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06 junho 2019

"Parabéns pra você"

Uma versão do "Parabéns pra você", para quem é Católico cantar nas Festinhas de Aniversário!

Parabéns pra você
nesta data querida
muitas felicidades
muitos anos de vida!*

Com imensa alegria
suplicamos ao Céus
proteção de Maria
e as bênçãos de Deus!

Que o teu Santo Anjo
te guarde noite e dia
e lhe traga do Céus
paz, saúde e alegria!**



** Os créditos da última estrofe são do nosso Blog: "Pequeno Apostolado".

* De acordo com "Eliana Homem de Mello Prado", neta de Bertha Homem de Mello, que é a autora da primeira estrofe da versão brasileira da popular canção, a maneira correta de cantar é: "Parabéns a você / nesta data querida / muita felicidade / muitos anos de vida."

29 dezembro 2018

Mensagens de Jesus à Irmã Josefa Menendez

Mensagens do Coração de JESUS à Irmã Josefa Menendez, nascida em 4 de fevereiro de 1890, e falecida em 29 de dezembro de 1923. Estas mensagens seguintes foram retiradas do livro: "Apelo ao Amor" (Diário da Irmã Josefa Menendez).
  


30 novembro 1922
  • "Escreve para as almas: Meu Coração é todo Amor e este Amor abraça todas as almas..."
  • "Meu Amor vai tão longe que, do nada, minhas almas podem retirar grandes tesouros. Quando, desde a manhã, unindo-se a Mim, Me oferecem todo seu dia... que tesouros não acumulam em um dia!"
  • Descobrir-lhe-ei cada vez mais Meu Amor... É inesgotável!... E é tão fácil à alma que ama deixar-se guiar pelo Amor!"

20 outubro 1922

  • "Sim, o mundo está cheio de perigos... Quantas pobres almas, arrastadas para o mal, precisam constantemente de socorro visível ou invisível..."
5 dezembro 1922


  • Sim, sou Aquele JESUS que ama as almas com ternura... Eis o Coração que não cessa de chamá-las, de preservá-las, de cuidar delas!... Eis o Coração abrasado no desejo de ser amado pelas almas..."

6 agosto 1922
  • "Darei a conhecer que a medida do Meu Amor e de Minha Misericórdia para com as almas caídas não tem limites. Desejo perdoar. Repouso perdoando. Estou sempre esperando com amor que as almas venham a Mim! Não desanimem! Venham!... Atirem-se nos Meus braços! Não tenham medo! Sou seu Pai!"
2 dezembro 1922

  • "Quando uma alma arde em desejo de amar nada lhe é difícil; mas, se cai na frieza e perde o entusiasmo, tudo se lhe torna penoso e duro!... Venha então a Meu Coração e crie coragem!... Ofereça-Me esse desalento!... Una-o ao ardor que Me consome e fique tranquila, pois seu dia será de valor incomparável para as almas! Meu Coração conhece todas as misérias humanas e tem delas imensa compaixão. Não desejo somente, porém, que as almas se unam a Mim de um modo geral: quero que essa união seja constante e íntima, como é a união daqueles que se amam e vivem perto um do outro; porque, se não falam constantemente, ao menos olham-se e têm mútuas atenções e delicadezas que são fruto do amor. Quando a alma está em paz e consolação, é sem dúvida fácil pensar em Mim. Mas se a desolação e a obterá de Meu Coração as mais ternas delicadezas. Repetirei ainda às almas quantas as ama Meu Coração!... Pois quero que Me conheçam a fundo, a fim de Me darem a conhecer àquelas que Meu Amor lhes confie."

