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31 outubro 2022

Fé e Coragem... com Sabedoria!

Não percamos a FÉ! Continuemos a REZAR!
O que é
 triste, é ver pessoas desesperadas e desanimadas, ou mesmo, blasfemando e revoltadas... por causa do que aconteceu.

Isso faz parte do curso da história, das profecias... "Por acaso, quando o Filho do Homem voltar, haverá Fé sobre a terra?" (cf. Lc 18,8).

Jesus disse: "O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Maligno. O inimigo, que o semeia, é o demônio. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os Anjos. E assim como se recolhe o joio para jogá-lo no fogo, assim será no fim do mundo. O Filho do Homem enviará seus Anjos, que retirarão de seu Reino todos os escândalos e todos os que fazem o mal, e os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. Então, no Reino de seu Pai, os justos resplandecerão como o sol. Aquele que tem ouvidos, ouça!" (Mt 13,38-43).

O que estamos vendo acontecer diante dos nossos olhos, é somente o JOIO CRESCENDO vigorosamente... para que, no Tempo da Colheita, sejam colocados à esquerda (obs.: muitos já vão pra esquerda espontaneamente!) para serem lançados no fogo eterno.

E isso que é triste! Pois são almas - que foram redimidas por Cristo -, mas que estão sendo arrastadas para o Inferno... e inclusive almas de Padres e Bispos! Isso não é brincadeira! O nosso verdadeiro inimigo é o demônio!

Quem dera consigamos ainda converter algum desses, para que se tornem verdadeiros católicos, e não se percam eternamente.

Quanto à nós, devemos nos esforçar para permanecer à "direita" de Cristo, entre o trigo... entre as ovelhas do rebanho.

Com certeza, muitos cristãos rezaram muito, e fizeram penitência... quantas iniciativas maravilhosas! E pode ter certeza: não foram em vão! Deus tudo vê e retribuirá a cada um!

Mas, infelizmente, muitos outros cristãos rezaram pouco, ou nem rezaram! E o pior... quantos pagãos e s4t4n1st4s fizeram coisas piores...

Acordemos! Esta batalha não é somente política ou econômica, é antes de tudo espiritual! Não é somente contra homens que temos de lutar, mas contra demônios e seus sequazes! (cf. Ef ,12). Assim, o que vemos, é somente a ponta do iceberg!

Por isso, é tão necessários buscarmos a conversão, a santidade, e nos consagrarmos aos Santos Anjos! São Padre Pio já dizia que estava chegando a "Hora dos Anjos: dos Anjos maus e dos bons!" Precisamos estar unidos aos Santos Anjos, para poder "resistirmos nos tempos maus e nos mantermos inabaláveis"! (cf. Ef 6,13)

Quem, durante este tempo, rezou um Rosário todos os dias... agora, reze dois! Quem jejuou duas vezes na semana, jejue 3 vezes! Quem buscava a confissão de vez em quando, agora busque frequentemente!

Os maus não desanimam! Eles estão trabalhando ativamente; assim, nós não podemos nos esmorecer! 

E eles estão trabalhando, não digo, há anos, mas há séculos! Esta guerra não começou agora... ou no Concílio Vaticano II... ou na Revolução Russa... ou na Revolução Francesa... etc., começou no Jardim do Éden e vai continuar até a volta de Cristo!

Mas, eles NÃO vencerão a guerra! CRISTO É O VENCEDOR! Resta saber quem de nós estará do lado de Cristo, quando Ele voltar (ou quando chegar a nossa hora). Por isso, precisamos buscar a conversão e a santidade, e continuar a combater até  o fim, com fé e coragem!

Talvez... para a nossa geração... para nós brasileiros... o combate mais intenso está começando agora. Passaremos ainda por muitas tribulações. Neste mundo, onde reina as trevas, a situação para os verdadeiros cristãos se tornará cada vez mais difícil, como agente já vê em muitas partes do mundo...

Por acaso, nunca leram o Evangelho de Mateus, capítulo 24? Leiam!

Mas não podemos esmorecer diante dos perigos e ameaças futuras... ou presentes! "Não somos, absolutamente, de perder o ânimo para nossa ruína; somos de manter a Fé, para nossa salvação!" (Hb 10,39), pois "Se é só para esta vida que temos colocado a nossa esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de lástima." (I Cor 15,19)

Por isso, o que vos digo, não é para causar desânimo ou medo, mas para abrir os olhos, pois "é necessário entrarmos no Reino de Deus por meio de muitas tribulações." (cf. Atos 14,22).

Se os que são bons desanimarem, aí será pior!

E... é claro! A oração não pode descartar a ação! Todos sabemos das fraudes... e isso não é de agora! Portanto, é preciso agir, e não ceder! Resistir e lutar, e rezar ainda mais! O cristão deve lutar sim (até fisicamente, se preciso). Entretanto, para lutar, é preciso FÉ e CORAGEM... mas com SABEDORIA! E a Sabedoria só possui, quem está em 'Estado de Graça', ou seja, sem estar unido à CRISTO, não se sai vitorioso. (cf. Sal 126,1).

Se, por acaso, os maus vencem aqui neste mundo, isso é temporário, pois na verdade, eles estão sendo iludidos pelo demônio, e estão perdendo a verdadeira Guerra, que é a espiritual.

Se um cristão luta, usando as mesmas 'armas' que o inimigo usa (e aqui me refiro à desonestidade, à mentira... unindo isso a todos os vícios...) ele estará se rebaixando ao mesmo nível do inimigo; e também não sairá vencedor com Cristo.

Portanto, eduquem seus filhos pequenos na FÉ e na CORAGEM. Eles são a nova geração, e enfrentarão grandes tribulações!

Uma dica: Catequese em casa, ou em alguma Igreja Tradicional. Não deixem as paróquia 'TLs' doutrinarem seus filhos.

