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01 maio 2021

Renovação da Consagração do Brasil ao Imaculado Coração de MARIA

Salve MARIA!

Com alegria, colocamos aqui vários links de Canais, Sites... de várias iniciativas que surgiram para renovar a Consagração do Brasil ao Imaculado Coração de MARIA

No Telegram há dois Canais que postarão diariamente as orações para esta Renovação:
t.me/reinaicoracaoimaculado
t.me/joinchat/d0oXtSX7sNg0ZmUx

E um Site que foi criado para este fim:

E um Canal do Youtube que estará divulgando os vídeos de preparação para esta Renovação:






19 março 2021

75 anos da Consagração do Brasil ao Imaculado Coração de MARIA

Em 31 de maio deste ano de 2021, completará 75 anos que o Eminentíssimo Cardeal Jaime de Barros Câmara (1894-1971), consagrou o Brasil ao Imaculado Coração de Maria.

Neste mesmo dia, no ano de 1946, o jornal "A Ordem", do Rio Grande do Norte, publicou uma reportagem exaltando o acontecimento singular em nosso país com estas palavras:


"O eminentíssimo Cardeal Câmara, Arcebispo do Rio, vai consagrar, hoje, oficialmente, o Brasil ao Imaculado Coração de Maria. Trata-se de um acontecimento a ser registrado, com letras de ouro, nos anais da Igreja, em nossa pátria.

Na tormenta que está passando o mundo, em meio a tantos desencontros e descaminhos, através de tanta ruína e degradação moral acumuladas pelos erros e perversidade dos homens de todos os climas e latitudes, o Brasil volta-se, cheio de fé e de confiança, ao Coração régio e maternal de MARIA, como a um refúgio de paz e a um farol supremo de todas as mais confrotadoras esperanças.

Ainda colônia, já nos achávamos implicitamente entregues a Nossa Senhora da Conceição pelo Ato Consacratório que à Virgem Santíssima fizera a Corôa Portuguesa, do seu próprio território e de todas as suas possíveis dominações. Anos atrás, sua Eminência, o Cardeal Leme, de saudosa memória, entregara a Terra de Santa Cruz à Imaculada Conceição Aparecida.

Hoje, secundando o sentimento da alma nacional, o Episcopado brasileiro, tendo à frente o digníssimo Arcebispo do Rio de Janeiro, realiza, pública e solenemente, a consagração da nossa Pátria ao Imaculado Coração de MARIA. É a mesma Excelsa Virgem quem o deseja e o pede, e nós vamos aquiescer às suas aspirações salvadoras, na certeza absoluta que temos de sua onipotência para solucionar os gravíssimos problemas, que agitam a hora presente. Rainha dos homens, Auxílio dos cristãos, baluarte inexpugnável da nossa terra, a sua volta e a sua revelação a este mundo será o penhor e a garantia do advento da justiça e da paz.

Nessa esperança e nessa certeza, é que subimos ao seu trono glorioso, para lá depormos, genuflexos e reverentes, em seu Coração, o coração do Brasil."

Renovemos então, a Consagração do Brasil ao Coração Imaculado de Maria:

Ó Maria, Virgem amorosíssima e nossa Mãe, lançai um olhar benigno sobre o povo desta Nação, humilde parte da vossa grande família, que hoje se consagra ao vosso Coração Imaculado.

A isto nos move não só o nosso filial afeto para convosco, mas também a necessidade que sentimos de uma assistência vossa mais especial, nestes calamitosos tempos.

Vede, ó Maria, como se procura extinguir a fé em nossos corações com o gelo do indiferentismo e da incredulidade.

Vós, que sois a Sede da Sabedoria, preservai-nos a todos da vã ciência do século, e conservai-nos inabaláveis na fé santíssima de vosso Filho.

Vede as ciladas que em toda parte se armam aos bons costumes, contaminando todas as coisas com o mais desenfreado sensualismo.

Purificai, ó Virgem Imaculada, de tantas impurezas a terra; ou ao menos, conservai limpas as nossas famílias.

Vede como se tenta convulsionar a sociedade e lançá-la no torvelinho da rebelião contra toda a lei e autoridade.

Conservai, portanto, ó augusta Rainha nossa, entre as classes do vosso povo a ordem por Deus estabelecida, e não permitais que os conselhos dos ímpios prevaleçam.

Finalmente, tende misericórdia da Igreja, ó Auxílio dos Cristãos; tende piedade do seu venerando Chefe; e apressai o momento em que a humanidade inteira seja um só rebanho sob um só Pastor.

Aceitai, pois, ó boa Mãe, a consagração que este povo faz hoje de si mesmo ao vosso Coração materno; e, como prova de vosso benigno acolhimento, fazei que todos sintam a vossa proteção na vida e na morte. Assim seja."