5 dezembro 1922
  • "Escreve ainda para elas: Meu Coração não é somente um abismo de Amor, é também um abismo de Misericórdia! E, conhecendo todas as misérias humanas, que se encontram mesmo nas Minhas almas mais amadas. Eu quis que as ações delas, por mais pequenas que sejam, possam revestir-se, por Meu intermédio, de valor infinito para o bem das que precisam de socorro e para salvação dos pecadores. Nem todos podem pregar e evangelizar ao longe os povos selvagens, mas todas, sim todas, podem tornar conhecido e amado o Meu Coração... Todas podem ajudar-se mutuamente para aumentar o número dos eleitos, impedindo e perda eterna de muitas almas... E isso, por efeito de Meu Amor e de Minha Misericórdia. Direi às Minhas almas que Meu Coração vai mais longe ainda: não somente Se serve de sua vida ordinária e de suas mínimas ações, mas quer utilizar também, pelo bem das almas, suas misérias, suas fraquezas, até suas próprias quedas. Sim, o Amor transforma e diviniza tudo, e a Misericórdia tudo perdoa!


Irmã Josefa Menendez

Sobre a Irmã Josefa Menendez você pode ver mais informações nos seguintes sites:


03 dezembro 2017

O Advento vivido por Maria


Como o cristão deve viver o Tempo do Advento? Que exemplo devemos tomar de Nossa Senhora? Bem, a palavra Advento (advenire - no latim) indica que "algo, ou alguém, está para chegar".

Mas no Tempo do Advento não vivemos apenas as 4 semanas de espera da chegada do Menino Jesus no Natal, mas também refletimos sobre a Sua Parusia, sua volta no 'Fim dos Tempos'. Além disso, devemos meditar no 'fim da nossa vida', que pode ser daqui há muitos anos, mas também pode ser amanhã, ou hoje mesmo...


Existem ainda outros Adventos a viver e outras Parusias a nos preparar... e estes são a cada dia, como por exemplo: a preparação que devemos fazer para receber Jesus que vai chegar até nós na Eucaristia diária... ou a cada momento em que Ele Se apresentar à nós, com Sua Cruz, ou de uma oportunidade de conversão e santificação, de uma Graça, etc.

Devemos, pois, estar sempre a postos, vigilantes, aguardando o Senhor, como o vigia que aguarda ansioso a chegada da Aurora (cf. Sal 129,6).

Mas existe uma atitude muito importante que é necessária cultivar durante este Tempo de Advento, além da oração, claro!, e que infelizmente tem se perdido: o silêncio, o recolhimento, e a sobriedade nos alimentos! Sim, porque - abrindo um pequeno parêntesis - muitos cristãos e católicos, levados pela loucura do comércio e do consumismo, esquecem que estão no Advento, tempo de preparação, e já se entregam às comilanças de panetones e doces; seria muito bom se nos controlássemos um pouco mais, e deixássemos estas coisas para o Tempo do Natal... mas isso é algo que tratarei em outra postagem do Blog.

Para a reflexão do silêncio e recolhimento, vamos pensar em Nossa Senhora. A Santíssima Virgem foi a primeira a viver o Advento. E esse tempo de espera, até o Menino Jesus nascer, não durou 4 semanas, como são as 4 semanas do Advento para nós, mas durou os 9 meses de sua gravidez.

Depois da Anunciação, Maria viveu um tempo de profundo silêncio interior e exterior, que não foi separado da 'santa ansiedade' da espera.

Sabemos que a Santíssima Virgem ficou perturbada com as palavras do Arcanjo Gabriel: "Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação" (Lc 1,29), e quis entender melhor o que deveria fazer para corresponder àquele convite de Deus: "Como se fará isso, pois não conheço homem?" (Lc 1,34). Depois da explicação de São Gabriel, Nossa Senhora apenas disse o seu 'sim': "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.", e não questionou nada. Ela aceitou e confiou.

É claro que Nossa Senhora compreendeu todas as consequências humanas, da lei judaica, que poderiam cair sobre ela, de se achar grávida antes da consumação do matrimônio com São José... ainda mais que, para os judeus, o noivado já representava um compromisso definitivo; assim, além de que seria considerada uma mulher prostituída, seria considerada adúltera, o que ocasionaria na pena de morte por apedrejamento.