E, quanto ao estudo normal, o 'homeschooling' seria o ideal. Mas... se antes, isso já era difícil de conseguir, agora... será mais difícil ainda [e nem são todos os pais que conseguem 'ser homeschooling', por vários motivos... embora, não seria algo impossível, se as famílias se unissem, e formassem pequenos grupos informais], mesmo assim, se não for possível o homeschooling, deem uma verdadeira e sólida educação católica em casa, desde bebê (desde o ventre)!

Um cristão solidamente formado, não se deixa levar pela 'onda do mundo'!

Rezem o Rosário e leem a Bíblia em casa com seus filhos! Façam isso TODOS os DIAS!

Tenham um lugar na casa, reservado para oração, que seja vossa 'Capela particular', onde ser reunirão para rezar. E em vez de se reunirem ao redor da televisão, reunam-se diante do vosso altarzinho. 

Entendem a importância disso!?

Saibam que, se uma criança pequena, consegue mexer no celular, ela também tem inteligência para aprender as coisas da Fé!

Algumas dicas: não permitam que seus filhos levem brinquedos para a Igreja. É preciso que eles aprendem que Igreja não é 'parquinho de diversão'. Usem roupas modestas; também nas crianças! Não conversem dentro da Igreja! A igreja não é salão de festa! 

Não usem celular dentro da Igreja, isso é desrespeito a Jesus, presente no Sacrário. A Igreja é lugar sagrado! 

Tem aplicativos de oração no celular?! Ótimo! Mas, dentro da Igreja, busquem usar livros de oração! Se for usar os 'aplicativos de oração' dentro da Igreja, coloquem o celular no silencioso e em 'modo avião'. O ideal mesmo, seria usar estes aplicativos em outros lugares, onde não podemos carregar os livros de oração: no ponto de ônibus, na fila do banco, na clínica médica, etc. 

Outra dica: Pai e mãe, durante a Missa, não segure seu filho pequeno, no colo, de costas para o altar. Segurem-no de forma que ele olhe para frente, e fale constantemente ao ouvido dele as orações, e o que está acontecendo na Missa. Ensine as orações para ele ainda bebê, pois alma não tem idade! Ensine-o a ajoelhar diante do Santíssimo exposto com os dois joelhos!

Pai e mãe, entrem em acordo a respeito da educação de seus filhos, em particular, e depois falem "a mesma língua" diante deles. Ou seja, não entrem em desacordo diante deles, isso tira vossa autoridade de pai e mãe. Não vivam em competição! O pai é o chefe da casa, a mãe é o esteio. Cada um tem seu papel, que Deus deu! Vivam isso e serão uma família feliz e forte!

Gravem isso! Se seus filhos realmente tiverem uma base sólida, na verdadeira fé, nenhuma escola do mundo, nenhum partido ou ideologia, os doutrinará para caminhos errados.

Ah! Não sabem dar Catequese? Então, corram atrás de livros bons... enquanto há tempo! Enquanto ainda os teremos disponíveis para comprar... porque numa d1t4dur4 c0mun1st4, uma das primeiras coisas é acabar com a boa literatura...

Formem uma boa biblioteca em casa... enquanto há tempo!

Não é à toa que Deus permitiu nesses últimos tempos, o surgimento de tantas Editoras boas, que estão resgatando verdadeiras obras católicas, esquecidas, ou até então desconhecidas.

Não tem dinheiro para comprar? Unam-se!!! Formem uma biblioteca coletiva, com os amigos que são verdadeiramente católicos.

Não tem verdadeiros católicos perto de você? Você então tem duas opções: Converter os que estão ao seu lado, ou mudar-se para um lugar onde tenha verdadeiros católicos, e que você possa viver verdadeiramente a fé. São Mateus já dizia: "Se vos perseguirem numa cidade, fugi para uma outra." (Mt 10,23).

Ter sabedoria é procurar soluções em tempos difíceis... e nunca desanimar, mas lutar mais ainda!

A nova geração precisa ser a geração dos bravos lutadores, pela Fé e pela Pátria... É a geração dos mártires do futuro... na verdade, um futuro não distante, mas às portas!

E isso não é motivo de desespero, mas de glória. Martírio é glória para o cristão!

Fé e Coragem são coisas inseparáveis para os verdadeiros cristãos!

E um último conselho: não deixemos nosso coração encher de raiva e ódio pelos parentes, vizinhos, etc., que estão comemorando a (momentânea) vitória (do mal). A maior parte dessas pessoas, são ignorantes e manipuladas pelo sistema. Eles são presas fáceis do demônio, que é o nosso inimigo.

Rezemos para que estas pessoas abram seus olhos, suas mentes e seus corações, e se convertam verdadeiramente, e se tornem verdadeiros cristãos!

"'Eis que venho em breve, e a Minha recompensa está coMigo, para dar a cada um conforme as suas obras. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Começo e o Fim... Sim! Eu venho depressa!' Amém. Vem, Senhor Jesus! A graça do Senhor Jesus esteja com todos." (Apoc 22,12-13.20-21) 

Repitamos estas jaculatórias frequentemente:

"Salvai-nos, Maria, Mãe e Rainha, pelo vosso Coração Imaculado!"

"Ó Virgem Dolorosíssima, vossas lágrimas derrubaram o império infernal!"

Invoquem São Miguel e o Santo Anjo do Brasil!

Rezem o Salmo 90 todas as noites, em família!

Usem água benta, sal exorcizado, e vela benta em suas casas.

Rezem a "Súplica Ardente aos Santos Anjos!"*

Rezem a "Passio Domini!"**

Busquem a confissão semanal.

Viva CRISTO REI! Viva a Imaculada Virgem Maria, nossa Mãe e Rainha Corredentora!

*Estas e outras orações você poderá encontrar no nosso Canal do youtube: Pequeno Apostolado.