Colocamos aqui também a Consagração que o Santo Padre, o Papa Pio XII, fez do mundo ao Imaculado Coração de Maria, em 1942:

"Ó Rainha do Santíssimo Rosário, auxílio dos cristãos, refúgio do gênero humano, vencedora de todas as batalhas de Deus! Diante do vosso Trono, prostramo-nos suplicantes, seguros de impetrar misericórdia e de alcançar graça e oportuno auxílio e defesa nas presentes calamidades, não por nossos méritos, mas unicamente pela imensa bondade do vosso maternal Coração.

Nesta hora trágica da história humana, a Vós, a vosso Imaculado Coração nos entregamos e nos consagramos, não apenas em união com a Santa Igreja, corpo místico de vosso Filho Jesus, que sofre e sangra em tantas partes e de tantos modos atribulado, mas também com todo o mundo dilacerado por atrozes discórdias, abrasado num incêndio de ódio, vítima de suas próprias iniquidades.

Que vos comovam tantas ruínas materiais e morais, tantas dores, tantas angústias de pais e mães, de esposos, de irmãos, de crianças inocentes; tantas vidas cortadas em flor, tantos corpos despedaçados na horrenda carnificina, tantas almas torturadas e agonizantes, tantas em perigo de perderem-se eternamente.

Vós, ó Mãe de misericórdia, consegui-nos de Deus a paz; e, principalmente, as graças que podem converter num momento os corações humanos, as graças que reparam, conciliam e asseguram a paz. Rainha da paz, rogai por nós e dai ao mundo em guerra a paz pela qual suspiram os povos, a paz na verdade, na justiça, na caridade de Cristo.

Dai a paz das armas e a paz das almas, para que, na tranquilidade da ordem, o reino de Deus se dilate. Concedei a vossa proteção aos infiéis e a quantos jazem ainda nas sombras da morte; concedei a paz e fazei que brilhe para eles o sol da verdade e possam repetir conosco, diante do único Salvador do mundo: glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade!

Dai a paz aos povos separados pelo erro ou pela discórdia, especialmente àqueles que vos professam singular devoção e nos quais não havia casa onde não se achasse honrada a vossa veneranda imagem, hoje quiçá oculta e retirada para melhores tempos, e fazei que retornem ao único redil de Cristo, sob o único verdadeiro Pastor.

Obtende paz e liberdade completa para a Igreja Santa de Deus; contei o dilúvio inundante do neopaganismo; fomentai nos fiéis o amor à pureza, a prática da vida cristã e do zelo apostólico, a fim de que aumente em méritos e em número o povo dos que servem a Deus. 

Finalmente, assim como ao Coração de vosso Filho Jesus foram consagrados a Igreja e todo o gênero humano, para que, postas nele todas as esperanças, tivessem nele sinal e prenda de vitória e de salvação, de igual maneira, ó Mãe nossa e Rainha do Mundo, também nos consagramos para sempre a Vós, ao vosso Imaculado Coração, para que o vosso amor e patrocínio acelerem o triunfo do Reino de Deus, e todas as gentes, pacificadas entre si e com Deus, vos proclamem bem-aventurada e entoem convosco, de um extremo a outro da terra, o eterno Magníficat de glória, de amor, de reconhecimento ao Coração de Jesus, o único no qual se podem achar a Verdade, a Vida e a Paz. Amém."

16 julho 2019

Escapulário: o que é e quantos tipos existem?

Escapulário (que vem do latim «scapula») é uma veste usada pelos religiosos, geralmente monges e monjas de clausura, que cobre inteiramente os ombros da pessoa que o veste, e ainda o peito e as costas. 

Os leigos usam-no em uma forma reduzida, como dois pedaços de tecidos, unidos por cordões, com uma parte pendente para o peito e a outra para as costas.