Mas ela não pensou em levantar a voz para se defender ou se justificar, não contou a ninguém a Concepção Milagrosa, nem a São José... Ela teve fé o suficiente para viver tudo isso, sem se desesperar ou duvidar em um só momento na Providência de Deus... Entretanto, isso não significa que ela não sofreu toda a angústia da espera, no silêncio do seu coração!

Logo depois da Concepção milagrosa, a Escritura diz que Maria levantou-se e foi às pressas às montanhas, para socorrer Isabel, sua prima idosa que já estava no 6º mês de gestação. Quando ela chegou lá, Isabel teve a grande graça de ficar cheia do Espírito Santo, apenas com a saudação de Maria: "Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo..." (leia: Lc 1,41-45).

Assim, o primeiro ato da Santíssima Virgem no Advento, foi levar o Amor de Jesus a quem precisava, ou seja, o Espírito Santo - que é o Amor do Pai e do Filho. Foi necessária apenas uma saudação de Maria para que Isabel ficasse cheia do Espírito Santo, porque dos lábios de Maria só saiam palavras cheias de Deus... E como são as palavras que saem da nossa boca? São Paulo nos diz que da nossa boca devem sair somente palavras que vão edificar os outros (cf. Ef 4,29).

Depois das palavras de Santa Isabel, a Santíssima Virgem entoou o Magnificat, que foi uma oração dirigida toda para Deus. Assim, ela não se apropriou do elogio de sua prima, mas mergulhou ainda mais profundamente no diálogo com Deus, em uma exultante oração de Ação de Graças.

Com certeza, neste período da sua gravidez, deste Advento até o Nascimento do Menino, a Santíssima Virgem falou o mínimo possível com as pessoas, apenas o essencial... pois como seria possível que ela se distraísse com outras coisas, quando Jesus estava dentro dela?

Assim, cada vez que formos para a Santa Missa, preparemo-nos para a Celebração como num pequeno advento, pois daí uns instantes iremos receber, dentro de nós, Aquele mesmo que a Virgem Maria recebeu em seu seio no momento da Anunciação.

E quando O recebermos em comunhão, que possamos fazer um digno tempo de Ação de Graças, não só após a Santa Comunhão, mas também após a Santa Missa, permanecendo em silêncio e oração. Ocupados e entretidos com Jesus, que fica no nosso Coração com toda a Sua potência e presença real de corpo, alma e divindade, assim como ficou no ventre de Maria.

Estes dias, participei de uma formação com um sacerdote que dizia que: na hora de recebermos a Eucaristia, o sacerdote é como o Anjo Gabriel, e nós somos como Nossa Senhora, que vamos receber dentro de nós, Jesus.

Assim, na Santa Comunhão, devemos também mergulhar neste silêncio profundo de Maria no momento da Anunciação, e rezar juntamente com ela: "Ecce ancilla domini fiat mihi secundum verbum tuum." (cf. Lc 1,38).

Vários santos foram unânimes em afirmar que Jesus permanece dentro de nós, verdadeiramente, ao menos uns 15 minutos, ou enquanto durar a espécie da Hóstia consagrada em nosso organismo. Como é triste ver tantos que logo após receber Jesus, apenas o engolem, e já começam a conversar no banco da igreja, a olhar para os lados, ou pior ainda, olhar no celular!!! Quando deveriam estar recolhidos, de olhos fechados, de joelhos, se a saúde o permitir... conversando com Aquele que é o nosso único Salvador, o nosso Deus, o nosso Tudo. E um dos requisitos mais importantes para este momento é de novo o silêncio e o recolhimento.
Um outro aspecto interessante para refletir e entender a necessidade do silêncio neste Tempo Litúrgico é que, se estamos aguardando a chegado do Menino Deus, que é o Verbo Encarnado (ou seja, a Palavra Eterna do Pai) assim, o Advento deve ser tempo de silêncio também porque o Verbo, a Palavra, ainda não nasceu! E por isso, toda a criação deve permanecer em silêncio, até que o Verbo Se faça Carne: "Toda criatura esteja em silêncio diante do Senhor: ei-Lo que surge de Sua santa morada" (Zac 2,17).