** Telegram: t.me/Passio_Domini

01 março 2020

A verdade sobre a Comunhão na mão!

Todo ano quando chega o período chuvoso,  ou mais frio, em que é comum as pessoas pegarem algum resfriado ou gripe, a imprensa exagera, gerando um clima de pânico na população desinformada. Veja depois, no vídeo abaixo, sobre o assunto:


Veja também este artigo: Epidemia de coronavírus ou Epidemia do medo?

E nesse clima, algumas Dioceses começam a publicar Normas,  recomendando, sugerindo, ou orientando os fiéis a comungarem apenas nas mãos, para evitar alguma contaminação em "tempos de epidemia".

E o que acontece é o seguinte: no dia-a-dia das paróquias, estas "normas" acabam se tornando uma "obrigação"; pois é assim que isso chega até os fiéis... De modo que as pessoas são constrangidas de maneira tal que, se quiserem comungar na boca, são consideradas "desobedientes e rebeldes" à "ordem" do Bispo!

Mas... quem está desobedecendo neste caso? A quem devemos obedecer? São Pedro já havia dito: "Importa obedecer antes a Deus do que aos homens" (At 5,29).

Todo católico bem instruído sabe que a Instrução Redemptionis Sacramentum, mormente nos Números 90 à 94, dá o direito aos fiéis de receberem a Comunhão diretamente na boca, sem que ninguém o possa obrigar o contrário.

Obrigar os fiéis a comungar nas mãos constitui "abuso de autoridade", já que existe esta Instrução emitida pela Congregação para o Culto Divino que concede ao fiel o direito de escolher como quer receber a Santa Comunhão!

Dom Athanasius Schneider, Bispo, afirmou recentemente: "A proibição da Comunhão na boca é infundada em comparação com os grandes riscos à saúde da Comunhão nas mãos no tempo de uma pandemia. Essa proibição constitui um abuso de autoridade. Além disso, parece que algumas autoridades da Igreja estão usando a situação de uma epidemia como pretexto."  Veja artigo completo aqui.

Além de tudo, o que os fiéis de boa vontade questionam é o seguinte:

1) Como comungando o Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é nosso DEUS, fonte de toda Cura e Salvação, poderíamos nos contaminar com alguma doença!?  Jamais no decorrer da História houve algum caso registrado que uma pessoa pegou alguma doença por ter recebido a Eucaristia diretamente na boca. Isso é falta de fé! Só se for em pecado, como nos cita São Paulo: "Aquele que o come e o bebe sem distinguir o Corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. Esta é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos." (I Cor 11,29-30)

2) Ao contrário, receber a Comunhão nas mãos, além de facilitar o risco de profanações e promover o esfriamento da fé nos fiéis; proporciona um risco muito maior de se contaminar, visto que os fiéis tocam nos bancos da igreja, no dinheiro da oferta, no carro, no ônibus, etc. E com as mãos sujas - mesmo que não visível aos olhos - tocam na Eucaristia e a consomem assim. Já os Ministros tem a maior possibilidade de lavarem bem as mãos e usarem álcool nas mãos antes da Santa Missa, ou antes de distribuir a Sagrada Comunhão.

Os leigos devem se unir, e indo até seus Bispos, dialogar (respeitosamente) e apresentar claramente as razões Teológicas para se comungar somente na boca, ou ao menos, para não impedir os fiéis de comungarem na boca.

Mesmo que isso não consiga um resultado imediato, esta mobilização dos leigos é importante para que nossos Prelados percebam que os leigos não são pessoas desinformadas, mas que conhecem os Documentos da Santa Igreja e os próprios direitos que Ela assegura a todos os fiéis, e direitos que, primordialmente, velam pelo zelo Eucarístico.

Além disso, pode-se apresentar também as razões pastorais e sanitárias, como citamos que afirmou Dom Athanasius Schneider: em uma epidemia, o risco de se contaminar recebendo a comunhão nas mãos é bem maior. Clique depois aqui para ver uma clara explicação de Dom Athanasius Schneider sobre o assunto.

O Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 907 diz: "Os fiéis, segundo a ciência, a competência e a proeminência de que desfrutam, têm o direito e mesmo por vezes o dever, de manifestar aos sagrados pastores a sua opinião acerca das coisas atinentes ao bem da Igreja e de a exporem aos restantes fiéis, salva a integridade da fé e dos costumes, a reverência devida aos pastores, e tendo em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas" (glifos nossos)

LEIA estas SUGESTÕES que poderiam ser sugeridas aos seus Bispos:

1) Que o Sacerdote (que é o único Ministro Ordinário da Eucaristia) e que os 'Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão' (que são os leigos que no Rito Novo receberam - para condições especiais - a autorização para distribuir a Sagrada Comunhão) lavem bem as mãos e passem o álcool nas mãos antes da Celebração, ou antes de distribuir a Sagrada Comunhão;

2) Que a Comunhão seja distribuída na boca, assim, somente uma pessoa tocará na Partícula Consagrada; e se acharem necessário, "um acólito ou coroinha deve portar, ao lado do ministro que dá a comunhão, um recipiente com álcool em gel, para o ministro limpar os dedos, caso toque na boca ou língua de algum fiel, antes de dar a comunhão ao próximo comungante. Depois, esse recipiente deverá ser purificado e o álcool remanescente lançado na piscina da sacristia."

OU

Uma outra alternativa é fazer filas separadas:
  • filas para quem quer comungar somente na boca,
  • filas para quem quer comungar somente na mão.
Assim, ninguém seria obrigado a comungar da maneira que não quer, e cada um seguiria a sua consciência e assumiria a responsabilidade. É claro que esta opção de fazer 2 tipos de fila, não é a melhor opção, pois nesse caso, continuaria tendo a Comunhão nas Mãos; mas ao menos os católicos que tem consciência da necessidade de comungar somente na boca, não seriam privados, nem impedidos de fazê-lo!