São Sacramentais: «sinais sagrados instituídos pela Igreja, cujo objetivo é preparar os homens para receber o fruto dos Sacramentos e santificar as diferentes circunstâncias da vida...» Ou seja, não são a mesma coisa que Sacramento!
Os Sacramentos são: Batismo, Confissão, Eucaristia, Crisma, Matrimônio, Ordem e Unção dos Enfermos; foram instituídos pelo próprio CRISTO (veja mais sobre esse assunto aqui) e confiados por ELE à Sua Igreja. Através dos Sacramentos o próprio CRISTO age e comunica a Sua Graça, independente da santidade da pessoa que o ministra (Sacerdote ou Diácono...), embora os 'frutos' que possam vir posteriormente deste Sacramento recebido, dependa das disposições de quem o recebe».
«A eficácia dos Sacramentais é diferente dos Sacramentos, e embora, não se pode desprezar o seu valor, não se pode também exagerá-lo, colocando-o como se fosse algo mágico, um amuleto de superstição ou fanatismo.» (veja mais em aqui)
Requer uma postura coerente de vida de acordo com os valores da fé cristã. Não se pode usá-los como objetos de moda, e muito menos como amuletos de superstição (amuleto e superstição são coisa abominável aos olhos de Deus), ou seja, não basta usá-los para se alcançar a graça que eles prometem, é preciso levar uma vida de busca de conversão e santidade, e buscar crescer nas virtudes as quais aquele Sacramental está ligado.
E algo muito importante! É preciso tomar muito cuidado com a grande variedade de Escapulários que têm surgido e estão sendo divulgados na internet, e que não tem nenhum fundamento e nem são aprovados pela Igreja, principalmente os que advém de ditas "Aparições" - algumas até recentes, e no Brasil - e que não são aprovadas pela Santa Igreja Católica, pois são aparições falsas, frutos de fantasia, de doença mental, de charlatanismo, ou do próprio inimigo de DEUS. Ex.: as falsas aparições de Jacareí.
De todos os Escapulários, o mais conhecido ainda é o «Escapulário marrom de Nossa Senhora do Carmo», mas existem ao menos outros 19 tipos de Escapulários, também aprovados pela Santa Igreja.


  1. Escapulário Branco da Santíssima Trindade (1193)
  2. Escapulário de Nossa Senhora das Mercês (1218)
  3. Escapulário Marrom de Nossa Senhora do Carmo (1250)
  4. Escapulário Preto de Nossa Senhora das Dores (1255)
  5. Escapulário Azul da Imaculada Conceição
  6. Escapulário Vermelho do Preciosíssimo Sangue
  7. Escapulário Negro da Paixão (1720)
  8. Escapulário Vermelho da Paixão (1846)
  9. Escapulário da Ajuda do Doente (1860)
  10. Escapulário Branco do Imaculado Coração de Maria (1877)
  11. Escapulário Azul e Preto de São Miguel Arcanjo (1880)
  12. Escapulário de São Bento (1882)
  13. Escapulário da Santa Face (1885)
  14. Escapulário Branco da Virgem do Bom Conselho (1893)
  15. Escapulário Roxo, Dourado e Branco de São José (1898)
  16. Escapulário Branco do Sagrado Coração de Jesus (1900)
  17. Escapulário dos Sagrados Corações de Jesus e Maria (1901)
  18. Escapulário Branco de São Domingos (1903)
  19. Escapulário Verde da Conversão
  20. Escapulário de Bênção e Proteção

Vamos ver agora alguns desses Escapulários, sua origem e as promessas relacionadas a eles.

Escapulário (marrom) de Nossa Senhora do Carmo

Origem: 16 julho 1251 - Nossa Senhora apareceu a São Simão Stock (então superior dos Eremitas que viviam no Monte Carmelo) em uma visão, entregando-lhe o Escapulário, quando este rezava fervorosamente a ela, pedindo a proteção para a Ordem Carmelita.

Ligado à: Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo (Carmelitas e Carmelitas descalços).

Descrição: Dois pedaços de tecido (de preferência do mesmo do hábito carmelita) de cor marrom, unidos por cordões, com a imagem de Nossa Senhora do Carmo de um lado e do Sagrado Coração de Jesus no outro.

Promessa: "Recebe, diletíssimo filho, este Escapulário de tua Ordem como sinal distintivo e a marca do privilégio que eu obtive para ti e para todos os filhos do Carmelo; é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos, aliança de paz e de uma proteção sempiterna. Quem morrer revestido com ele será preservado do fogo eterno".

Igreja: Segundo uma tradição, o Papa João XXII escreveu a Bula chamada "Sabatina", onde afirmava, de acordo com uma visão que ele mesmo teve da Virgem que 'aqueles que usarem o escapulário serão depressa libertados das penas do purgatório no sábado que se seguir à sua morte. Esta graça ficou conhecida como “privilégio sabatino”. As vantagens do privilégio sabatino foram ainda confirmadas pela Sagrada Congregação das Indulgências, em 14 de julho de 1908.

Em 1910, o Papa São Pio X, concedeu permissão para se usar o Escapulário de metal, desde que tivesse a mesma imagem do escapulário tradicional. Esta medida foi tomada em favor povos das zonas quentes, onde o escapulário de tecido poderia estragar-se muito facilmente.

Em 28 de janeiro de 1964, o Papa Paulo VI concedeu que todos os sacerdotes católicos pudessem realizar o Rito de imposição do Escapulário, o que até então era um privilégio dos Padres carmelitas ou de Sacerdotes autorizados pela Santa Sé.

Condição: A primeira vez que se usa, é necessário receber a Imposição (rito próprio) através de um Sacerdote. Se o Escapulário estragar, basta adquirir outro e pedir somente para abençoar, não necessitando de nova imposição.

