegar o dia / Enquanto persiste a agonia / A gente ensaia o baião / Lauê, lauê, lauê, lauê...
- Este aí dever ser o cântico de convocação para as reuniões... Será que essas estrelas que eles querem acender, são as do PT? E pra terminar... um "lauê, lauê" quem lembra mais um cântico de Candomblé...

10. OFERTÓRIO DO POVO (Zé Vicente)

- "Quem disse que não somos nada e que não temos nada para oferecer... A fé do homem nordestino que busca um destino e um pedaço de chão./ A luta do povo oprimido que abre caminho e transforma a nação. Ô, ô, ô, ô, recebe Senhor. / Retalhos de nossa historia bonitas vitórias que meu povo tem. Palmares, Canudos, Cabanas são lutas de hoje e de ontem também... / Aqui trazemos a semente sangue desta gente que fecunda o chão. Do gringo e tantos
lavradores, santos e operários em libertação. / É força que destrói a morte e muda nossa sorte é ressurreição. Ô, ô, ô, ô recebe Senhor."
- Antes, a mensagem era camuflada, agora está mais clara! E perguntamos: por acaso a Santa Igreja é formada só por pessoas oprimidas que buscam um pedaço de chão? Será que é esta "libertação" que Jesus veio trazer? Mas Nosso Senhor Jesus Cristo, veio nos trazer a salvação! A libertação que Jesus nos alcançou com Sua morte e ressurreição, não é a dos poderes políticos, mas a libertação do pecado; também da ganância e das lutas. Ele quer que lutemos, antes de tudo, para alcançar a conversão, a santidade e o Céu, "pois que vale o homem ganhar o mundo inteiro, se vir a perder a sua alma?!" A santidade sim é a força que destrói a morte e "muda nossa sorte"! Isso é ressurreição!

11. Ó SENHOR NÓS ESTAMOS AQUI (Frei Luiz Terra)

- "Ó senhor, nós estamos aqui, junto à mesa da celebração... Igualdade, fraternidadenesta mesa nos ensinais... Este encontro convosco, Senhor, incentiva a justiça e a paz, nos inquieta e convida a sentir os apelos que o pobre nos faz."
- Quando tiver um cântico que chama o "Altar" do Santo Sacrifício da Missa, de "mesa", já podemos desconfiar! Quando começa a  usar palavras como: "justiça", "libertação", "povo", "terra", "chão",  "milagre da partilha", e ainda a frase bem conhecida da Revolução Francesa: "Igualdade, liberdade, fraternidade" (que foi inclusive o cântico de uma "Campanha da Fraternidade"), então, não resta mais dúvida: é um cântico TL, marxista!


12. IMPORTA VIVER

- "Na mesa sagrada ... / Enquanto na terra o pão for partido / O homem nutrido se transformará / Vivendo a esperança num mundo melhor / Com Cristo lutando, o amor vencerá. / Chegar junto à mesa é comprometer-se... / O grito dos fracos devemos ouvir... / Se unidos buscarmos libertação..."
- Aqui entra a mesma reflexão: Usar a religião como palanque para resolver problemas sociais. A expressão "grito dos fracos" é praticamente sinônimo do "grito dos excluídos", algo totalmente relacionado à reforma agrária. E mais uma vez lembramos: não é "mesa", e sim: "Altar".

13. DAI-LHES VÓS MESMOS DE COMER
- "... Dai-lhes vós mesmos de comer, Que o milagre vai acontecer! / Quando o pão é partilhado ... / O milagre da partilha serve a mesa dos irmãos..."

- Um dos grandes erros ensinados pela Teologia da Libertação, é justificar ou negar os milagres da Bíblia. Os milagres da multiplicação dos pães, que têm toda uma vertente Eucarística, de amor e salvação, eles deturpam para uma reflexão de partilha social para acabar com a fome da terra. Assim, sempre encontraremos as expressões: "mesa, milagre da partilha, etc."

14. PÃO EM TODAS AS MESAS

- "... A mesa da Eucaristia nos quer ensinar, ah, ah / Que a ordem de Deus nosso Pai é o pão partilhar / Pão em todas as mesas... / As forças da morte, a injustiça e a ganância de ter, de ter / Agindo naqueles que impedem ao pobre viver, viver / Sem terra, trabalho e comida a vida não há, não há... / Irmãos, companheiros na luta vamos dar as mãos... / Unindo a peleja e a certeza vamos construir, aqui / Na terra, o projeto de Deus... / ... o pão partilhado a presença Ele nos deixou - deixou! / Bendita é a vida nascida de quem se arriscou, ô ô / Na luta pra ver triunfar neste mundo o amor!
- O problema de todos estes cânticos - para quem ainda não conseguiu entender - é que eles transformam a realidade sagrada e espiritual da Santa Missa, em um palanque para assuntos sociais e políticos.

Poderiam alguns ainda dizer: "Ah! Mas os cristãos também devem agir na sociedade, defender os direitos dos pobres e oprimidos!"

Então, explicamos: Com certeza! Os cristãos leigos devem agir na sociedade e aplicar objetivamente em todo o meio em que vive os valores cristãos, colocando em prática a caridade. Mas isto é feito a partir de cristãos convertidos.

Assim, o papel da Santa Igreja, e principalmente o momento Sagrado da Santa Missa, deve ser educar e evangelizar as pessoas, primeiramente conduzindo cada uma para a vida de oração, para a vivência dos Sacramentos, para a conversão.

Como disse a Santa Teresa de Calcutá: "Quer fazer alguma coisa para promover a paz mundial? Vá para casa e ame sua família!"

E um outro ditado: "Antes de mudar o mundo, dê três voltas em torno de sua casa!"

Assim, alimentados pela Eucaristia e formados pela Palavra de Deus, os cristãos podem fazer o bem na sociedade.

Afinal, se utilizarmos a Igreja para falar de política e problemas sociais, onde então se falará de Deus? Em que hora falaremos de Deus?!

Creio que não é mais necessário tanta explicação. Eis abaixo outros cânticos. Com certeza esta lista é maior... e a cada dia... com cada nova "Campanha da Fraternidade", "Sínodos de Amazônia", e coisas parecidas... esta lista, infelizmente, irá aumentar:

15. É prova de amor (Frei Luiz Terra)
16. Cantar a beleza da vida
17. A mesa santa que preparamos
18. Eu creio num mundo novo
19. Meu canto, minha arma (Zé Vicente)
20. Na mesa da Eucaristia (Padre Vanildo)
21. Em Tua mesa
22. Eu vim para que todos tenham vida