Vamos enumerar brevemente agora todas as vezes que aparece, nos Evangelhos, alguma palavra da Santíssima Virgem:

1) Na Anunciação, Maria dialoga com o Anjo Gabriel. O fato de que São Lucas narra: "Entrando, o Anjo disse...", e depois: "O Anjo afastou-se dela", significa que a Santíssima Virgem estava sempre acostumada com a presença dos Santos Anjo, que naturalmente 'entravam e saiam'; até porque ela não se assustou com a presença do Anjo, mas com o conteúdo da saudação. Mas, um detalhe interessante: a palavra "afastar-se" sugere que o Anjo foi afastando-se respeitosamente, ou seja, sem virar as costas para Nossa Senhora. Deixando Nossa Senhora ali com Deus, naquele momento único e íntimo... na solidão e no silêncio.

2) Depois, a Santíssima Virgem levou Jesus (em seu ventre), até Santa Isabel e São João Batista. Lá, ela abriu seus lábios não para gloriar-se de si mesma, mas para ser portadora do Espírito Santo e para glorificar a Deus. Quantas vezes nós, ao contrário, abrimos nossa boca para gloriar-nos a nós mesmos, contanto alguma vantagem, ou para nos justificar diante de uma acusação, humilhação ou mal entendido? (Cf. Tg 3,5-9.10b). Mas "bom é esperar em silêncio o socorro do Senhor." (Lam 3,26).

3) Em Lucas 2,48, vemos novamente as palavras de Maria quando Jesus tinha 12 anos: "Quando eles O viram, ficaram admirados. E Sua Mãe disse-Lhe: Meu filho, que nos fizeste?! Eis que Teu pai e eu andávamos à Tua procura, cheios de aflição." Esse episódio demostra claramente o que consideramos acima, que, mesmo com a grande fé da qual Nossa Senhora era portadora - de saber a Providência de Deus tudo resolve - ela não ficou livre de passar por sofrimentos e aflições, e que não foi fácil para ela essa espera... mas ela a viveu tudo com fé e amor.

Mas também podemos refletir o seguinte: quando a Santíssima Virgem ficou grávida, e ainda não sabia qual seria a reação de São José, e como tudo ocorreria, o Evangelista não fala nada se ela ficou aflita... mas quando ela perde Jesus, aí sim, ele narra! O que revela que este momento da perda de Jesus talvez tenha sido bem mais difícil para ela do que foi quando ficou grávida, sob o risco de ser apedrejada; e por quê? Simples! Porque ela tinha perdido Jesus!!!

Na Anunciação, o Anjo estava presente, e desde que ela aceitou o convite de Deus, Jesus entrou em seu seio, e ela ficou unida a Ele!... Mas neste episódio, ela perde Jesus! Isto nos ensina que nosso único  temor e o único motivo de nossa aflição deve ser perder Jesus! Quando estamos com Jesus, temos muito mais força para passar por qualquer sofrimento e angústia. Assim, não devemos ter medo de sofrimentos, mas do pecado!

Depois da resposta de Jesus, Maria mergulhou novamente no silêncio, meditando tudo em seu coração: "Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração." (Lc 2,51). 

