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25 dezembro 2018

O nascimento milagroso do Menino JESUS

No Blog "Místicos da Igreja" tem um artigo muito interessante sobre o nascimento milagroso do Menino JESUS. Nele cita o relato de Irmã Chiara Scarabelli, que viu em êxtases como ocorreu o nascimento de JESUS. E relatos de exorcistas que narram fatos parecidos.

Tem ainda nos Comentários dos leitores, outros relatos com a mesma narrativa de: Beata Anna Catherina Emmerich, Venerável Maria de Ágreda, Maria Valtorta, Luisa Picarretta.

Interessante que, mesmo antes de saber dessas revelações místicas, sempre imaginei o nascimento do Menino JESUS ​​assim, milagroso"

A mim, pobre pecadora miserável, embora não tenha tido nenhuma revelação extraordinária, sempre ao meditar o 3ª Mistério Gozoso do Santo Rosário, fazia-o desta maneira; e agora percebo que é bem parecido com o que estas místicas viram.

«São José e a Santíssima Virgem Maria, depois de terem batido em muitas portas na cidade de Belém, e de não conseguirem hospedagem em nenhum lugar, foram em direção ao campo, buscar refúgio seguro ao menos em alguma gruta.

Afastando-se da cidade, encontraram alguns pastores que, apontaram para eles alguma gruta ou caverna, subindo uma pequena colina, que eles poderiam passar a noite seguros.

Quando chegaram lá, São José, que já carregava uma tocha com fogo, viu que o lugar estava muito sujo e indigno de receber a Santíssima Virgem com o Menino que ia nascer, e tratou de fazer uma fogueira e limpar o local.

Amarrou algumas palhas no seu cajado, fazendo-o de vassoura, e limpou um pouco o lugar. Antes disso, com o seu manto, forrou algum lugar alto para que a Santíssima Virgem Maria aguardasse sentada.

Quando terminou de limpar tudo, São José pensou em sair e pegar água, em um riacho que ficava próximo uns 40 a 50 metros.

Ele ajeitou novamente o lugar para Maria repousar, perguntando se ela estava se sentido bem, e dizendo que ia sair rápido para buscar água. A Santíssima Virgem, cansada da viagem, mas tranquila, serena e em paz, deu apenas um sorriso e consentiu com a cabeça. Ela já estava colocando-se neste momento em oração de Ação de Graças, por José ter conseguido para eles aquele lugar escondido.

A Santíssima Virgem confiava em DEUS e sabia que tudo sairia conforme a Vontade d'Ele, embora ainda não soubesse como seria o parto. Apesar de que ela pressentia em seu coração que já estava próximo o momento, não sentia nenhuma dor, e aguardava confiando em DEUS.

São José, apesar de crer na concepção virginal de Maria, pensava que o parto seria como de qualquer outra mulher, por isso preocupou-se em buscar água.

Antes de sair, ele ainda deu uma olhada ao redor, e mexeu mais uma vez na fogueira, colocando mais alguns galhos e madeiras que encontrou no fundo da Gruta, para aumentar o fogo, visto que a noite era bem fria. Olhou mais uma vez para a Santíssima Virgem e disse: "Vou buscar água Maria, mas volto logo." Ela sorriu mais uma vez e consentiu com a cabeça.

São José desceu a ladeira apressadamente, quase correndo, levando dois odres grandes, feitos de pele de animal.

Mas enquanto ele estava apanhando a água no Riacho, a Santíssima Virgem entrou em êxtase, e a gruta ficou toda iluminada, porque a Glória de DEUS pairou sobre a gruta, deixando-a parecida com o Monte Sinai, quando DEUS falava com Moisés.

Quando São José viu o clarão partindo da Gruta, assustou-se pensando que o fogo da fogueira tinha se espalhado, por causa de alguma palha no chão, e voltou correndo. Ele só tinha enchido um odre de água.

Mas qual foi a surpresa e admiração dele ao deparar-se com aquela cena maravilhosa e divina: A Santíssima Virgem ajoelhada, em êxtase, envolvida por uma luz tão intensa, que fazia ela mesma parecer ser de luz. A Virgem parecia ser a Sarça ardente, na qual DEUS apareceu para Moisés.

José caindo de joelhos, prostrou-se com o rosto por terra, não ousando levantar mais os olhos, e ficou nesta posição até que Maria o chamasse.

Enquanto isso, a Santíssima Virgem permanecia em êxtase de amor e adoração, ela parecia toda transformada em luz, mais brilhante mil vezes que o Sol, mas com um brilho que não fere os olhos.

Assim que completado o tempo segundo o desígnio de DEUS, e dando meia-noite, o Menino JESUS atravessou do seu ventre para suas mãos. E Maria contemplou-o extasiada com sorrisos e lágrimas, depois beijou-O e apertou-O contra o seu peito.

E assim como foi milagrosa a concepção virginal de JESUS no seio da Santíssima Virgem, assim também foi o Seu nascimento; da mesma forma que na Ressurreição. A Santíssima Virgem manteve-se Virgem e não sentiu nenhuma dor. Só aos pés da Cruz ela teve a dor do parto, não físico, mas parto-espiritual, quando ocorreu a profecia de Simeão: "Eis que a espada da dor atravessará a tua alma", e ela gerou a nós, filhos pecadores, representados pela pessoa de São João Evangelista: "Mulher, eis aí o teu filho." 

Então, a luz que envolvia a Santíssima Virgem, como uma bola de fogo, foi extinguindo-se lentamente, permanecendo apenas no Menino, mas de uma maneira bem mais suave. A Santíssima Virgem então, amamentou o Menino. Logo, ela percebeu que José permanecia prostrado na entrada da Gruta, sem ousar levantar a cabeça. Então, ela o chamou: "Venha, José, não temas! O nosso pequeno Menino nasceu. Venha!"

Então, José, levantando a cabeça, com o rosto banhado em lágrimas, olhou admirado, meio sem jeito ainda, foi levantando de vagar, e aproximou e aceitou o Menino das mãos da Santíssima Virgem, que o entregava. Então, São José, acolheu o Divino Infante em seus braços, em pranto de alegria.

06 abril 2018

Jesus entra em um coração fechado?