3) Que utilizem partículas maiores para a Comunhão dos fiéis;

4) Que orientem os fiéis a maneira correta de se comungar na boca: "ter a cabeça ligeiramente voltada para cima, colocando a língua sobre o lábio inferior, e não fazendo nenhum movimento com a cabeça em direção ao Ministro, visto que é ele que faz o movimento ao nos dar a comunhão."


* * *
Sabemos que a recente forma de dar a 'Comunhão nas mãos', surgiu por um ato de desobediência (veja artigo sobre isso aqui), que depois, acabou perdendo o controle. E algo que foi (infelizmente) concedido por exceção, tornou-se 'comum'.

Não podemos aceitar que um erro, só pelo motivo de que tem sido repetido por muitos, e por muito tempo, agora seria o certo. Claro que não!

Entenda! Muitos que são a favor da 'Comunhão nas mãos', gostam de citar São Cirilo de Jerusalém (ano 350) e outros escritores, para afirmar que nos primórdios da Santa Igreja a Comunhão Eucarística era distribuída na mão dos fiéis; pois existe escritos registrando esta prática.

Mas, o que ocorre é o seguinte: embora é verdade que esta prática ocorreu em alguns lugares a partir da metade do segundo século, até o terceiro século; provavelmente no Tempo Apostólico a comunhão era recebida na boca. E os Documentos mais antigos, como a própria Sagrada Escritura e o Didaqué não mencionam a Comunhão na mão! Mas, se voltarmos ao Antigo Testamento, vemos que nem a Arca da Aliança podia ser tocada pelas pessoas comuns, mas somente pelos Levitas, que eram os Consagrados (cf. I Cro 15,2), e quem a tocasse, morreria (II Sam 6,6-7). Ora, a Arca é apenas um símbolo da presença de Deus entre o povo, mas a Eucaristia é o próprio Corpo de Deus!

E mesmo que esta prática tenha existido em alguns locais, e durante algum período de tempo, não significa que era o correto; nem mesmo se São Cirilo de Jerusalém, ou outro santo, fosse a favor.

Um bom exemplo disso - para fazer um paralelo - é a crença na Imaculada Conceição de Nossa Senhora. Um dos maiores santos da Igreja, Santo Tomás de Aquino, não acreditava que a Santíssima Virgem tinha nascido sem pecado, e nem por isso a opinião dele era correta, mesmo ele sendo o "Santo Tomás".

Ele viveu antes da proclamação do Dogma; com certeza se ele tivesse vivido na época da proclamação do Dogma, teria cedido à opinião da Igreja.

Assim, não é porque existe um ou outro Santo que fez ou falou algo, que isso é correto; o que vale é o que o Magistério da Santa Igreja afirma!

Só a título de esclarecimento: o Dogma não é uma proclamação de algo 'que se deve crer a partir daquele momento', mas é uma proclamação que afirma (para que a partir de então, ninguém mais conteste) a fé que a igreja sempre teve em relação a tal ponto da Doutrina, mesmo que isto tenha chegado à maturidade da compreensão só depois de algum tempo!

Assim, a Santa Igreja, como Mãe zelosa, teve que dar um basta nos abusos da 'Comunhão na Mão' que existiu neste período entre o segundo e o terceiro século (pois ocorriam muitos abusos, como: de se levar a Eucaristia para casa, usar como amuleto, passar em partes enfermas do corpo, etc.) e passou a determinar que se recebesse apenas na boca e de joelhos.

E essas determinações explícitas vemos desde:
  • o ano 380, com o 1º Concílio de Zaragoza (Saragoça);
  • confirmado pelo Sínodo de Toledo (ano 400);
  • passando ainda pelo 6º Concílio de Constantinopla (ano 681),
  • pelo Concílio de Córdoba (839),
  • até chegar no Concílio de Rouen (de 878), que afirmou: "Nas mãos de nenhum leigo, homem ou mulher, a Eucaristia deve ser colocada, mas apenas na boca."
Todos estes Concílios afirmaram a proibição da Comunhão nas mãos, barrando todos os desrespeitos que aconteciam em alguns lugares até então.

Interessante que na recente Instrução "Redemptionis Sacramentum" vemos claramente duas situações:
- não se pode proibir a Comunhão na boca.
- mas pode-se proibir a Comunhão na mão em alguns casos.

“Dos documentos da Santa Sé depreende-se claramente que nas dioceses em que o pão eucarístico é depositado nas mãos dos fiéis, a estes fica absolutamente garantido o direito de o receber sobre a língua. Aqueles que obrigam os comungantes a receber a santa Comunhão unicamente nas mãos como também aqueles que recusam aos fiéis a Comunhão nas mãos nas dioceses que utilizam tal indulto, procedem contrariamente às normas estabelecidas."  Veja artigo completo aqui.


Mas o que vemos hoje em dia: quem faz o que é certo, é tipo por desobediente e rebelde; e quem aceita o "politicamente correto" do Modernismo e da Teologia da Libertação, cedendo às pressões dos que abusam da autoridade, são tidos como os obedientes e fiéis.

O "respeito humano" faz com que alguns católicos - mesmo não concordando com o fato de receber a 'Comunhão na mão' - terminam por ceder às pressões, isso porque não tem a alma varonil, de forma que não tem coragem de enfrentar (com respeito e educação, claro!) uma tal situação de abuso de autoridade; e sob o pretexto de que "não podem desobedecer as ordens do Bispo", acabam comungando na mão, e permitindo outros tipos de abusos litúrgicos!

Agora, o que vemos nas últimas notícias: Missas canceladas, Vaticano fechado, Eventos de Adoração cancelados! Tudo o que o inimigo das nossas almas quer!