Para alcançar as graças, é necessário levar uma vida de acordo com os princípios cristãos, tendo ainda uma particular devoção à Santíssima Virgem, rezando todos os dias alguma oração em devoção à ela.

Deve-se usar o Escapulário constantemente, podendo retirar, é claro, no momento do banho, mas não na piscina ou praia. Não deve ser retirado por vergonha de usá-lo se vai frequentar um ambiente ou evento social.

Festa: 16 de julho.

«É supersticioso, por exemplo, quem leva um escapulário, mas não guarda em seu coração fidelidade à Virgem Maria e pensa que só pelo fato de levá-lo se salvará; ou quem pensa que é uma imagem [de] um santo que pode realizar um milagre. Recordemos que a Santíssima Virgem e os santos não fazem milagres, mas sim que é por intercessão deles que Deus pode realizar um milagre em nós e em nossas vidas.» ACI Digital

Escapulário (preto) de Nossa Senhora das Dores

Origem: Remonta ao século XIII, usada pelos membros da Confraria das Sete Dores de Maria. 

Ligado à: Ordem dos Servos de Maria (Servitas)

Descrição: Dois pedaços de tecido de lã de cor preta, unidos por cordões, com a imagem de Nossa Senhora das Dores na frente; costuma-se colocar atrás o Brasão dos Servitas.

Promessa: Obter as indulgências da Confraria aprovadas pela Congregação da Indulgências em 1888.

Igreja: Os Sacerdotes podem obter do Superior Geral dos Servitas, a faculdade de receber os fiéis na Confraria, de abençoar e investir o Escapulário.

Condição: Rezar diariamente, a Coroa das Sete Dores de Nossa Senhora, durante 15 minutos, pela Santa Igreja e pela Ordem Servita; realizar, se possível, uma Obra de Misericórdia para com os que sofrer física, mental ou espiritualmente.

Festa: 15 setembro


Escapulário (azul) da Imaculada Conceição

Origem: Em 1616, com a Venerável Úrsula Benicasa (Monja Eremita), teve em Nápolis, uma visão em que Jesus na cidade de Nápolis.

Ligado à: Padres e Monjas Theatinas.

Descrição: Dois pedaços de tecido de lã azul, ligados por um cordão. De um lado, a Imagem da Imaculada Conceição, de outro, o Nome da Virgem Maria.

Promessa: Na visão que a Venerável Úrsula Benicasa teve, Jesus prometeu grandes favores para a Ordem e para os leigos que tivessem devoção à Imaculada Conceição.

Igreja: Em janeiro de 1671, o Papa Clemente X, aprovou a bênção e a investidura do Escapulário.

Em 1992, os Padres Marianos da Imaculada Conceição obtiveram uma permissão do Superior Geral dos Padres Teatinos praa abençoar e conferir o Escapulário Azul da Imaculada Conceição.

Condição: Ter devoção à Imaculada Conceição. Observar a castidade de acordo com o seu estado de vida e usar o Escapulário azul.

Festa: 8 dezembro

Escapulário (Branco) da Santíssima Trindade

Origem: Século XII, com a Confraria da Santíssima Trindade e a Terceira Ordem Secular da Santíssima Trindade.

Ligado à: Ordem da Santíssima Trindade e dos Cativos (ou Trinitarianos), e à Terceira Ordem Secular da Santíssima Trindade.

Descrição: Escapulário devocional branco, com uma cruz cujo eixo transversal é azul, e o eixo longitudinal é vermelho.

Promessa: Sinal de Consagração à Santíssima Trindade e à fraternidade.

Igreja: Usado por terciários, bem como membros da Confraria da Santíssima Trindade e outras Associações Trinitárias.

Condição: Usar o Escapulário e ter devoção à Santíssima Trindade.

Festa: 17 dezembro.

Escapulário (preto) da Paixão

Origem: São Paulo da Cruz teve uma visão de Jesus, antes de fundar a Congregação, durante a qual ele recebeu o hábito negro da Ordem e o distintivo no peito.

Ligado à: Congregação dos Passionistas

Descrição: Dois pedaços de tecido preto, que contém uma réplica do distintivo da Congregação, ou seja, um coração com três cravos acima de uma Cruz, no qual está escrito "Jesu XPI Passio", e abaixo "sit sempre in cordibus nostris", e a outra parte do Escapulário pendurado para trás, pode consistir simplesmente do tecido preto; às vezes contem uma imagem da Crucifixão de Jesus, com Maria e São João aos pés da Cruz.

Promessa: Não conseguimos encontrar nada a respeito; mas provavelmente alguma graça relacionada à devoção e propagação da Paixão de JESUS.