Quantas vezes já ouvimos dizer que devemos abrir o nosso coração para JESUS entrar, pois ELE não vai invadir, e só entrará quando nosso coração estiver aberto? Existe até uma antiga e belíssima canção, cantada geralmente às primeiras sextas-feiras do mês, ou na Solenidade do Sagrado Coração, que diz:
"Procuro abrigo nos corações. De porta em porta desejo entrar. Se alguém Me acolhe com gratidão, faremos juntos a refeição. (...) vou batendo até alguém abrir..."


Que é baseada na seguinte frase do Apocalipse: "Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a Minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, Eu com ele e ele Comigo." (Apoc 3,20).

Confesso que esse pensamento sempre foi algo que me causou muita reflexão e uma certa angústia: Então, existem corações que JESUS não entra?!

O Evangelista São João testemunha que após a morte, JESUS teve Seu Coração aberto pela lança, de onde saiu Sangue e Água (cf. Jo 19,33-34). JESUS morreu, mas deixou Seu Coração aberto para nós! E depois de Sua Ressurreição, os apóstolos e discípulos tiveram uma surpresa: todas as marcas da Paixão de JESUS haviam desaparecido, mas as marcas das Suas Santas Chagas, nas Mãos, nos Pés e no Lado, continuavam ali, não de uma maneira sangrenta, mas agora gloriosa.

O Apóstolo São João, que deu testemunho da abertura do Lado de JESUS, foi confirmado pelo Apóstolo São Tomé, que tocou no Lado aberto do Ressuscitado.


O fato do Coração de JESUS, ter sido aberto pela lança do soldado, após a Sua morte, significa que continuará aberto para sempre. Assim, podemos compreender a extensão da Misericórdia de DEUS, ela ultrapassa o tempo e entra na eternidade! (cf. Salmo 117,1ss).

Em Sua vida e com Sua morte, JESUS fez tudo por nós. Realmente, Ele não poderia fazer mais nada! (cf. Hb 2,9). Mas mesmo assim, ELE quis deixar Seu Coração aberto, para ser uma fonte e refúgio de Misericórdia para todos.

JESUS ensinou a Santa Faustina a jaculatória de confiança: "Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de JESUS como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vos!" (Diário de Santa Faustina, 84).

A imagem de JESUS Misericordioso retrata-O com os dois raios: vermelho e pálido, saindo de Seu peito. O próprio JESUS explicou a Santa Faustina o significado deles: "Esses dois raios significam o Sangue e a Água. O raio pálido significa a Água, que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue, que é a vida das almas... Ambos os raios saíram das entranhas da Minha Misericórdia quando, na Cruz, o Meu Coração agonizante foi aberto pela lança."  (Diário, 299).



Assim, o Coração de JESUS, tornava-se aquela via, talvez última, para que os corações enfraquecidos pelo medo, pela inconstância, pelas próprias fraquezas, aqueles que são qualificados como o "caniço rachado" ou  a "mexa que ainda fumega" (cf. Mt 12,20), pudessem alcançar a esperança da salvação.
"Meu Coração está repleto de grande Misericórdia para com as almas, e especialmente para com os pobres pecadores. Oxalá possam compreender que Eu sou para eles o melhor Pai, que por eles jorrou do Meu Coração, o Sangue e a Água, como de uma fonte transbordante de Misericórdia..." (Diário, 367).
É claro que esta porta aberta da Misericórdia não contradiz a Justiça de DEUS. DEUS é Misericordioso, mas também é Justo! (cf. Rm 2,1-11)
"Diz aos pecadores que ninguém escapará ao Meu braço. Se fogem do Meu Misericordioso Coração, hão de cair nas mãos da Minha justiça. Diz aos pecadores que sempre espero por eles, presto atenção ao pulsar dos corações deles, para ver quando batem por Mim. Escreve que falo a eles pelos remorsos da consciência, pelos malogros e sofrimentos, pelas tempestades e raios; falo pela voz da Igreja..." (Diário, 1728).
De fato, "DEUS nunca força a nossa livre vontade. De nós depende se queremos aceitar a graça de DEUS, ou não, se queremos colaborar com ela, ou desperdiçá-la." (Diário, 1107). Assim, realmente JESUS não vai forçar nenhum coração que não O queira, mas o ponto que queremos chegar sobre 'corações fechados' é um pouco diferente: Existem corações fechados por dentro, e corações fechados por fora.

coração aberto de JESUS é um caminho para aqueles que - como dissemos anteriormente: por causa do medo, da inconstância, da fraqueza emocional ou espiritual - não conseguem abrir o coração. E é isto que queremos considerar: Há muitas almas que não conseguem abrir o seu coração, não porque não o querem, mas justamente porque elas mesmas estão presas, estão trancados dentro de seus próprios corações. De alguma forma, ficaram presas e não conseguem sair desta prisão, não tem a chave para abrir... E essa prisão pode ser um vício enraizado, uma grande frustração ou decepção, a depressão, uma doença, a morte de um ente querido...

E para confirmar este argumento, temos um fato a favor: Após o sepultamento de JESUS, vemos no Evangelho de João que os discípulos estavam trancados. Eles estavam frustrados. Para eles, o seu Mestre, o seu grande amigo, aquele que era a esperança para eles, estava morto. E eles estavam com medo também (cf. Jo 20,19). Na verdade todos eles fugiram, abandonaram, negaram JESUS. Mas lá dentro, com certeza eles rezavam. E mesmo que a esperança fraquejasse, mesmo que essa fosse temerosa, mesmo que suas orações fossem fracas devido a angústia de seus corações amargurados, e decepcionados, havia o "grande anseio" pela presença de JESUS. Era quase que o anseio de uma "Comunhão espiritual".


JESUS, eu confio em Vós!
E o que aconteceu? De repende, "JESUS veio e pôs-Se no meio deles e disse: A Paz esteja convosco!" (Jo 20,19). A imagem de JESUS Misericordioso, pintada em 1982 por 'Robert Skemp'representa bem isto. JESUS é retratado aparecendo à frente de uma porta fechada, com o ferrolho fechado. Tem uma Mão levantada, para abençoar e a outra tocando o peito, deixando sair da túnica os raios que representam o Sangue e a Água que jorraram de Seu Coração. É JESUS ressuscitado, que traz em Seu Corpo glorioso as marcas da Paixão na Cruz.