Será que isso não vos lembra a passagem que Jesus cita o profeta Daniel sobre a abominação da desolação? (cf. Mt 24,15).

E esta profecia do Papa Pio XII parece bem atual: “Preocupo-me com as mensagens da Virgem Santíssima à pequena Lúcia de Fátima. A insistência de Maria acerca dos perigos que ameaçam a Igreja é uma advertência divina contra o suicídio de se alterar a fé, em sua liturgia, em sua teologia e em sua alma… Ouço a minha volta inovadores que desejam desmantelar a Capela Sagrada, destruir a chama universal da Igreja, rejeitar seus ornamentos e fazê-la sentir remorso por sua história passada… “Dia virá em que o mundo civilizado negará seu Deus, em que a Igreja duvidará como o fez Pedro. Ela será tentada a acreditar que o homem se tornou Deus. Em nossas igrejas, cristãos procurarão em vão pela luz vermelha de onde Deus os espera. Como Maria Madalena, em prantos no sepulcro vazio, eles perguntarão: ‘Aonde eles O levaram?’”

Concluindo: Os fiéis que tem conhecimento de que o correto é receber a Comunhão somente na boca, de modo algum, devem entrar em conflito ou brigar, mas ao mesmo tempo não podem ceder. O que fazer então? 

  • Primeiro, procurar estudar verdadeiramente a Fé Católica; ter consciência do que a Santa Igreja ensina;
  • Tentar um diálogo com o Bispo ou Padre, citando a ele as Sugestões que colocamos acima;
  • Não ceder, não aceitar comungar nas mãos. Procurar uma igreja onde se possa receber na boca;
  • Se de tudo não conseguir encontrar um local, fazer a Comunhão espiritual; acompanhada de súplicas de oração e sacrifícios, para que Deus tenha misericórdia e nos conceda a graça de mudar tal situação.
Oh! Senhor, dai-nos a têmpera dos mártires, daqueles que morreram por JESUS!


Miserere, Domine!
Miserere nobis!

21 julho 2019

Saiba quais são os cânticos TL


Em tempos de Sínodo da Amazônia... Ou seja, tempos que temos que rezar triplicado pela Santa Igreja, pelo Papa, Bispos e Sacerdotes... lembrando que, apesar de toda confusão e crise que a Santa Igreja possa estar passando, "as portas do inferno não prevalecerão sobre ela!"

Vamos tocar em um assunto que quase ninguém presta atenção: os cânticos da Teologia da Libertação. Sim, aqueles cânticos que saem nos "folhetinhos" de Missas Paroquiais, geralmente estreados nas "Campanhas da Fraternidade".

Na maioria das vezes, camuflados sob melodias bonitas, e misturados com frases bíblicas, eles trazem consigo uma mensagem que vai aos poucos mudando a mentalidade das pessoas, fazendo com que aos poucos as pessoas se acostumem com a linguagem de pensamentos marxistas, comunistas, socialistas... o que é totalmente contrário a fé católica.

Infelizmente, a maioria dos católicos não conseguem enxergar a mensagem por trás destes cânticos... acham normal, ou até bonitos... porque cresceram em um tempo onde esta mentalidade de Marxismo Cultural já era bem disseminada.

Esse é um alerta aos músicos católicos! Recusem tocar nas Missas estes cântico (e outros que talvez não estejam nesta lista), e que influenciam:
  • para o político-social;
  • para a apologia à luta de classes;
  • para a crítica, desvalorização, ou nivelamento da Hierarquia da Igreja;
  • para a deturpação da interpretação tradicional da Sagrada Escritura, da Tradição, da Fé e da Moral da Igreja;
  • para a neutralização ou mesmo destruição daquilo que é sagrado.
  • que trazem um espírito de rebeldia e revolução dentro da própria Igreja.
A Linguagem da Teologia da Libertação é própria, e já está há tanto tempo enraizada em nossa igreja, em nosso país e cultura, que muitos não percebem mais os desvios... Por exemplo: Não se fala em nenhum tipo de pecado: o único pecado para a "Teologia da Libertação" é somente o pecado social... O reino para eles não é o Celeste, mas é aqui mesmo, fazendo a "reforma agrária". O pão que eles desejam dar para todos, não é o Corpo e o Sangue de Cristo, mas o pão da igualdade, da partilha... que sacia a fome material. O Altar é somente uma mesa fraterna, onde se reúnem. O único milagre que existe (porque eles justificam todos) é o milagre "da partilha"... e por aí vai...


Não se fala de virtudes, de vida de oração, de confissão dos pecados, de conversão, de santidade, de pureza, de modéstia, de castidade, de fidelidade no matrimônio, de família santa, etc... essas palavras parecem não existir para eles!

Vejamos alguns exemplos, com uma breve reflexão:

1. SE CALAREM A VOZ DOS PROFETAS (Ir. Vaz Castilho)
Vamos analisar algumas frases:

- "Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão. Se fecharem os poucos caminhos, mil trilhas nascerão."
- Eles se consideram os profetas que não se calam... Vivem em uma contínua luta revolucionária...
- "Muito tempo não dura a verdade"
- Ao contrário! A Verdade de DEUS é uma só, e dura para sempre! Assim como a Verdade que JESUS deixou em Sua Santa Igreja, através da Sagrada Tradição, Sagrada Escritura e Sagrado Magistério.
- "nessas margens estreitas de mais"
- Seria uma crítica sobre os costumes tradicionais da Santa Igreja?
- "É Jesus este pão de igualdade"
- JESUS Eucarístico não é "pão de igualdade", pois infelizmente, não são todos os que podem comungá-Lo. Para comungar a Eucaristia é preciso ter recebido a Catequese, e estar em "estado de graça", ou seja, sem pecado mortal. Assim, não se pode "igualar todas as pessoas", pois muitas não querem deixar a vida de pecado: adultério, fornicação, corrupção, idolatria, etc. E como diz São Paulo: "que cada um se examine antes de comer deste Pão e beber deste Cálice, porque quem O come e bebe sem distinguir o Corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação". Assim, JESUS não é pão comum de igualdade, para fortalecer os que sofrem da "fome social", mas é alimento de salvação eterna, para os fiéis que buscam a conversão e a santidade!