4) Enquanto, no Templo, aos 12 anos de Jesus, Maria parece querer reter Jesus quanto ao início de Sua missão, nas Bodas de Caná já ocorre o contrário, Ela vê que é chegada a hora de Jesus Se revelar. A resposta de Jesus até parece demostrar que Ele ainda quer esperar um pouco mais, mas Ele fez isso propositalmente, porque queria provocar nela uma súplica... esta súplica que fez dela a nossa intercessora junto d'Ele. Ele mesmo quis que seu primeiro milagre, e o primeiro sinal de sua messianidade, brotasse daqueles lábios puros e silenciosos, que só se abriam em momentos oportunos, com toda a sabedoria, e assim arrebatavam o Coração de Deus: "Quem ama a pureza do coração, pela graça dos seus lábios, é amigo do Rei". (Prov 22,11)

Assim, com toda a sabedoria, ela responde aos servos que obedeça o que Jesus lhes mandar fazer. Quando Maria diz aos servos: "Fazei o que Ele vos disser!" Ela de certo modo, deixou em aberto, Ela não sabia se Jesus faria ou não o milagre, mas confiou... intercedeu, aconselhou e silenciou.

E Jesus não resistindo ao pedido de Sua Mãe, inicia ali os sinais que O revelaria diante dos discípulos como o Messias: "Este foi o primeiro milagre de Jesus; realizou-o em Caná da Galiléia. Manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele." (Jo 2,11).

De fato, estas foram as últimas palavras da Santíssima Virgem registradas na Sagrada Escritura, assim constituem o seu Testamento espiritual.

É claro que a Santíssima Virgem falou muitas outras coisas durante a sua vida, e não somente o que está registrado nos Evangelhos - isso porque os Evangelistas não pretendiam escrever uma Biografia de Jesus, de sua família e dos Apóstolos - embora os Evangelhos contenham muitos dados biográficos -, mas eles queriam essencialmente anunciar a Boa Nova, a mensagem da Salvação... E as palavras colocadas ali foram cuidadosamente escolhidas, ou melhor, inspiradas pelo Espírito Santo.

Depois que Jesus morreu, Maria ficou com São João, e claro, acompanhou como Mãe sábia e silenciosa, a Igreja nascente. Foi uma Mãe sempre presente, solícita, cuidadosa e amorosa; assim, como é até hoje. Ela nunca nos abandonou! Mesmo depois de sua Assunção ao Céu, quantas vezes ela já 'desceu' à terra, para nos confortar e educar, a nós, seus filhos, através de suas inúmeras Aparições!



Cada Tempo da Igreja tem sua importância, mas a Quaresma e o Advento, como Tempos de Preparação, têm esse aspecto principal, de fazer com que levantemos nossos olhos da agitação e do barulho das coisas temporais, e os elevemos para o Céu, para o que vamos viver não durante 60, 80 ou 100 anos, mas eternamente.

Na verdade, essa deveria ser a ocupação constante do nosso pensamento: de que os segundos estão passando, e a cada momento, a cada dia, a cada Advento... Esse deveria ser o anseio constante de nossas almas: estamos mais perto da vida eterna, do nosso encontro com Deus. Que alegria! Porque as pessoas tem medo deste dia, do dia do encontro com Aquele que nos criou, que nos ama, que nos libertou do pecado, e que nos quer fazer felizes eternamente? Na vida eterna "o Senhor Deus enxugará todas as lágrimas, e não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque todas estas coisas passarão" (cf. Apoc 21,4), lá veremos maravilhas, "como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam". (I Cor 2,9).

E é no silêncio de cada Comunhão Eucarística,
de cada Ação de Graças bem feita,
de cada Passio Domini,
de cada momento de Adoração,
de cada momento de leitura e meditação da Bíblia,
de cada oração pessoal,
de cada olhar para uma imagem de Maria
- que nos traz Jesus e nos aponta Céu -,
que temos a oportunidade de nos desapegar do que nos prende à terra, para deixar que Deus seja tudo em nós (cf. I Cor 15,28), e nos encher com o que Ele quer; porque nós devemos desejar ser santos, santos de altares! É claro que isso não significa ter pensamentos de vaidade, mas para sermos como nosso Pai Celeste quer que sejamos (cf. Mt 5,48; I Pd 1,16). Sim! Deus deseja isto de todos os seus filhos, não só de alguns! A santidade é para todos, é para isto que nascemos, para sermos santos: Ele nos escolheu "antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos". (Ef 1,4)

A santidade poderia se resumir nisto: alcançarmos ainda nesta terra, aquela meta, aquele estado de vida e alma, que Deus sonhou para nós quando nos criou.