E justamente esta imagem é venerada de maneira especial na Festa da Misericórdia, que é celebrada no 2º Domingo Pascal; domingo onde é lida esta leitura de JESUS Ressuscitado, que aparece aos discípulos que estavam trancados de medo.

Sim, com certeza JESUS não vai invadir nenhum coração que não O queira. Mas existem muitos corações que O querem, mas estão presos dentro das grades de si mesmos, dos seus medos, das suas fraquezas, dos seus vícios. Estes, lançam um grito de socorro para que alguém entre dentro de suas prisões e os liberte, de seus 'cenáculos fechados' e os salve.

E esse alguém é JESUS! ELE é capaz de entrar nos recintos fechados dos corações, e dar a Paz da Redenção aos que ali O aguardam, assim como fez com os discípulos, assim como fez com as almas que estavam no Limbo; porque ELE tem as chaves da vida e da morte. (cf. Jo 11,25.14,6; Apoc 1,18).

E ELE os levará para dentro da Chaga aberta do Seu Lado, do Seu Coração, que foi aberto depois de Sua morte, ou seja, depois de 'aparentemente' se esgotar todas as possibilidades de comunicação com ELE.

E lá, dentro desse Coração aberto, para onde essas almas são levadas por JESUS, lá não chegará a espada da justiça, como mesmo afirma Santa Gemma Galgani: "Oh! Se todos os pecadores viessem a Teu Coração!... Venham, pecadores, não tenham medo! A espada da Justiça não pode chegar até aqui!"

Mas não podemos esquecer uma coisa: esta alma com o coração fechado a qual referimos, não é a que não quer abrir o seu coração, pois esta se enquadraria no chamado "pecado contra o Espírito Santo" (cf. Mc 3,28-30), quando a própria pessoa rejeita a graça e o Amor de DEUS, como os fariseus que não queriam acreditar em JESUS, nem em Seus claríssimos sinais (milagres), e frustraram os desígnios de Deus a respeito deles (cf. Lc 7,30); a alma que referimos é a que não consegue abrir o seu coração por fraqueza.

E isso não significa que ela quer permanecer aí presa; supõe-se que ela quer se libertar da sua fraqueza, do seu pecado, e até luta para isso. Ela tenta, do lado de dentro, abrir o ferrolho desta porta, mas não consegue. Então, ela começa a gritar por socorro:


"Das profundezas eu clamo a Vós, Senhor
escutai a minha voz!
Vossos ouvidos estejam bem atentos
ao clamor da minha prece!

Se levardes em conta nossas faltas,
quem haverá de subsistir?
Mas em Vós se encontra o perdão,
eu Vos temo e em Vós espero.

No Senhor ponho a minha esperança,
espero em Sua palavra.
A minh'alma espera no Senhor
mais que o vigia pela aurora.

Espere Israel pelo Senhor
mais que o vigia pela aurora!
Pois no Senhor se encontra toda graça
e copiosa redenção.

Ele vem libertar a Israel
de toda a sua culpa." (Salmo 129)

Segundo Santa Terezinha do Menino JESUS, "a oração é um impulso do coração, um simples olhar para o Céu, um grito de amor, [tanto na alegria, mas também] na provação". Esse grito de socorro é um grito de esperança, é um grito de anseio por DEUS, é um grito de confiança em Sua Misericórdia!

Mas isso também é humildade, pois a alma sabe que sozinha não conseguirá se levantar, então, ela clama por ajuda, até que Alguém venha abrir a porta para ela. Só o humilde consegue confiar "contra toda esperança" (cf. Rm 4,18), porque ele não tem mais nenhum recurso em quê se apoiar, não pode confiar nem em si mesmo, pois sabe que é um grande pecador, preso em tantas fraquezas; mas pode confiar n'Aquele que é maior do que ele, e que é capaz de o salvar, porque "o amou primeiro" e "morreu por ele, mesmo ele sendo um pecador". (cf. I Jo 4,19; Rm 5,8).
"Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate. (Diário de Santa Faustina, 699)
“Ainda que a alma esteja em decomposição como um cadáver e ainda que humanamente já não haja possibilidade de restauração, e tudo já esteja perdido, DEUS não vê as coisas dessa maneira. O milagre da Misericórdia de DEUS fará ressurgir aquela alma para uma vida plena.” (Diário, 1448)
Alma pecadora, não tenhas medo do teu Salvador. Eu, o primeiro tomo a iniciativa de Me aproximar de ti, pois sei que por ti mesma não és capaz de elevar-te até Mim." (Diário, 1485)

 alma, quem quer que sejas no mundo, ainda que seus pecados sejam negros como a noite, não temas a DEUS, tu, frágil criança, porque grande é o poder da Misericórdia Divina." (Diário, 1652)
Assim, quando a esperança fraquejar, não desista de lutar, ore fervorosamente, grite de dentro da prisão do seu coração, grite para Aquele que pode te salvar, e confie n'ELE como "última tábua de salvação", busque o Sacramento da Confissão, e tenha certeza de que depois você poderá Louvar a DEUS, dizendo: "De todo o coração Vos louvarei, ó Senhor, meu DEUS, e glorificarei o Vosso Nome eternamente, porque Vossa Misericórdia foi grande para comigo, arrancastes minha alma das profundezas da região dos mortos!" (cf. Salmo 85,13) Amém.

JESUS, eu confio em Vós!

Preparemo-nos para a Festa da Misericórdia

Estamos na Oitava da Páscoa, esta semana de graças entre o Domingo da Ressurreição e o Domingo da Festa da Misericórdia. Confiemos, assim, de maneira especial, no Coração aberto e Misericordioso de JESUS, "aproximemo-nos, pois, confiadamente do Trono da Graça, a fim de alcançar misericórdia e achar graça de um auxílio oportuno." (cf. Hb 4,16).

“Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. (...). Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha Misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate” (Diário, 699).

“O Senhor me disse para rezar o Terço da Divina Misericórdia por nove dias antes da Festa da Misericórdia. Devo começar na Sexta-feira Santa. Através desta novena concederei às almas toda espécie de graças” (Diário, 796).

05 janeiro 2018

A Poderosa devoção ao Sagrado Coração de Jesus

Conheçamos as 12 Promessas
do Sagrado Coração de JESUS
e as 9 Primeiras sextas-feiras do mês

Em suas aparições a Santa Margarida Maria Alacoque, Jesus fez 12 promessas do Seu Sagrado Coração a todos nós:

1ª Promessa: "A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem do Meu Sagrado Coração!"