Igreja: Em 11 de junho de 1741, os Passionistas afixaram o emblema da Paixão em suas túnicas negras. Em 1861, o Papa Pio IX estendeu as indulgências para todos os fiéis que o usarem. Em 1877, várias outras indulgências para os fiéis que usam este Escapulário foram aprovadas pela Congregação.

Condição: Usar o Escapulário e ter devoção à Paixão de Jesus.


Festa: 11 junho

Escapulário (vermelho) da Paixão


Origem: De aparições de Jesus e Maria à Irmã Louise-Apolline Andriveau, de 26 de julho de 1846 a 14 setembro de 1846, no Convento de Troyes, França.

Ligado à: "Congregação da Missão" (Lazaristas), de São Vicente de Paulo.

Descrição: Dois pedaços de tecido de lã vermelha, adornado de um lado com a imagem de Jesus Crucificado e os instrumentos da Paixão, e escrito embaixo: "Paixão Sagrada de Nosso Senhor Jesus Cristo, salve-nos!". No outro lado, uma pequena Cruz, tendo abaixo dos braços, em um lado, o Sagrado Coração de Jesus, e no outro, o Imaculado Coração de Maria. Abaixo tem dois Anjos que contemplam a Cruz e os Corações. E tem ainda as palavras: "Sagrado Coração de Jesus e Maria, nos protejam!"

Promessa e Condição: A todos os que usarem o Escapulário fielmente e contemplarem nas sextas-feiras, a Paixão de Jesus, receberão um grande aumento de fé, esperança e caridade.

Igreja: O Padre J.B. Etienne, diretor espiritual da Irmã Apolline, fez uma viagem à Roma, para apresentar o caso da Irmã. A Santa Sé acolheu o caso da Irmã e o Papa Beato Pio IX santificou e aprovou o uso deste Sacramental, por um documento em 25 junho 1857. O Papa concedeu várias indulgências para o uso do Escapulário e concedeu aos Padres Lazaristas a faculdade de abençoar e investir o Escapulário nos fiéis. O superior Geral dos Lazaristas foi autorizado a comunicar a faculdade de abençoar e investir o escapulário para Padres fora da Ordem Lazarista, e tal Escapulário pode ser investido por qualquer Sacerdote Católico.

Este Escapulário não pode ser confundido com:
  • Escapulário (preto) da Paixão (dos Passionistas);
  • Escapulário (vermelho) do Preciosíssimo Sangue;
  • Escapulário (branco) dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, associado às Filhas do Sagrado Coração;
  • Escapulário do Sagrado Coração baseado nas revelações de Estelle Faguette em Pellevoisin.
Festa: 14 setembro

Escapulário (Verde) da Conversão

Frente e Verso do Escapulário
Origem: Nossa Senhora apareceu para a Irmã Justine Bisqueyburu, das "Filhas da Caridade", no início de 1840, em Paris, França. 

Ligado à: Filhas da Caridade, de São Vicente de Paulo.

Descrição: um único pedaço de tecido verde, de forma retangular (Não é como os outros Escapulários que contém duas partes, e que são colocados sobre os ombros; este é apenas um emblema, que pode ser amarrado com um cordão, para ser pendurado, ou mesmo colocar dentro de algum local). De um lado tem uma imagem da Virgem Maria, e do outro lado, a imagem do Coração Doloroso de Maria, com a chama e a Cruz no topo, traspassado por uma espada; todo cercado de chamas luminosas. Ao redor deste Coração tem a inscrição: "Coração Imaculado de Maria, rogai por nós, agora e na hora de nossa morte."

Promessa: Invocada sob este título e através desta imagem abençoada, Nossa Mãe obteria grandes favores de Jesus, na área da saúde da mente, coração, corpo e alma, especialmente pela conversão. Pode-se colocar próximo da pessoa (se esta não for capaz de usá-lo; no travesseiro, por exemplo) e uma outra pessoa reze a oração por esta.

Igreja: Foi aprovado pelo Papa Pio IX em 1870. Este escapulário não exige o Rito de Imposição, como os outros Escapulários pedem; mas mesmo assim, precisa ser abençoado por um Sacerdote.

Condição: Usar o Escapulário e rezar a jaculatória: "Coração Imaculado de Maria, rogai por nós agora e na hora da nossa morte. Amém."

Festa: 8 setembro

Escapulário (roxo, dourado e branco) de São José
Origem: Com os Frades Menores Capuchinhos de St. Claude, França.

Ligado à: Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.

Descrição: Era originalmente branco, mas depois passou a ser confeccionado como em Verona, com o roxo, o dourado e branco. Na frente, tem uma imagem de São José com o Menino Jesus nos braços, enquanto segura um lírio com a outra mão; e está escrito: "São José, Patrono da Igreja, ore por nós!" Do outro lado, tem as Armas Papais, uma Pomba (para simbolizar o Espírito Santo) e uma Cruz; e está escrito "Spiritus Domini ductor eius".