Que a santidade seja nosso maior objetivo nesta terra, como dizia São Domingos Sávio: "Se não for santo, não terei feito nada de importante nesta terra!... Antes morrer, do que pecar!"

Que Maria Santíssima, aquela que no silêncio e no escondimento de sua vida, soube escutar a vontade de Deus, meditá-la em seu coração e vivê-la, nos acompanhe neste caminho do Advento... de esperar e receber Jesus... na comunhão eucarística, na vida, no Natal, na vida eterna. Amen.

04 agosto 2017

Dia do padre

A todos os sacerdotes:
DEUS lhes pague
pelo seu 'sim'!

Cada sacerdote é um
Dom da Misericórdia de DEUS
para as almas!





Dos Escritos da Serva de DEUS
Madre Luiza Margarida Claret de La Touche


"Bossuet diz em algum lugar, falando da Santíssima Virgem:

'Maria é um CRISTO começado'.
O Sacerdote é um CRISTO continuado.

Sua vida é como um prolongamento, através dos séculos, da vida terrestre de JESUS. Sua palavra não é um eco, mais ou menos sonoro, da Palavra do Mestre: é a própria Palavra de JESUS passando por sua voz, pois não disse nosso Divino Salvador a Seus sacerdotes: 'Aquele que vos ouve a Mim ouve'? (Lc 10, 16).

Fazer conhecer JESUS sob o aspecto mais amável, mais manso, mais atraente; fazer penetrar nas almas o reconhecimento da Misericórdia, abrir os corações à confiança e ao amor, eis a Obra do sacerdote!


Como é consolador! Como o sacerdote é feliz em ser o Ministro de um DEUS de Misericórdia! Seu coração deveria fundir em seu peito, pelos ardores de um inexprimível amor, quando sente poder dizer à alma pecadora, em Nome de JESUS, estas palavra Divina: Eu te absolvo! Nunca o sacerdote é tão elevado, nunca tão revestido de DEUS, como quando perdoa e absolve!

É desejo ardente de JESUS CRISTO ver seus sacerdotes penetrados pela sublime graça de seu caráter e ao mesmo tempo pelo sentimento de sua fraqueza, virem a Seu Coração e receberem, desse foco Divino, a luz que ilumina e o calor que vivifica.

Ide, pois, sacerdotes de JESUS às fontes do Salvador. Ide colar vosso lábios a essa Chaga de Amor de onde brota o Sangue de vossos Cálices. Ide a esse foco do Amor Infinito. Enchei de fogo vosso peito; enchei-vos de amor e espalhai-o pelo mundo. JESUS trouxe o fogo à terra; Seu desejo é de que se acenda e queime (cf. Lc 12, 49), e deveis ser vós, sacerdotes de JESUS CRISTO, a atear estas Divinas chamas e abrasar o mundo no Amor".




O Cura d'Ars e o caminho para o Céu


Na entrada da cidade de Ars, na França, encontra-se uma imagem do padroeiro dos Sacerdortes, São João Maria Vianney,  junto com um pequeno pastor; mostrando o santo apontando para o Céu. Este monumento faz memória a um bonito episódio na vida do santo. Leia abaixo o artigo e conheça mais a vida do humilde padroeiro dos sacerdotes.

Jean-Marie Baptiste Vianney nasceu em 8 de maio de 1786, em Dardilly, uma vilarejo a dez quilômetros da cidade de Lyon, na França. Seus pais chamavam-se Mateus e Maria.