2ª Promessa: " Eu darei aos devotos do Meu Coração todas as graças necessárias ao seu estado."

3ª Promessa: "Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias."

4ª Promessa: "Eu os consolarei em todas as suas aflições."

5ª Promessa: "Serei refúgio seguro na sua vida, e principalmente na hora da sua morte."

6ª Promessa: "Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos."

7ª Promessa: "Os pecadores encontrarão, no meu Coração, fonte inesgotável de misericórdia."

8ª Promessa: "As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção."

9ª Promessa: "As almas fervorosas subirão, em pouco tempo, a uma alta perfeição."

10ª Promessa: "Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos."

11ª Promessa: "As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no Meu Coração."

12ª Promessa, conhecida como "A Grande Promessa": "Eu prometo, na excessiva Misericórdia do Meu Coração, que Meu Amor Onipotente concederá a todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, Eu darei a Graça da perseverança final e da salvação eterna; não hão de morrer em pecado e sem receber os Sacramentos, servindo-lhes Meu Coração de asilo seguro naquele último momento."

Mas é preciso ter consciência de que estas Admiráveis Graças e Promessas do Sagrado Coração de Jesus não se tratam de algo mágico e supersticioso. É indispensável que se comungue em estado de graça, ou seja, é necessário confessar os pecados e estar sem pecado grave (mortal) e não ter apego a nenhum pecado venial, assim como confiar na Misericórdia Divina, que é o centro da devoção ao Sagrado Coração de Jesus. A graça da perserverança final, embora não mereçamos, é acompanhada destes sinais.

Dessa forma, a piedosa prática das 9 Primeiras sextas-feiras do mês deve ser algo que mude a vida do cristão, para que ele lute a cada dia pela sua conversão, procurando manter-se fiel, vivendo em estado de graça, crescendo na devoção eucarística e na confiança na Divina Misericórdia. Assim, em sua humilde vida de oração, busca de conversão e confiança no Sagrado Coração de Jesus, a alma alcança a graça da penitência final e da salvação eterna.

ATO DE CONSAGRAÇÃO PESSOAL
AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
composto por Santa Margarida Maria

Eu (seu nome), Vos dou e consagro, ó Sagrado Coração de Jesus Cristo, a minha pessoa e a minha vida, as minhas ações, penas e sofrimentos, para não querer mais servir-me de nenhuma parte do meu ser, senão para Vos honrar, amar e glorificar. É esta a minha vontade irrevogável: ser todo(a) Vosso(a) e tudo fazer por Vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto Vos possa desagradar!

Tomo-Vos, pois, ó Sagrado Coração, por único Bem do meu amor, Protetor da minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e da minha inconstância, reparador de todas as imperfeições da minha vida, e meu asilo seguro na hora da morte.

Sede, ó Coração de Bondade, a minha justificação diante de Deus, Vosso Pai, para que desvie de mim a Sua justa Cólera.

Ó Coração de Amor, deposito em Vós toda a minha confiança, pois tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de Vossa Bondade. Extingui em mim tudo o que possa desagradar-Vos ou que se oponha à vossa Vontade.

Seja o Vosso puro Amor tão profundamente impresso em meu coração, que jamais possa eu esquecer-Vos ou separar-me de Vós. Suplico-Vos que o meu nome seja escrito em Vosso Coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como vosso(a) escravo(a). Amém.

13 julho 2017

As aparições de Nossa Senhora Rosa Mística

As Aparições de Nossa Senhora Rosa Mística ocorreram entre os anos de 1947 e 1976.

Nossa Senhora manifestou-se à uma humilde enfermeira, chamada Pierina Gilli, em uma pequena região da Itália. Ocorreram:
  • 7 aparições em 1947, na cidade de Montichiari, Itália.
  • 4 aparições em 1966, na cidade de Fontanelle, Itália.
  • Depois, inúmeras outras aparições em lugares e datas diferentes até o ano de 1976.

A Santíssima Virgem apareceu primeiramente vestida de roxo, com 3 espadas no peito. Depois apareceu vestida de branco, e no lugar das espadas, haviam 3 rosas.

O significado das espadas e das rosas foi-lhe revelado:
  • A primeira espada: a ruína da vocação sacerdotal e religiosa;
  • A segunda espada: a vida de pecado que levam muitos sacerdotes;
  • A terceira espada: a traição de "judas" no ódio contra a Santa Igreja.


  • A rosa branca: o espírito de oração;
  • A rosa vermelha: o espírito de sacrifício;
  • A rosa amarelo-dourada: o espírito de penitência.

O tema principal desta Aparição de Nossa Senhora (tão fortemente combatida e condenada no início, e muito ignorada atualmente na profundidade da sua mensagem; onde em muitos lugares aparece somente o superficial) foi a decadência na vida sacerdotal e religiosa, e a necessidade de oração, sacrifício e penitência nesta intenção.

Como os relatos são muito extensos, vamos colocar aqui as partes principais e mais abaixo a indicação de livros e sites para quem quiser aprofundar no assunto.

Aparições em Montichiari (1946)
1ª Aparição


Nesta ocasião, Pierina trabalhava como enfermeira em um Hospital na cidade de Montichiari, e teve a visão em um quarto do Hospital.

Mas bem antes disto acontecer, Pierina já havia tido outras aparições, de Santa Maria Crucifixa di Rosa, fundadora da Congregação das Servas da Caridade; e foram as aparições desta santa que a prepararam para receber as aparições da Virgem Maria.

Em fins de novembro de 1946, a santa apareceu novamente à Pierina, e apontou para um ponto no quarto. Pierina relatou sobre esta primeira Aparição de Nossa Senhora da seguinte maneira: "Então eu vi uma Senhora Lindíssima, transparente, vestida de violeta, com um véu branco na cabeça, que descia até os seus pés. Tinha os braços abertos e vi três espadas cravadas em seu peito na altura do coração. Enquanto a Bem-Aventurada Maria Crucifixa falava, a Bela Senhora chegou perto e vi duas lágrimas grossas rolarem de seus olhos e ouvi sua voz doce dizer: 'oração, sacrifício e penitência'. Depois, calou-se e desapareceu."