- "Com a luta sofrida de um povo que quer ter voz, ter vez, lugar. Comungar é tornar-se um perigo. Viemos pra incomodar!"
- Ainda precisa de comentário?! A luta do verdadeiro cristão deve ser pela própria conversão, a busca da santidade, para alcançar o Céu. Comungar não nos torna um perigo! Mas nos torna instrumentos da verdadeira paz e caridade. E o único incômodo que um cristão deve provocar é de ser, "no meio desta geração perversa", um testemunho de uma "vida santa"!

- "No banquete da festa de uns poucos, só rico se sentou. Nosso Deus fica ao lado dos pobres, colhendo o que sobrou."
Aqui é uma crítica ao que eles chamam de "elite social da Igreja". Sim, DEUS fica ao lado dos pobres, mas principalmente dos "pobres de espírito", pois não basta ser pobre materialmente para ter o Céu garantido. Geralmente os que estão envolvidos em lutas "a favor" dos pobre, pensam somente no material, em "ajuntar tesouros onde a traça e a ferrugem consomem"; não pensam nos bens eternos, nem na salvação das almas deles; não pensam em conversão de vida e de costumes; mas usam os pobres e a "causa dos pobres" como um palanque político, para promoverem a si mesmos e os seus ideais comunistas... e uma vez no poder, eles tornam-se opressores, e ditadores, como vemos em todos os Regimes Comunistas. O Comunismo tem um "ideal utópico" onde tudo é igual para todos, mas este "todos" compreende somente o povão, porque os dirigentes do próprio Comunismo estão sempre em uma "casta" acima.
- "O poder tem raízes na areia. O tempo faz cair..."
A palavra "poder" aqui é uma crítica à ordem e à hierarquia, tanto em relação às autoridades civis quanto religiosas. Frases contra o poder, e à favor da igualdade, são muito usadas no meio da Teologia da Libertação; mas são usada de uma maneira totalmente deturpada, no sentido de ir contra o poder que DEUS deu às autoridades constituídas. DEUS quis a ordem e a hierarquia. E em relação às autoridade eclesiásticas, São Paulo é bem claro: "Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus. Assim, aquele que resiste à autoridade, opõe-se à ordem estabelecida por Deus; e os que a ela se opõem, atraem sobre si a condenação" (Rm 13,1-2). 
- "Toda luta verá o seu dia, nascer da escuridão."
- Que luta?! Só se for a luta revolucionária! Pois nada que é de DEUS brota da escuridão, pois DEUS é Luz e Santidade!

2. VEJAM, EU ANDEI PELAS VILAS...

- "Vejam, Eu andei pelas vilas, apontei as saídas como o Pai me pediu.. eu não quis ser escravo de um poder que retrai... Semeei consciência nos caminhos do povo... Tramas, enfrentei prepotência dos que temem o novo, qual perigo sem fim... Vejam, Eu quebrei as algemas, levantei os caídos, do meu Pai fui as mãos... Laços, recusei os esquemas, Eu não quero oprimidos, quero um povo de irmãos... Vejam: Procurei ser bem claro; o meu reino é diversonão precisa de Rei... Tronos, outro jeito mais raro de juntar os dispersos o meu Pai tem por lei... Vejam, fui além das fronteiras..."
- Este cântico vai na mesma linha do anterior. Mostra um JESUS socialista e revolucionário: "escravos de um poder que retrai"; "enfrentei prepotência dos que temem o novo". Que novo seria este? A Teologia da Libertação? DEUS é sempre o mesmo: ontem, hoje e sempre! "Quebrei algemas", "recusei esquemas", "meu reino é diverso, não precisa de Rei", ou seja, eles não precisam de uma autoridade, eles querem ser a autoridade que os governe. Além disso, usa uma linguagem popular, bem próxima ao povo: "vilas, povo..." Enfim, este cântico, não tem nada que eleve as almas à contemplação dos bens eternos, mas somente paira em uma visão humana, de revoltas e lutas contra os poderes estabelecidos, e propõe uma luta sócio-política mesmo dentro da Igreja. E olha que é um cântico para o momento da Comunhão Eucarística! Este é um daqueles cânticos que "pescam" facilmente as pessoas que não prestam atenção ao conteúdo, mas fixam-se apenas na melodia envolvente.

3. AS MESMAS MÃOS (Zé Vicente)

Este "Zé" aparecerá aqui muitas vezes. Creio que seja o compositor (ou intérprete) principal dos cânticos de Teologia da Libertação.

- As mesmas mãos que plantaram a semente aqui estão. O mesmo pão que a mulher preparou aqui está. O vinho novo que a uva sangrou jorrará no nosso altar. / A liberdade haverá, a igualdade haverá. E nessa festa, onde a gente é irmão, o Deus da vida se faz comunhão. / Na flor do chão brilha o sonho da paz mundial...
- Também é um cântico que rebaixa ao nível do terreno, uma meditação que deveria elevar a alma para o Céu, para o Sagrado. Fala-se de "mãos que plantam", "pão que a mulher preparou". Em vez de ser uma meditação mística do que significa o pão e o vinho, torna-se quase que uma reflexão agrícola! Depois, volta no tema favorito deles, que lembra o mesmo grito da Revolução Francesa: "liberdade, igualdade, fraternidade", e o "sonho de paz mundial!" Mas poderiam alguns incautos questionar: "Mas o que tem demais em falar de liberdade, de igualdade, e de fraternidade? Isso não é bom?!" Poderia até ser bom, mas não no conceito que é aplicado. E infelizmente, hoje em dia, estas expressões tomaram outro significado, todos ligados ao Marxismo Cultural.