Promessa: Este Escapulário nos deve lembrar as virtudes de São José: humildade, pureza, fidelidade. Deve nos lembrar de rezar para São José pedindo que ore particularmente pela Igreja e que nos conceda uma morte abençoada.

Igreja: Foi inicialmente aprovado para a Diocese de Verona, por um Decreto da Congregação dos Ritos de 8 julho 1880. Em 15 abril 1898, o Papa Leão XIII concedeu ao General dos Capuchinhos a faculdade de abençoar e investir os fiéis em todos os lugares com este escapulário.

Condição: Deve ser usado em todos os momentos

Festa: 19 março.

04 maio 2019

Quem você quer ter por Mãe?

A devoção a Nossa Senhora, não é alguma coisa dispensável na ordem presente da Providência e de nossa Redenção. A encarnação do Verbo e nossa Salvação constituem mistérios altíssimos decretados por Deus, segundo o conselho imperscrutável de sua Sabedoria. A nós cabe, pia e sobriamente, estudá-los em sua divina realidade, tal como Deus os quis realizar. Ora, as luzes da Revelação nos apontam a Economia de nossa Redenção como uma divina resposta de Deus ao desafio do demônio que nos quis perder. E coo nossa ruína foi causada por um homem e uma mulher, Deus predestinou um Homem e uma Mulher para a nossa restauração.

Na tentação e na queda, há um anjo de trevas, uma mulher que acredita na sedução, um homem que desobedece a Deus e perde o gênero humano. Na Redenção, há um Anjo de luz na Anunciação, uma Mulher que crê na palavra do Mensageiro celeste e um Homem que obedece até a morte de Cruz e salva a todos os homens.

Se, pois, a perda do gênero humano, que se devia consumar em Adão, começou em Eva, também a Redenção que Jesus operaria, teve início em Nossa Senhora. Aqui, teve Maria para nosso bem, o mesmo lugar que Eva para nosso mal. Mas Ela foi melhor Mãe nossa, pois que nos dispôs para a Vida, ao passo que nossa infeliz primeira mãe, nos gerou para a morte. Assim, Maria foi colocada pelo Mesmo Deus como “uma peça necessária no esquema divino da Encarnação e da Redenção”.

Mãe de Jesus, Ela é também Mãe nossa. Jesus Cristo é a cabeça do Corpo Místico. Mas, se Jesus, Cabeça dos homens, nela nasceu, os predestinados, membros dessa Cabeça, devem também nascer nela, por consequência necessária. Uma mesma mãe não gera a Cabeça sem os membros, os membros sem a cabeça, pois do contrário seria um monstro da natureza. Assim também, na ordem da graça, a Cabeça e os membros nascem de uma mesma Mãe. A Maternidade Divina de Maria, portanto, com relação a Jesus, tem como resultado a sua Maternidade na ordem espiritual com relação a nós.

Assim como Eva, porém colaborou livre e conscientemente em nossa perda, assim Maria livre e voluntariamente aceitou ser nossa restauradora, dando-nos Jesus, e recebendo-nos, por filhos, sobretudo mediante as suas dores e lágrimas. Pois, se Eva, por um gozo ilícito, foi mãe de filhos pecadores, Maria, por seus sofrimentos, se constituiu Mãe de filhos justificados.

Ainda. Impossível a transmissão do pecado original sem o intermédio de nossa desventurada mãe Eva. Assim também, impossível a aplicação dos méritos de Jesus Redentor sem a mediação de nossa bem-aventurada Mãe Maria.


Esta é a vontade de Deus. Foi por Maria que Jesus veio a nós. E é por nossa Senhora que Ele quer que voltemos a Ele.

No Calvário, Jesus ratificou a Maternidade Espiritual de Maria, dando-a por nossa Mãe, na pessoa e no coração de João Evangelista, que era ali, a Igreja de Cristo.

Nossa vida espiritual, oriunda de Jesus Redentor, mediante Maria nossa Mãe Bendita, encontra dificuldades e tropeços, sobretudo movidos pelo inimigo, homicida desde o princípio. Não tememos, porém. Ainda aqui, Maria se opõe vitoriosamente a Eva. Ainda aqui Deus vence satã na mesma ordem que ele nos perdera: Eva foi amiga da serpente, sócia da tentação ao primeiro chefe da humanidade. Maria foi constituída por Deus a inimiga do tentador, de uma inimizade sem quartel e sem tréguas, que a iria tornar funestíssima ao demônio e sua nefanda progênie: Porei inimizade entre ti e a Mulher, entre a tua descendência e a dela (Gen 3,15). E assim, sócia de Jesus Redentor, para nossa reparação e nosso retorno a Deus.