2ª Aparição


Na manhã de um domingo, no dia 13 de julho de 1947, Nossa Senhora apareceu novamente à Pierina, em uma sala do hospital. Vestia de branco, e no peito, no lugar das espadas, tinha agora três rosas: uma branca, outra vermelha e outra amarelo-dourada.

Indagando Pierina à Senhora da Visão, quem ela era, a Virgem lhe respondeu: "Sou a Mãe de JESUS e de todos vós." E depois de uma pausa prosseguiu: "O SENHOR envia-me a fim de promover uma devoção mariana mais eficaz entre os Institutos e Congregações religiosas, masculinas e femininas, e entre todos os sacerdotes. Prometo a todos os que me honrarem mais, a minha proteção, o florir de vocações, menos apostasias e um grande desejo de santidade entre os ministros de DEUS. Desejo que o dia treze de cada mês seja considerado como dia mariano a consagrar com preces especiais, que se hão de iniciar doze dias antes."

Depois, com alegria, a Virgem continuou: "Nesse dia farei descer abundância de graças e santidade de vocações sobre quantos me honrarem. Desejo que o dia 13 de julho de cada ano seja festejado em honra da 'Rosa Mística'."

Questionada por Pierina se poderia haver algum milagre para comprovar, a Santíssima Virgem respondeu: "O milagre mais evidente sucederá quando as almas consagradas, cujo espírito se relaxou, sobretudo na última guerra, com os seus graves castigos e perseguições, puserem termo às contínuas ofensas ao Senhor, regressando ao espírito primitivo dos Santos Fundadores."

3ª Aparição

Nesta Aparição, ocorrida em 22 de outubro de 1947, a bela Senhora apareceu a Pierina na Capela do Hospital, na presença de três pessoas, entre elas seu confessor, dizendo: "Coloco-me, qual Medianeira, entre os homens e, em particular, entre as almas religiosas e o meu Divino Filho. Ele está cheio de tristeza com as ofensas que recebe diariamente e quer dar curso à Sua justiça." E antes de desaparecer, a Santíssima Virgem disse: "Vive de amor!"

4ª Aparição

Em 16 de novembro de 1947, na igreja paroquial de Montichiari, na presença de alguns fieis e sacerdotes, Nossa Senhora apareceu novamente à Pierina. Repetindo as admoestações anteriores, continuou: "Ele está para enviar um dilúvio de castigos... Intervim para implorar ainda a misericórdia e, em reparação, peço oração e penitência... Eu encherei de graça os que repararem estes pecados".

Pierina então perguntou: "Seremos perdoados?" E a Virgem respondeu: "Sim, contanto que se combata em toda a parte o pecado da impureza".

5ª Aparição

Em 22 de novembro de 1947, também na Igreja Paroquial, na presença de algumas pessoas, a Santíssima Virgem apareceu novamente à Pierina, pedindo que fizesse com a língua quatro pequenas cruzes sobre as lajes de mármore no meio da Catedral, precisamente sobre a Cúpula. Depois, colocando-se sobre as cruzes, pronunciou estas palavras: "Desci a este lugar sagrado onde acontecerão grandes coisas... Os cristãos do teu país são os que agora, mais ofendem o SENHOR com os pecados contra a santa pureza. Por isso o SENHOR pede orações e generosidade no sacrifício e penitência... Aceitai diariamente todas as pequenas cruzes e os trabalhos em sinal de penitência... No dia 8 de dezembro, pelo meio-dia voltarei aqui à Igreja, onde será a Hora da Graça."

Pierina perguntou: "Que significa 'Hora da Graça'?"

A Virgem respondeu: "Conversões em massa... Almas endurecidas, gélidas como o mármore, serão tocadas pela graça divina, tornando-se fieis ao SENHOR e apaixonadas por Ele."

6ª Aparição

No dia 7 de dezembro de 1947 Nossa Senhora apareceu mais uma vez à Pierina, na Catedral, onde estavam presentes somente três pessoas e entre elas, seu confessor. A Virgem estava envolvida em um manto branco, e a um e a outro lado, sustinham um menino e uma menina vestidos de branco. A Senhora disse: "Quero mostrar o meu Coração Imaculado, que dos homens é tão pouco conhecido... Em Fátima, desejei propagar a devoção da Consagração ao meu Coração Imaculado... Em Bonate procurei inculcar esta devoção nas famílias cristãs... Em Montichiari desejo, porém, que a devoção à Rosa Mística, unida à do meu Coração, se aprofunde e propague nos Institutos religiosos, a fim de que as almas consagradas possam atrair do meu Coração materno graças mais abundantes".

Pierina então perguntou: "Quem são os meninos que tendes a Vosso lado?"

"São Jacinta e Francisco. E eles te acompanharão nas tribulações, pois que também eles, embora mais pequenos que tu, sofreram bastante. Eis o que te quero: bondade e simplicidade como a destas crianças."

Ao dizer estas palavras, a Virgem abriu os braços num gesto de proteção, ergueu os olhos ao Céu e exclamou: "Seja louvado o SENHOR!" E desapareceu.

7ª Aparição

8 de dezembro de 1947. Como esta Aparição teve uma data anunciada, a Catedral de Montichiari ficou repleta de uma grande multidão, de modo que Pierina teve dificuldades de entrar. Chegando até o centro da nave da Igreja, ajoelhou-se e começou o Santo Terço. Logo Pierina exclamou: "Oh! A Senhora!"

Fez-se então um silêncio tão profundo que o próprio Monsenhor Francesco Rossi, então pároco da Catedral, afirmou que, apesar da grande multidão, o silêncio era tão absoluto que poderia se ouvir o voo de uma mosca.

A Santíssima Virgem estava em pé, em cima de uma escadaria branca, enfeitada a um e outro lado com rosas brancas, vermelhas e amarelas. Sorriu, enquanto dizia:

"Eu sou a Imaculada Conceição".

Depois, descendo alguns degraus, continuou:

"Sou a Mãe da Graça, Mãe do meu Divino Filho JESUS CRISTO."