4. TRABALHAR O PÃO (Padre Zezinho)

- "Trabalhar o pão. Celebrar o Pão. Oferecer e Consagrar o Pão."
- Também rebaixa a meditação do Sagrado a algo social. Outro pequeno detalhe, que pode passar despercebido, é colocar em uma mesma estrofe o fato de: trabalhar, celebrar, oferecer e consagrar. Ora! Quem faz o pão é um trabalhador leigo, mas quem oferece e consagra é um Sacerdote. Assim, neste cântico, há uma insinuação de nivelamento da hierarquia, onde aquele que trabalha o pão, também o consagra.
- "Fruto do suor e do trabalho. Sacrifício que Jesus pediu. Pão da liberdade e da justiça... Fruto da esperança e da partilha... Pão bendito da libertação!"
- Mesma ladainha de sempre!... Pega-se um cântico que deveria ser usado para evangelizar e catequizar as pessoas para a Sacralidade da Eucaristia, e rebaixa a um tema social e político. E ainda por sinal confunde as pessoas, dizendo que este é o sacrifício que Jesus pediu.

5. GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS (Pe. Zezinho)

- Glória a Deus nas alturas é o canto das criaturas. Rios e matas se alegrem, teus povos pro Ti esperam. Paz para o povo sofrido, é o grito dos oprimidos. A terra mal repartida clama por Tua justiça... Veio por meio dos pobres, pra carregar nossas dores. Glória ao Espírito Santo/ que nos consola no pranto./ Que orienta a igreja/ pra que do pobre ela seja...
- O primeiro ponto que está errado, é que este cântico não tem a mesma letra da oração do Glória, o que deveria ter. Depois, vemos que se volta no mesmo tema de lutas sociais... Sem mais comentários!

6. A MESA TÃO GRANDE E VAZIA (Zé Vicente)

- Ao recebermos, Senhor, Tua presença sagrada, pra confirmar teu amor, faz de nós Tua morada. / Surge um sincero louvor...
- Até então, tudo poderia até estar bem... quando começa aquelas palavrinhas que aos mais despercebidos, poderiam não significar nada... mas para quem já está escolado na Teologia da Libertação, sabe que sempre tem um significado bem social:
- Brota a semente plantada... Desamarrem as sandálias e descansem. Este chão é terra santa, irmãos meus. Venham, orem, comam, cantem. Venham todos...
- A propósito, quando Deus pediu para Moisés tirar as sandálias - porque onde ele estava era uma terra santa -, não pediu para ele descansar, mas para preparar-se para fazer a Sua Vontade, que era conduzir o povo de Israel para a Terra Santa. E, como dissemos anteriormente, no momento da Eucaristia, não são "todos" que podem comungar, mas somente aqueles que estão em Estado de Graça.

7. NOSSOS PRESENTES (Zé Vicente)

- Como o cântico anterior, este também começa "camuflado". Fala até de "memória e tradição!" Oh! Que maravilha!
- Trazemos pão e vinho da memória e tradição. / Da eterna aliança, sempre nova no cristão. / O corpo todo entregue por amor em comunhão. / Ô, ô, ô... ô, ô, ô. é tudo teu, Deus do amor.
- Mas... a continuação do cântico mostra bem a intenção. Na verdade, o título deveria ser: "Reforma Agrária: nosso presente". Para ser bem claro, poderíamos dizer: "terras e casas invadidas". Até que a palavra "ocupadas" retratou muito bem a intenção. Parece até ser um Hino do MST...
- "Os frutos produzidos, nestas terras conquistadas. / As flores dos jardins de tantas casas ocupadas... / Trazemos novo mapa da história alternativa. / A nova humanidade solidária combativa...
 Nos olhos tantos sonhos de um futuro com mais vida. / Nos pés a marcha lenta para a terra prometida."
- Este "sonho do futuro e da terra" com certeza não é o Céu, mas a posse de qualquer propriedade privada...

8. UTOPIA (Zé Vicente)

- "...Quando as cercas caírem no chão. Quando as mesas se encherem de pão. Eu vou cantar... Quando os muros que cercam os jardins, destruídos, então os jasmins vão perfumar. / Vai ser tão bonito se ouvir a canção cantada de novo. No olhar da gente a certeza de irmãos, reinado do povo. / Quando as armas da destruição, destruídas em cada nação. Eu vou sonhar. / E o decreto que encerra a opressão... / Quando a voz da verdade se ouvir... E a mentira não mais existir, será enfim, tempo novo de eterna justiça Sem mais ódio sem sangue ou cobiça..."
- Com certeza, este é um dos Hinos preferidos dos TL's. É realmente a "utopia" de todo Comunista... Acho que nem é necessário uma análise deste cântico!

9. O QUE VALE É O AMOR (Zé Vicente)

- "Se é pra ir a luta, eu vou! Se é pra tá presente, eu tô!... É que a gente junto vai / reacender estrelas vai/ replantar nosso sonho em cada coração. / Enquanto não chegar o dia / Enquanto persiste a agonia / A gente ensaia o baião / Lauê, lauê, lauê, lauê...
- Este aí dever ser o cântico de convocação para as reuniões... Será que essas estrelas que eles querem acender, são as do PT? E pra terminar... um "lauê, lauê" quem lembra mais um cântico de Candomblé...