Por isso, satanás quer eliminar a devoção de Maria dos corações fieis, sob mil pretextos especiosos, que não resistem, entretanto, à clara evidência do lugar necessário de Maria em nossa vida espiritual. “O culto a Nossa Senhora é nota da verdadeira religião cristã. Onde não há esse culto, aí, também não há a genuína religião de Jesus Cristo: esta supõe uma ordem de estreita união entre a Mulher bendita e a sua divina Progênie, porquanto esta foi a disposição da Providência de Deus para restaurar nossa ruína”.

(Do livro: Consagração a Nossa Senhora – Dom Antônio Maria Alves de Siqueira)

21 agosto 2018

Como viver o silêncio de Maria?

O livro de Reis narra que Elias não escutou a voz do Senhor DEUS no barulho da tempestade, mas sim em uma brisa ligeira (cf. 1Rs 19,12).

De fato, é necessário o silêncio para ouvir a voz de DEUS, porque DEUS fala no íntimo de nosso coração, e em nossa consciência.

A Santíssima Virgem Maria com certeza estava em oração no momento em que o Anjo Gabriel veio-lhe ao encontro. Interessante que no Evangelho não diz que Nossa Senhora assustou-se com a presença do Anjo, mas que ela perturbou-se, por sua humildade, com as palavras dele, que a chamava de "Cheia de Graça".

Isso significa que Maria estava tão acostumada com a presença angélica, que eles "entravam" e "saíam" (cf. Lc 1, 28.38) de onde ela estava, e isso não a incomodava; e ela vivia em um profundo silêncio unitivo com Deus. Por isso que Santo Efrém afirma que o Verbo, em Sua concepção, entrou pelo ouvido de Maria, porque ela realmente ouviu a Palavra de Deus, e a pôs em prática.  "... bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!" (Lc 11,28).

São Tiago já dizia em sua Carta: "Se alguém não cair por palavras, este é um homem perfeito, capaz de refrear todo o seu corpo" (Tg 3,2b).

Só daí percebe-se que esta virtude não é tão fácil, mas ao mesmo tempo é muito importante, e por isso, devemos buscá-la com muito afinco!

Todas as virtudes requerem de nós um:
- esforço diário
- que parte de uma determinação da vontade.

Além disso, é preciso ter em mente que:
- aquilo que se busca é um bem,
- que é preciso desejar lutar para alcançar esse bem,
- e é preciso fazê-lo com todas as forças ao nosso alcance, sem desanimar com as dificuldades, ou mesmo com as quedas.

Mas por que é tão difícil fazer silêncio? É porque é muito difícil ficar sozinho conosco mesmo, com os nossos pensamentos. Se por um lado, o silêncio sugere recolhimento e paz, para algumas pessoas pode lembrar solidão e medo, justamente porque o silêncio e a solidão, nos fazem olhar para nós mesmos.


O Silêncio está relacionado a muitas virtudes, como por exemplo:

- humildade (devemos calar diante de uma situação que poderíamos dar a nossa opinião, porque somos sempre tentados a nos mostrar espertos, inteligentes diante das outras pessoas, e isso é sinal de vaidade e orgulho);

- temperança, em especial a modéstia (a pessoa temperante e modesta é sempre mais silenciosa, fala nos momentos certos porque não gosta de chamar a atenção para si);

- sabedoria (há "tempo de falar e tempo de calar" diz o Livro do Eclesiastes 3,7, assim, é preciso saber o momento certo de falar, de dar a própria opinião, de fazer pergunta, de dar conselhos, etc.)

A Virgem Maria não comentou nada sobre a Anunciação a seus parentes, nem mesmo a São José:  “guardava estas coisas, conservando-as em seu coração” (Lc 2, 51). Os Evangelistas conservaram pouquíssima palavras dela. Isso porque DEUS esconde Seus mais preciosos tesouros!

Todos os grandes santos, místicos e doutores espirituais prescreveram o silêncio como um meio seguro para a santidade... O silêncio é necessário para escutarmos as moções do Espírito Santo e para recebermos e preservamos a graça. Vários deles deixaram frases ou escritos sobre o Silêncio; vejamos algumas:

São Maximiliano Maria Kolbe dizia: "Onde não há silêncio, falta a graça de Deus".

Santa Teresa d'Ávila"Na esperança e no silêncio está a minha fortaleza".

Santa Faustina é um santa que falou muito sobre o silêncio. Em seu Diário há diversas passagens sobre o assunto:


"A religiosa que não sabe calar-se, nunca atingirá a santidade" (Diário 118).

"Para ouvir a voz de Deus, é preciso ter o silêncio da alma e calar-se" (D. 118).

"Pode-se falar muito e não interromper o silêncio e, ao contrário, pode-se falar pouco e sempre romper o silêncio" (D. 118).

"Deus não Se comunica à alma tagarela... a alma tagarela é vazia interiormente" (D. 119).

"A alma tagarela nunca atingirá a santidade" (D. 477).

"A alma silenciosa é forte" (D. 477).

"Os lábios selados são como ouro fino e testemunham o silêncio interior" (D. 552).

"O silêncio é uma linguagem tão poderosa que atinge o trono de Deus" (D. 888).

"A paciência, oração e silêncio: eis o que fortalece a minha alma" (D. 944).

Santa Edith Stein: "Quanto mais se resiste no silêncio, menos se sente o mal."

Santa Elizabeth da Trindade: "A alma necessita de silêncio para concentrar-se na oração."

Santa Clara de Assis: "O silêncio é a linguagem de quem ama."

São Francisco de Assis: "Pregue o Evangelho em todo o tempo. Se necessário, use palavras."

São Francisco de Sales: "O bem não faz barulho, e o barulho não faz bem."

Santa Teresa de Calcutá: "Deus se manifesta no silêncio."

São João Paulo II: "Só no silêncio o ser humano consegue escutar no íntimo da consciência a voz de Deus, que verdadeiramente lhe faz feliz."

Padre José Carlos, eremita: "Se nossas palavras não são fruto do silêncio, podemos nos tornar incoerentes."

Provérbio árabe: "A palavra é prata. O silêncio é ouro."

Autor desconhecido: "Falar é próprio dos homens. Calar é próprio dos Anjos.
A palavra é do tempo. O silêncio da eternidade."

No livro "Imitação de Cristo" também tem várias passagens sobre o assunto:

"Quisera muitas vezes ter calado e não ter estado entre os homens... por que raramente voltamos ao silencio sem dano para a nossa consciência." (Imitação de Cristo)

"No silêncio e quietação aperfeiçoa-se a alma devota e penetra os segredos das Escrituras."  (Imitação de Cristo)


"No silêncio das criaturas, Deus fala ao coração"  (Imitação de Cristo)


"Quanto aproveita à alma, a graça conservada em silêncio"  (Imitação de Cristo)


"O falar muito dissipa o coração e este perde preciosidades contidas em seu interior" (F. Suárez, “La Virgen Nuestra Señora”).



Para se viver o silêncio de Maria, é preciso:
- Não criticar, não fazer comentários dos pecados ou defeitos dos outros (principalmente de sacerdotes);
- Fugir de conversas que não edificam;
- Não reclamar (muito menos murmurar ou xingar);
- Mortificar a curiosidade de perguntar algo sobre a vida dos outros;
- Refrear a vaidade de contar algo de si, ou de dar a opinião sobre algum assunto;
- Exercitar-se em não ligar a televisão, ou escutar música, quando estiver sozinho;
- Além disso, é imprescindível ter intimidade com a Mãe Santíssima, através da oração do Santo Rosário, novenas, Sacramentais. E isso é um exercício diário.


E para todos estes pontos, o exame de consciência, o propósito de mudança e o esforço diário contam muito!!!

No conhecido texto "O segredo de Maria", diz entre outras coisas:



"Trabalhe e reze.
Fique em silêncio, reze, ame e reze.
Escute e reze.
Não discuta, não queira ter razão: cale-se...
Quando você fala, Deus se cala".

21 de agosto é dia de Nossa Senhora do Silêncio. Relato da Aparição de Nossa Senhora, sob o Título de Nossa Senhora do Silêncio, na Irlanda. Clique aqui.


E dia 7 de maio é dia mundial do silêncio.



Oração à Virgem do Silêncio


"Santa Virgem Maria, modelo das almas contemplativas, ensinai-nos a guardar nosso recolhimento no meio das agitações da vida.

Preservai-nos tanto da febre da atividade excessiva, como dos retraimentos do egoismo.


Que jamais o ruído das coisas que passam nos faça esquecer a silenciosa Presença d'Aquele que mora em nós.


Que jamais a fascinação das coisas visíveis nos afaste o coração dos esplendores do mundo invisível.


Desenvolvei em nós o gosto do Silêncio, e ensinai-nos, a vosso exemplo, a fazer do nosso coração uma comunhão fiel com a vontade do Pai, para o humilde serviço de Jesus nas almas. Ámen.



Oração ao Santo Anjo do Silêncio


"Senhor e Deus, deixa que o Vosso Anjo do silêncio habite entre nós, a fim de que nos tornemos internamente silenciosos, de bom grado fiquemos em silêncio, de bom grado contemplemos a eternidade, a fim de que aprendamos a escutar, a observar Vossa palavra, e a encontrar-Vos em um amor silencioso, oferente e santo. Amen."