Desceu ainda mais uns degraus e prosseguiu:

"Aqui, em Montichiari, quero ser chamada 'Rosa Mística'. Desejo que todos os anos, no dia 8 de dezembro tenha lugar, ao meio-dia, a Hora da Graça Universal, com que se hão de obter numerosos favores para a alma e para o corpo... O SENHOR, meu Divino Filho, concederá grande Misericórdia, contanto que os bons não deixem de orar pelos seus irmãos pecadores. Comunicai rapidamente ao Santa Padre da Igreja Católica, o Papa Pio XII, o meu desejo de que esta Hora da Graça se difunda e pratique em toda a terra. Os que não puderem ir à Igreja obterão as graças desde que orem em suas casas. A quem orar e derramar lágrimas de arrependimento nesta igreja, ser-lhe-á indicada uma via segura para obter do meu Coração graça e valimento."

Nesse momento, Pierina pode contemplar o Coração resplandescente da Virgem e ouvir as seguintes palavras:

"Eis o Coração que tanto ama os homens, mas da maior parte deles é pago com ultrages... Quando os bons, como também os maus, se reunirem todos em oração, hão de alcançar do meu Coração misericórdia e paz... Até agora os bons, graças à minha intercessão, obtiveram do SENHOR um ato de Misericórdia, que lhes valeu o ser afastado um grande flagelo... Dentro de pouco há o mundo de conhecer a grandeza desta 'Hora da Graça'... Já está pronta a abundância de graças para todos os filhos que escutam a minha voz e tomam a peito as minhas súplicas."

As curas milagrosas durante a Hora da Graça

Durante esta 7ª Aparição deram-se duas curas milagrosas na Catedral e uma outra cura em uma casa próxima:

- A primeira foi de um menino de 5 ou 6 anos que por causa da Poliomelite não podia andar e nem sequer ficar de pé. Este menino, levado à Igreja, nos braços dos pais, ergueu-se num instante e caminhava e corria sozinho pela Catedral, contanto ele mesmo que tinha visto a Virgem sorridente.

- A segunda de uma jovem de 26 anos que há doze anos, padecia de uma forma grave de Tuberculose, e que há 9 anos não conseguia pronunciar uma palavra sequer. Esta moça subitamente entoou um cântico de júbilo, com voz clara e forte, e a partir desta ocasião, não teve mais dificuldade em falar, ficando obviamente curada de sua doença. Esta jovem entrou mais tarde para a vida religiosa.

- O terceiro milagre ocorreu com uma mulher de 36 anos que tinha um problema mental, e não era capaz de governar as próprias necessidades, enquanto se davam as Aparições, o pai desta foi à Igreja para a Santa Missa e rezar à Nossa Senhora. A doente ficou em casa, sendo vigiada pela cunhada. Enquanto na Igreja se rezava o Santo Terço, a cunhada exclamou: "Ó minha querida Senhora, se tu verdadeiramente apareces na Sé, cura esta infeliz!" E naquele exato momento a mulher ficou curada, e completamente normal e cheia de grande alegria, uniu-se à cunhada na recitação do terço. Ao chegar em casa, o pai ficou enormemente comovido ao ver sua filha em estado normal. Este foi um milagre que exitou grande admiração do povo e que foi reconhecido pelos médicos como o mais importante e significativo, pois era de excluir qualquer sugestão, sendo a cura total e definitiva.

Aparições em Fontanelle (1966)

Mesmo com estas curas milagrosas, Pierina começou a ser fortemente descreditada e perseguida. E por ordem expressa do Bispo diocesano, Pierina foi conduzida a um Convento de Religiosas, como ajudante, mas usando a roupa de uma Postulante.

Houve então um grande intervalo nas Aparições, que só recomeçaram em fevereiro de 1966. A Santíssima Virgem apareceu em frente o oratório de seu quarto e lhe falou palavras de estímulo e conforto pela amargura que havia experimentado durante os longos anos de ausência das visões. Encorajou-a e prometeu-lhe uma Aparição em Fontanelle no 2º Domingo da Páscoa, em 17 de abril de 1966.


1ª Aparição

Por ordem do Bispo de Bréscia, Pierina não revelou a ninguém que ocorreria esta Aparição, e foi a Fontanelle em companhia de uma única amiga.

Ao chegar em Fontanelle, começou a recita o Santo Terço, passando em uma Vereda que ficava por cima da Gruta, onde havia a Fonte que Pierina conhecia muito bem, pois vivera ali na sua infância.

Por volta do meio-dia, ao toque do Angelus, a Santíssima Virgem apareceu e disse:

"O meu Divino Filho JESUS, todo Amor, enviou-me aqui para tornar milagrosa esta nascente de água, e tu, agora, como sinal de penitência e purificação, tens de beijar o primeiro degrau da escada."

Esta escada era meio informe e os degraus eram dez. Assim que Pierina beijou este degrau, a Virgem disse que ela deveria, em marcha-ré ir descendo os degraus e beijando um a um. Dali de onde estava, Pierina podia ver os pés descalços da Virgem, que lhe disse:

"E agora para e dá um terceiro beijo no degrau onde estás e sobre o qual quero que se levante um crucifixo."

E ao mesmo tempo que indicava o lugar com a Mão, prosseguia:

"Desejo que todos os enfermos e os meus filhos peçam perdão ao meu Divino Filho com um beijo de amor, antes de se dessedentarem com esta água."

E dirigindo-se à fonte, disse:

"Toma essa lama com as mãos... lava-te com a água. Ficai todos a saber que o pecado na alma dos meus filhos é como lama, mas a graça divina tem o poder de purificar mesmo os pecadores mais transviados."


Fonte depois de algumas reformas.
Os lugares com Capelinhas são onde Nossa Senhora tocou.
Vê-se a Cruz na escada, à direita em baixo.
Então, a Santíssima Virgem Maria, inclinando-se, tocou com seus dedos a água da fonte em dois pontos distintos e acrescentou:

"Seja dado a conhecer a todos os meus filhos o que JESUS disse em 1947. Os seus desejos e as minhas mensagens expus-los a partir de então. Quero, pois, e repito, que os doentes e todos os meus filhos acorram a este lugar, junto da fonte miraculosa e a tua missão, cara Pierina, doravante será aqui, à beira dos enfermos e carentes. Desejo, antes de mais, que os fieis vão à Igreja para adorarem o meu Divino Filho JESUS no Santíssimo Sacramento do Altar e Lhe renderem graças pela Sua imensa Bondade e Misericórdia, e pelo dom feito em Montichiari, com tanto Amor e Benevolência. Venham, pois, todos aqui a Fontanelle."