10. OFERTÓRIO DO POVO (Zé Vicente)

- "Quem disse que não somos nada e que não temos nada para oferecer... A fé do homem nordestino que busca um destino e um pedaço de chão./ A luta do povo oprimido que abre caminho e transforma a nação. Ô, ô, ô, ô, recebe Senhor. / Retalhos de nossa historia bonitas vitórias que meu povo tem. Palmares, Canudos, Cabanas são lutas de hoje e de ontem também... / Aqui trazemos a semente sangue desta gente que fecunda o chão. Do gringo e tantos
lavradores, santos e operários em libertação. / É força que destrói a morte e muda nossa sorte é ressurreição. Ô, ô, ô, ô recebe Senhor."
- Antes, a mensagem era camuflada, agora está mais clara! E perguntamos: por acaso a Santa Igreja é formada só por pessoas oprimidas que buscam um pedaço de chão? Será que é esta "libertação" que Jesus veio trazer? Mas Nosso Senhor Jesus Cristo, veio nos trazer a salvação! A libertação que Jesus nos alcançou com Sua morte e ressurreição, não é a dos poderes políticos, mas a libertação do pecado; também da ganância e das lutas. Ele quer que lutemos, antes de tudo, para alcançar a conversão, a santidade e o Céu, "pois que vale o homem ganhar o mundo inteiro, se vir a perder a sua alma?!" A santidade sim é a força que destrói a morte e "muda nossa sorte"! Isso é ressurreição!

11. Ó SENHOR NÓS ESTAMOS AQUI (Frei Luiz Terra)

- "Ó senhor, nós estamos aqui, junto à mesa da celebração... Igualdade, fraternidadenesta mesa nos ensinais... Este encontro convosco, Senhor, incentiva a justiça e a paz, nos inquieta e convida a sentir os apelos que o pobre nos faz."
- Quando tiver um cântico que chama o "Altar" do Santo Sacrifício da Missa, de "mesa", já podemos desconfiar! Quando começa a  usar palavras como: "justiça", "libertação", "povo", "terra", "chão",  "milagre da partilha", e ainda a frase bem conhecida da Revolução Francesa: "Igualdade, liberdade, fraternidade" (que foi inclusive o cântico de uma "Campanha da Fraternidade"), então, não resta mais dúvida: é um cântico TL, marxista!


12. IMPORTA VIVER

- "Na mesa sagrada ... / Enquanto na terra o pão for partido / O homem nutrido se transformará / Vivendo a esperança num mundo melhor / Com Cristo lutando, o amor vencerá. / Chegar junto à mesa é comprometer-se... / O grito dos fracos devemos ouvir... / Se unidos buscarmos libertação..."
- Aqui entra a mesma reflexão: Usar a religião como palanque para resolver problemas sociais. A expressão "grito dos fracos" é praticamente sinônimo do "grito dos excluídos", algo totalmente relacionado à reforma agrária. E mais uma vez lembramos: não é "mesa", e sim: "Altar".

13. DAI-LHES VÓS MESMOS DE COMER
- "... Dai-lhes vós mesmos de comer, Que o milagre vai acontecer! / Quando o pão é partilhado ... / O milagre da partilha serve a mesa dos irmãos..."

- Um dos grandes erros ensinados pela Teologia da Libertação, é justificar ou negar os milagres da Bíblia. Os milagres da multiplicação dos pães, que têm toda uma vertente Eucarística, de amor e salvação, eles deturpam para uma reflexão de partilha social para acabar com a fome da terra. Assim, sempre encontraremos as expressões: "mesa, milagre da partilha, etc."

14. PÃO EM TODAS AS MESAS

- "... A mesa da Eucaristia nos quer ensinar, ah, ah / Que a ordem de Deus nosso Pai é o pão partilhar / Pão em todas as mesas... / As forças da morte, a injustiça e a ganância de ter, de ter / Agindo naqueles que impedem ao pobre viver, viver / Sem terra, trabalho e comida a vida não há, não há... / Irmãos, companheiros na luta vamos dar as mãos... / Unindo a peleja e a certeza vamos construir, aqui / Na terra, o projeto de Deus... / ... o pão partilhado a presença Ele nos deixou - deixou! / Bendita é a vida nascida de quem se arriscou, ô ô / Na luta pra ver triunfar neste mundo o amor!
- O problema de todos estes cânticos - para quem ainda não conseguiu entender - é que eles transformam a realidade sagrada e espiritual da Santa Missa, em um palanque para assuntos sociais e políticos.

Poderiam alguns ainda dizer: "Ah! Mas os cristãos também devem agir na sociedade, defender os direitos dos pobres e oprimidos!"

Então, explicamos: Com certeza! Os cristãos leigos devem agir na sociedade e aplicar objetivamente em todo o meio em que vive os valores cristãos, colocando em prática a caridade. Mas isto é feito a partir de cristãos convertidos.

Assim, o papel da Santa Igreja, e principalmente o momento Sagrado da Santa Missa, deve ser educar e evangelizar as pessoas, primeiramente conduzindo cada uma para a vida de oração, para a vivência dos Sacramentos, para a conversão.

Como disse a Santa Teresa de Calcutá: "Quer fazer alguma coisa para promover a paz mundial? Vá para casa e ame sua família!"

E um outro ditado: "Antes de mudar o mundo, dê três voltas em torno de sua casa!"

Assim, alimentados pela Eucaristia e formados pela Palavra de Deus, os cristãos podem fazer o bem na sociedade.

Afinal, se utilizarmos a Igreja para falar de política e problemas sociais, onde então se falará de Deus? Em que hora falaremos de Deus?!

Creio que não é mais necessário tanta explicação. Eis abaixo outros cânticos. Com certeza esta lista é maior... e a cada dia... com cada nova "Campanha da Fraternidade", "Sínodos de Amazônia", e coisas parecidas... esta lista, infelizmente, irá aumentar:

15. É prova de amor (Frei Luiz Terra)
16. Cantar a beleza da vida
17. A mesa santa que preparamos
18. Eu creio num mundo novo
19. Meu canto, minha arma (Zé Vicente)
20. Na mesa da Eucaristia (Padre Vanildo)
21. Em Tua mesa
22. Eu vim para que todos tenham vida