Ele foi o quarto de sete filhos. João-Maria só pôde frequentar a Escola na adolescência, e por apenas dois anos, pois precisava trabalhar no campo para ajudar no sustento da casa. Entretanto, não deixava de ir à igreja. É certo que desde criança já dizia que queria ser Sacerdote. 

Mas para alcançar o caminho do Sacerdócio teve que passar por grandes tribulações. A primeira delas foi enfrentar a oposição de seu pai... Só aos 20 anos, com o apoio de seu Pároco, conseguiu ingressar no Seminário. Mas lá surgiram outros obstáculos para o jovem Vianney, por causa de sua pouca instrução, ele começou a ter muitas dificuldades nos estudos e não conseguia acompanhar os outros Seminaristas. Entretanto, ele era um exímio exemplo de humildade, obediência, caridade, piedade e perseverança.

Assim, depois de inúmeras dificuldades, foi ordenado Sacerdote em 1815, mas com um impedimento: não poderia atender as confissões; pois ele era considerado incapaz de guiar as consciências e orientar os fieis. Vianney acolheu com humildade, mas grande dor no coração, este impedimento, mas confiava na Providência e Bondade de DEUS. Só depois de três anos de Ordenação, com o apoio de seu diretor espiritual, o abade Malley - que conhecia suas virtudes - ele conseguiu a permissão de atender as confissões. Foi então designado Vigário geral da pequena localidade de  'Ars-sur-formans'.
Assim, em fevereiro de 1818, numa carroça, onde carregava apenas alguns pertences e seus livros, João Maria Vianney foi em direção à sua nova paróquia.
A localidade de Ars, que possuía pouco mais de duzentos habitantes, era bastante conhecida por seus habitantes infiéis e violentos. As tabernas ficavam lotadas, a igreja vazia. E foi esta paróquia, que não era aceita por nenhum sacerdote, que o jovem padre João-Maria Vianney acolheu com amor, e lá permaneceu até a sua morte.
Conta a tradição que chegando próximo a Ars, sem ainda conhecer direito o caminho, encontrou um pequeno pastor e lhe pediu informações. Ao garoto que lhe ajudara ele respondeu: "Me mostraste o caminho de Ars e eu te mostrarei o caminho do céu".
Hoje, um monumento na entrada de Ars faz memória a esse episódio. Este menino, chamava Antonio Grive, e foi o primeiro paroquiano a morrer depois de São João Maria Vianney; que assim lhe mostrou o caminho do céu.
A princípio ninguém valorizou o novo Pároco e nem mesmo frequentava a Santa Missa. Mesmo assim, Vianney abria a igreja, celebrava o Santo Sacrifício e ali permanecia horas e horas em adoração. Na paróquia ele fazia tudo, inclusive os serviços de casa e sua própria refeição.
Aos poucos, por curiosidade, as pessoas do povoado foram se aproximando, para ver quem era aquele padre que permanecia horas e horas em adoração. Mas foram quase 13 anos de luta para conseguir a conversão dos moradores, mas com perseverança, e também pelo testemunho de santidade, o padre Vianney acabou mudando este cenário. As tabernas começaram a ficar vazias, e a igreja lotada de pessoas que queriam reconciliar-se com Deus, através do Sacramento da Confissão, e escutar os sábios conselhos daquele humilde sacerdote.
Deus lhe concedeu o dom dos milagres. Ele, por humildade, atribuía-os todos a Santa Filomena, da qual era grande devoto.
Com o tempo, sua fama de santidade e dons místicos percorreu a Europa, e o local tornou-se um Centro de Peregrinações. Muitos acorriam à paróquia de Ars para ver o padre santo e confessar-se com ele; e para isto esperavam horas ou dias inteiros.

Conta-se que um destes peregrinos (há duas versões: uma versão de que foi um médico de Paris, e outra que diz que foi um Advogado de Lyon)depois de voltar de uma visita ao Cura d'Ars, questionado por seus amigos, que lhe perguntaram: "O que você viu em Ars?" Respondeu-lhes: "Eu vi Deus em um homem!"
O 'Cura' de Ars, como era chamado - como tantos outros santos - não tinha tempo para descansar. Seu tempo era todo para Deus e para as almas. Alimentava-se pouquíssimo, dormia menos que quatro horas por noite, e ficava longas horas em adoração, ou com seu Rosário nas mãos, e mais um grande período do dia no Confessionário.

Por algumas vezes, ele tentou sair de Ars, para ingressar em um Mosteiro, pois almejava a vida contemplativa, mas os habitantes de Ars, já conhecendo sua santidade, o buscavam de volta. Conta-se que chegaram a se revesar em turnos de vigília para verificar se ele não fugia escondido da cidade.

Durante a sua vida sofreu muitos ataques do demônio; que um dia chegou até a incendiar sua cama, para matá-lo. Mas, com grande confiança em DEUS e humildade, ele vencia as tentações... assim DEUS lhe concedeu o dom de expulsar os demônios.
Consumido pela fadiga, sem nenhum sinal de agonia, entregou sua alma para DEUS, na presença de seu confessor e algumas pessoas mais próximas, na noite de 4 de agosto de 1859, aos setenta e três anos de idade.

Os paroquianos e milhares de peregrinos desfilaram diante de seu corpo durante quarenta e oito horas sem interrupção. 
Foi beatificado por São Pio X em 5 de janeiro de 1905, e canonizado por Pio XI em 31 de maio de 1925, mas bem antes de ser canonizado já era venerado como santo.
O seu corpo foi encontrado incorrupto, e atualmente repousa em um altar lateral no Santuário de Santa Filomena, em Ars, igreja construída conforme o desejo do Santo, que era muito devoto da santa mártir.
Em 1929 foi declarado Patrono dos Párocos pelo papa Pio XI, e Padroeiro de todos os Sacerdotes em 2010, pelo papa Bento XVI.
Algumas memoráveis frases do santo
"O meu Rosário vale mais do que meus cem sermões."
"Nossa língua deveria ser utilizada somente para rezar, nosso coração para amar, nossos olhos para chorar."
"Para que nossa oração seja ouvida não depende da quantidade de palavras, mas do fervor de nossas almas."
"O meio mais seguro de fazermos a Vontade de Deus, é rezarmos a nossa boa Mãe."
"Meu Deus eu vos amo, e o meu único desejo é amar-vos até o último suspiro da minha vida."
"Entre a eternidade e o último suspiro paira um abismo de misericórdia."
"Meu Deus infinitamente amável, eu vos amo e preferiria morrer amando-vos a viver sem vos amar."
"Cada hóstia consagrada é feita para se consumir de amor em um coração humano."

"Quando comunga, a alma se impregna do bálsamo do amor, como a abelha do perfume das flores."
"Exala de uma alma onde reside o Espírito Santo um perfume tão delicado quanto o de uma videira em flores."
"Se tiver muito, dê muito. Se tiver pouco, dê pouco. Mas sempre dê com o coração e com alegria."
"O demônio só tenta aqueles que querem sair do pecado e aqueles que estão em estado de Graça; os outros já lhe pertencem, não precisam ser tentados."

"Se em tua caminhada não bateres de frente ao diabo, é porque estás caminhando na mesma direção que ele."
"Deixai uma paróquia sem padre durante 20 anos e aí se adorarão os animais."
"Se entendêssemos na terra o que é um padre, morreríamos não de susto, mas de amor."
"O Sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo."
"O padre não é para si. Não dá a si a absolvição. Não administra a si os Sacramentos. Ele não é para si, é para vós!"
* * *
Nestes dois links você encontra a emocionante narrativa da vida de São Cura d'Ars, e muitas fotos dos locais em que o Santo viveu: Amor Mariano e Apostolado dos Sagrados Corações