Ditas estas palavras, a Virgem Santíssima elevou-se ao céu, abriu os braços e o manto, que se tornou incomensuravelmente amplo e cobriu uma imensa superfície do universo...

Convém referir aqui um aspecto singular das Aparições de Rosa Mística, o qual não se verificou em outras aparições: A Virgem caminhou sobre a terra, pousando os pés a primeira vez na Catedral de Montichiari (22-11-1947), descendo por uma escada branca adornada com rosas (8-12-1947) e pousando os pés uma segunda vez sobre os degraus da pequena escada de pedra que leva à nascente de Fontanelle, a qual se dignou tocar com as mãos a água (17-4-1966).


2ª Aparição


Em 13 de maio de 1966, na segunda aparição, achavam-se presentes umas 20 pessoas. Era por volta de 11:40 da manhã. A Senhora disse:

"Espalhe-se por toda a parte a minha vida à fonte... O meu Divino Filho é todo Amor..., o mundo corre à perdição... Eu alcancei ainda misericórdia e, por isso, aqui vim de novo trazer a Graça do Seu Amor. A humanidade salvar-se-á com a oração, o sacrifício a penitência".

Depois, apontando a Fonte que estava à sua direita, a qual tocara a água com as mãos em 17 de abril, disse:

"Quero que se construa aqui um tanque para imersão dos enfermos. E esta outra fonte - disse apontando - seja reservada para beber."

"Que nome desejais dar à fonte?" - perguntou Pierina. E a Virgem respondeu:

"Fonte da Graça".

"Que nome tendes?"

"Rosa Mística... Estou aqui para trazer às almas dos meus filhos amor, concórdia e paz; peço-vos que não atireis lama sobre a caridade."


3ª Aparição

Pierina Gilli

9 de junho de 1966. Era a Festa de Copus CHRISTI. Pelas 15 horas, Pierina chegou à fonte, onde já uma centena de pessoas aguardava. Pierina solicitou os videntes a rezarem com ela o santo Terço. Ao chegarem no 4º Mistério, ela exclamou: "A querida Mãe Celeste está aqui. Olhai para o Céu!"

A visão pousou os pés sobre um campo de trigo maduro e houve quem seguindo o olhar de Pierina, pudesse verificar que parecia que alguém pousava os pés sobre as espigas...

Ao redor fez-se um grande silêncio, e Pierina escutou dos lábios da Santíssima Virgem:

"Hoje me enviou aqui, de novo, o meu Filho... Hoje, Festa do Corpo do SENHOR... Festa da união... Festa do Amor!... Quanto desejaria que estes grãos se tornassem Pão Eucarístico para outras tantas comunhões reparadoras... Desejo que este trigo, transformado em Hóstias, seja levado a Roma e, dali, a Fátima, para o dia 13 de outubro".



4ª Aparição


No dia 06 de agosto de 1066, Transfiguração do SENHOR, a Santíssima Virgem renovou o pedido de que parte do Trigo fosse enviado ao Santo Padre, outra parte à Fátima, e a outra fizesse pãezinhos para distribuir junto da Fonte em recordação das Aparições e em Ação de Graças pelos trabalhadores rurais. Depois acrescentou:

"Quantas graças fiz neste século e nos precedentes! Quantas bênçãos! Quantos castigos poupei! Quantos colóquios tive com as almas! Mas os homens continuam sempre a ofender o SENHOR! Eis porque desejo a "União mundial da Comunhão Reparadora. Escolhi esta orla de terra porque nos agricultores há ainda humildade como na pobre Belém; este lugar, consagrado à oração, transformar-se-á num viveiro de Graças".

Outras Aparições

Com o decurso do tempo, e por decisão da Cúria episcopal de Bréscia, Pierina não voltou mais a Fontanelle depois de 1966 (Lembremos de que Nossa Senhora afirmou que a missão de Pierina era ficar lá, acolhendo os doentes que iriam à Fonte). Mas a Santíssima Virgem não se encontra ligada à proibições humanas e continuou a aparecer à Pierina onde esta se encontrava.

Em uma das aparições, Pierina viu Nossa Senhora em uma escadaria, como ocorreu na visão de 8 de dezembro de 1947. Em seguida, abriu-se uma enorme porta no topo da escadaria da qual se derramava uma luz dourada. No alto, em direção ao interior da escadaria, estava escrito em enormes caracteres:

  • FIAT da CRIAÇÃO (de cor vermelha-alaranjada)
  • FIAT da REDENÇÃO (em vermelho sangue)
  • MARIA da CO-REDENÇÃO (em azul claro)
Então, a Santíssima Virgem apareceu no cimo da escadaria com as mãos abertas em direção para baixo. Das suas mãos saiam contínuas ondas luminosas que pousavam nos degraus inferiores, onde se havia congregado muitas pessoas. A Virgem estava silenciosa mas sorridente, e percebi então uma voz angélica a dizer: "O Fiat de Maria na Anunciação do Anjo consagrou-a como Mãe de DEUS e da humanidade. O Fiat de Maria deve comparar-se com o da criação; Ela recebeu do Eterno PAI todas as Graças".

Quando a voz angélica se calou, Pierina ouviu um Coro de Anjos que entoava cânticos: "Maria, Mãe de DEUS, Mãe da Graça, seja glorificada por todos os homens nos séculos dos séculos" (13 de janeiro de 1951).

Em 15 de maio de 1969, na Festa da Ascenção, a Senhora lhe apareceu novamente, e entre outras coisas disse:

"Na Fonte estou sempre a acolher as orações recitadas com tanto carinho pelos filhos devotos e cumpro a Vontade do SENHOR que pretende espalhar as Suas Graças com o meu amor materno. Uni-me à obediência que prestaste a teu bispo, para imitar o exemplo que nos deu primeiro o meu Filho JESUS CRISTO, o qual Se humilhou e fez obediente até à morte na Cruz. Filha, a obediência é humildade, muitas vezes é sacrifício, mas DEUS Nosso SENHOR sabe dar à alma docilidade e paz, que são o verdadeiro amor para com Ele... Vê, minha filha, é tempo de chamar ao dever...; a obediência é paz que vem do SENHOR... O contrário é discórdia... ruína das almas. Filha, reza e dá-me o teu amor para o levar a DEUS".

Em 19 de maio de 1970 Maria Santíssima apareceu, como sempre, com o seu manto branco e o peito adornado com 3 rosas (branca, vermelha e amarela). No braço direito tinha um Rosário enorme que, em vez da cruz habitual, terminava com uma bela medalha redonda e dourada.


A medalha tinha em um dos lados a efígie da Virgem, de pé, no topo da escada, com as mãos postas e a cabeça inclinada. A seus pés havia muitas rosas, também espalhadas nos degraus da escada. Na orla da medalha era escrito: "Rosa Mystica".

No verso da medalha havia uma bela igreja com cúpula e três grandes portas. Ao redor estava escrito: "Maria, Mater Ecclesia".

A Santíssima Virgem disse: "É meu desejo que se mande cunhar uma medalha como esta, com as duas inscrições. O SENHOR me envia a este lugar, por Ele, de antemão escolhido, a fim de trazer o Dom do meu amor materno. Hoje estou aqui para dar a conhecer esta medalha, graça do amor universal e que será posta sobre o coração por todos os meus filhos, onde quer que se encontrem. Prometo a estes meus filhos a minha proteção e graça materna. Esta é a hora na qual se busca aniquilar o mais possível a veneração que me é devida. A medalha do meu amor materno fará que os filhos me tenham sempre consigo. Sou a Mãe do SENHOR, a Mãe da humanidade. Aqui estará o triunfo do amor universal! A bênção do SENHOR, juntamente com a minha predileção hão de acompanhar sempre todos os filhos que a Mim recorrem".

Em 22 de julho de 1973, em uma outra Aparição, entre outras coisas, a Senhora disse: "Recitai o santo Terço... Também aqui, em Fontanelle, desejo penitência em expiação de todos os pecados dos homens. Animados por estes sentimentos, fazei a pé o caminho que da ponte leva a Fontanelle, sem deixardes de rezar. Começai imediatamente essa devoção: poucos foram os que, até agora, a praticaram".

Pierina perguntou à Mãe Celeste o que significava o nome "Rosa Mística" e porque nunca antes tinha se manifestado assim; a Virgem respondeu:

"Rosa Mística não tem em si nada de novo. Rosa Mística fui chamada no instante em que o meu Divino Filho JESUS Se fez homem. Em 'Rosa Mística' simboliza-se o FIAT da redenção e o FIAT da minha colaboração. Eu sou a Imaculada Conceição, a Mãe de JESUS SENHOR, a Mãe da Graça, a Mãe do Corpo Místico, a Igreja. Eis porque o meu Divino Filho me convidou a vir a Montichiari em 1947 e vim, pousando os pés no meio da Sé, no meio de tantos filhos meus... e isto para demostrar que sou a Mãe do Corpo Místico, a Igreja. Isso não passou então de uma advertência e um convite à oração, dirigido a todos os filhos. Penitência..., expiação, disse-te naqueles dias, pois, estavam para vir tempos escuros, cheios de ateísmo e esfriamento no amor para com DEUS e para com esta vossa Mãe".

Enquanto a Mãe Celeste assim falava, estavam seus olhos rasos de lágrimas. Depois prosseguiu:

"Mas se derdes ouvido a este convite, a graça do SENHOR e a Sua Misericórdia infinita hão de ser conforto e consolação de 'Rosa Mística'."


Na Aparição de 20 de abril de 1976, Pierina viu uma grande cruz luminosa, e perguntou à Virgem o porquê da cruz. A senhora respondeu:

"No meio do campo, onde está a capelinha, coloque-se uma grande cruz... Seja ela, para todos os filhos que vierem orar, a suplicar, um apelo à luz da fé... da caridade e da esperança..., pois que, deste lugar, unida ao meu Divino Filho JESUS CRISTO, o meu Coração e os meus braços se abrem, de contínuo, para comunicar graças..., especialmente para salvar os pecadores. Vinde, filhos, que abri a Fonte do perdão e do amor.. E vós, filhos prediletos, que sofreis e trabalhais por este lugar, recebereis a recompensa do meu amor materno. Eis o tempo..., a hora em que desejo espalhar sobre toda a humanidade o meu amor e a misericórdia divina".


Particulares desejos de Nossa Senhora Rosa Mística
  • Ser o dia 13 de cada mês consagrado a uma especial devoção à Santíssima Virgem, preparando-o com a oração dos 12 dias anteriores;
  • Ser o dia 13 de julho em cada ano festejado em honra de 'Maria Rosa Mística';
  • No dia 13 de outubro, também de cada ano, tomar parte na Comunhão reparadora;
  • A 8 de dezembro, de cada ano, celebrar, ao meio-dia, a Hora da Graça universal;
  • Ir em procissão à Fonte bendita, com oração e penitência.
Promessas claras de Nossa Senhora Rosa Mística
  1. Maior abundância de vocações religiosas e renovado anseio de santidade para os sacerdotes e almas consagradas, com o regresso ao espírito dos santos fundadores.
  2. Numerosas conversão de pecadores inveterados e, sobretudo, de sacerdotes apóstatas.
  3. Uma segura ascensão ao céu com a materna proteção da Senhora, a superabundância das suas graças.
  4. Um miraculoso e salutar bem-estar físico e espiritual para os que visitarem a Fonte (os doentes acorram, pois, a esta fonte de graça).
  5. Fontanelle há de tornar-se um farol de oração, de fé e penitência.
  6. "Montichiari há de vir a ser o monte donde irradiará luz para todo o mundo. Sim, tudo isso acontecerá".
  7. O milagre mais espantoso será o regresso dos filhos à verdadeira e única fé e ao amor para com DEUS; seguir-se-á a reconciliação e a verdadeira paz no mundo inteiro.
Livros indicados:
  1. Maria, Rosa Mística - Fontanelle di Montichiari - História, Mensagem e Devoção - Enrico Rodolfo Galbiati.
  2. Maria Rosa Mística - Montichiari-Fontanelle - Alfons Maria Weigl - Edições Boa Nova no Brasil.
  3. Maria, Rosa Mística - Histórias, Mensagens e Testemunhos - Padre Vincenso.
Sites indicados: