06 junho 2019

"Parabéns pra você"

Uma versão do "Parabéns pra você", para quem é Católico cantar nas Festinhas de Aniversário!

Parabéns pra você
nesta data querida
muitas felicidades
muitos anos de vida!*

Com imensa alegria
suplicamos ao Céus
proteção de Maria
e as bênçãos de Deus!

Que o teu Santo Anjo
te guarde noite e dia
e lhe traga do Céus
paz, saúde e alegria!**



** Os créditos da última estrofe são do nosso Blog: "Pequeno Apostolado".

* De acordo com "Eliana Homem de Mello Prado", neta de Bertha Homem de Mello, que é a autora da primeira estrofe da versão brasileira da popular canção, a maneira correta de cantar é: "Parabéns a você / nesta data querida / muita felicidade / muitos anos de vida."

01 junho 2019

A Eucaristia é uma Pessoa!

No Evangelho de São João há uma das mais belas passagens da Sagrada Escritura, quando Jesus começa a preparar os Seus discípulos para que eles compreendam e creiam no Mistério da Eucaristia. Após multiplicar os pães e realizar tantos outros sinais (milagres) que ultrapassavam extraordinariamente a lógica e a possibilidade natural dos elementos, Jesus começa um discurso que gera muita polêmica: ele começa a dizer que é o Pão da Vida, que desceu do Céu, que quem d'Ele comer viverá eternamente... E aprofundando nessa revelação, diz: “o Pão, que Eu hei de dar, é a Minha Carne para a salvação do mundo. A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a Sua Carne?” (Jo 6,22ss.51-52).

Nesse momento Jesus poderia ter explicado: ‘Não! Vocês não compreenderam. Não vos digo que darei Minha Carne em alimento, mas que darei um alimento que será um símbolo da Minha presença, e que representará Minha Carne. Mas, ao contrário, Ele continuou afirmando: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a Carne do Filho do Homem, e não beberdes o Seu Sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia.” Depois ainda afirmou resolutamente: “Pois a Minha Carne é verdadeiramente uma comida e o Meu Sangue, verdadeiramente uma bebida” (Jo 6,53-55).

As pessoas ao redor ficaram escandalizadas, pensando que se tratava de canibalismo, costume de algumas religiões pagãs: “Muitos dos seus discípulos, ouvindo-O, disseram: Isto é muito duro! Quem o pode admitir? Sabendo Jesus que os discípulos murmuravam por isso, perguntou-lhes: Isso vos escandaliza? O espírito é que vivifica, a carne de nada serve. As palavras que vos tenho dito são espírito e vida.” (Jo 6,60-63). Ou seja, Jesus não estava falando de canibalismo, mas também não falava em parábolas, como costumava fazer em outras ocasiões, Ele tentava explicar-lhes algo que, apesar de não ser simbólico, ultrapassava milagrosamente as possibilidades naturais dos elementos. E é impressionante ver as consequências desse discurso de Jesus. "Desde então, muitos dos Seus discípulos se retiraram e já não andavam com Ele."

Se Jesus estivesse falando em sentido simbólico, com certeza, explicaria melhor, para que os discípulos não O deixassem, mas Ele ainda perguntou aos Doze: “Quereis vós também retirar-vos?” E Simão Pedro proclamou o que nós ainda hoje, mais de dois mil anos depois repetimos: “Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus!” (Jo 6, 66-69). Sim, só Deus pode fazer algo assim, que só a fé e o amor explicam. Jesus queria nos salvar por inteiro, e para isso, queria entrar em comunhão perfeita conosco e elevar-nos dando-nos dignidade de filhos de Deus. E para isso, fez-Se nosso alimento.

Mas, como Ele poderia fazer-Se nosso alimento sem recorrer às práticas canibalescas de cultos pagãos?

E como poderia fazê-lo não somente naquela época, mas durante todos os séculos até o fim do mundo?

A resposta é simples: Fazendo um milagre e criando a Eucaristia, assim, sendo nosso alimento, Ele poderia entrar em verdadeira comunhão conosco, e instituindo o Sacerdócio, criaria a possibilidade para que isso fosse perpetuado no decorrer dos séculos até a Sua volta.

Aquele que transformou a água em vinho, multiplicou pães, etc., não seria capaz de transformar um pão n'Ele mesmo?! Mas porque algo que é tão obvio e claro, se torna causa de dúvida, de escândalo, ou de crítica para tantas pessoas? Porque só pela humildade, amor e fé, é possível compreender isso, pois da humildade germina o verdadeiro amor, e deste, brota solidamente a fé.

Interessante analisar que foi a partir desse momento que o Evangelho afirma o início da perda de fé de Judas Iscariotes. Ele não buscava a salvação em Jesus, mas a libertação dos opressores desta terra.

Jesus declarou: “Mas há alguns entre vós que não creem... Pois desde o princípio Jesus sabia quais eram os que não criam e quem O havia de trair.” (Jo 6,64).

O que dizer então dos hereges e apóstatas que protestam ou deturpam a Verdade da Fé?! Isso é muito sério! “Não vos escolhi eu todos os doze? Contudo, um de vós é um demônio!... Ele se referia a Judas, filho de Simão Iscariotes, porque era quem O havia de entregar não obstante ser um dos Doze.” (Jo 6,70-71).

Mas a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, sempre afirmou que a Eucaristia não é um símbolo, mas é uma Pessoa! E uma Pessoa Divina! E comungando a Eucaristia recebemos, milagrosamente, o próprio Corpo, Sangue, Alma e Divindade de nosso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado, que está sentado à direita do Pai.

Se a Eucaristia fosse símbolo, não seria causa de condenação para os sacrílegos, como afirma São Paulo, que após narrar o episódio da Última Ceia, declara abertamente: “Todo aquele que comer o Pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do Corpo e do Sangue do Senhor... Aquele que come e bebe sem distinguir o Corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação... Esta é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos. Se nos examinássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.” (I Cor 11, 27-31).

Dessa forma, cremos que a Eucaristia não é um símbolo, um pão (comum) de igualdade, para reunir os que querem entrar na luta do povo, para ter a posse desta terra, deste chão - dizeres que infelizmente, muito infelizmente mesmo, escutamos em algumas músicas contaminadas pela Teologia da Libertação em nossas Paróquias e Comunidades. Mas... a Eucaristia é enfim, um Alimento Sagrado e Salvífico, para os fiéis batizados, e que estejam em estado de graça, que buscam a santidade, e esperam receber de Deus a posse da verdadeira terra, a pátria celeste.

E São Paulo conclui: “Se alguém tem fome, coma em casa. Assim vossas reuniões não vos atrairão a condenação.” (I Cor 11,34). Vemos claramente aqui que São Paulo fazia sim uma grande distinção entre uma refeição comum e a Celebração Eucarística. A Eucaristia, não é um simples banquete fraterno, partilhado ao redor de uma mesa, para sanar a fome dos pobres, economicamente falando, mas uma celebração espiritual, uma refeição espiritual, a renovação do «mesmo e único» Sacrifício da Cruz, sob as espécies de pão e vinho, como na Última Ceia, agora atualizado em nossos Altares de maneira incruenta, para sanar a fome - das almas, dos pobres - em espírito.

Assim, todas as vezes que entrarmos em uma Igreja, em uma Capela, onde tem a Santíssima Eucaristia, façamos uma genuflexão e adoremos o Senhor (só quem não pode ajoelhar, por motivo de saúde ou deficiência física, está dispensado da genuflexão), pois não estamos diante de um Símbolo, mas diante de uma Pessoa, de Deus mesmo, diante do Qual, os  Santos Anjos e Santos no Céu estão prostrados em sublime, feliz e amorosa adoração.

31 maio 2019

Oração da Mansidão

"Senhor, dai-me paciência, bondade, mansidão!
Dai-me paciência em tudo, com todos e comigo mesmo.
Dai-me bom senso, retidão, sabedoria!

Senhor, fazei que eu compreenda cada vez melhor,
o poder da mansidão.
Que me lembre sempre
que a mansidão é a chave
que abre as portas de todos os corações!

Por isso, Jesus neste momento,
lembrando-me de Vossas palavras:
"Aprendei de Mim que Sou Manso
e Humilde de coração!"...
Lembrando-me dessas palavras,
humildemente eu Vos peço:
"Jesus, manso e humilde de coração,
fazei o meu coração semelhante ao Vosso!"

    Senhor, dai-me o Vosso amor e a Vossa Graça!
E dai-me principalmente,
a perseverança no Vosso amor e na Vossa Graça!
E não permitais que eu me separe de Vós!!!

    Pai do Céu dai-me por Jesus Cristo, O Espírito Santo!
    Virgem Maria, Mãe de Jesus, fazei-nos santos! Amém!"



Pe. Nazareth Magalhães, CSsR
(*1925 +2016)

04 maio 2019

Quem você quer ter por Mãe?

A devoção a Nossa Senhora, não é alguma coisa dispensável na ordem presente da Providência e de nossa Redenção. A encarnação do Verbo e nossa Salvação constituem mistérios altíssimos decretados por Deus, segundo o conselho imperscrutável de sua Sabedoria. A nós cabe, pia e sobriamente, estudá-los em sua divina realidade, tal como Deus os quis realizar. Ora, as luzes da Revelação nos apontam a Economia de nossa Redenção como uma divina resposta de Deus ao desafio do demônio que nos quis perder. E coo nossa ruína foi causada por um homem e uma mulher, Deus predestinou um Homem e uma Mulher para a nossa restauração.

Na tentação e na queda, há um anjo de trevas, uma mulher que acredita na sedução, um homem que desobedece a Deus e perde o gênero humano. Na Redenção, há um Anjo de luz na Anunciação, uma Mulher que crê na palavra do Mensageiro celeste e um Homem que obedece até a morte de Cruz e salva a todos os homens.

Se, pois, a perda do gênero humano, que se devia consumar em Adão, começou em Eva, também a Redenção que Jesus operaria, teve início em Nossa Senhora. Aqui, teve Maria para nosso bem, o mesmo lugar que Eva para nosso mal. Mas Ela foi melhor Mãe nossa, pois que nos dispôs para a Vida, ao passo que nossa infeliz primeira mãe, nos gerou para a morte. Assim, Maria foi colocada pelo Mesmo Deus como “uma peça necessária no esquema divino da Encarnação e da Redenção”.

Mãe de Jesus, Ela é também Mãe nossa. Jesus Cristo é a cabeça do Corpo Místico. Mas, se Jesus, Cabeça dos homens, nela nasceu, os predestinados, membros dessa Cabeça, devem também nascer nela, por consequência necessária. Uma mesma mãe não gera a Cabeça sem os membros, os membros sem a cabeça, pois do contrário seria um monstro da natureza. Assim também, na ordem da graça, a Cabeça e os membros nascem de uma mesma Mãe. A Maternidade Divina de Maria, portanto, com relação a Jesus, tem como resultado a sua Maternidade na ordem espiritual com relação a nós.

Assim como Eva, porém colaborou livre e conscientemente em nossa perda, assim Maria livre e voluntariamente aceitou ser nossa restauradora, dando-nos Jesus, e recebendo-nos, por filhos, sobretudo mediante as suas dores e lágrimas. Pois, se Eva, por um gozo ilícito, foi mãe de filhos pecadores, Maria, por seus sofrimentos, se constituiu Mãe de filhos justificados.

Ainda. Impossível a transmissão do pecado original sem o intermédio de nossa desventurada mãe Eva. Assim também, impossível a aplicação dos méritos de Jesus Redentor sem a mediação de nossa bem-aventurada Mãe Maria.


Esta é a vontade de Deus. Foi por Maria que Jesus veio a nós. E é por nossa Senhora que Ele quer que voltemos a Ele.

No Calvário, Jesus ratificou a Maternidade Espiritual de Maria, dando-a por nossa Mãe, na pessoa e no coração de João Evangelista, que era ali, a Igreja de Cristo.

Nossa vida espiritual, oriunda de Jesus Redentor, mediante Maria nossa Mãe Bendita, encontra dificuldades e tropeços, sobretudo movidos pelo inimigo, homicida desde o princípio. Não tememos, porém. Ainda aqui, Maria se opõe vitoriosamente a Eva. Ainda aqui Deus vence satã na mesma ordem que ele nos perdera: Eva foi amiga da serpente, sócia da tentação ao primeiro chefe da humanidade. Maria foi constituída por Deus a inimiga do tentador, de uma inimizade sem quartel e sem tréguas, que a iria tornar funestíssima ao demônio e sua nefanda progênie: Porei inimizade entre ti e a Mulher, entre a tua descendência e a dela (Gen 3,15). E assim, sócia de Jesus Redentor, para nossa reparação e nosso retorno a Deus.

Por isso, satanás quer eliminar a devoção de Maria dos corações fieis, sob mil pretextos especiosos, que não resistem, entretanto, à clara evidência do lugar necessário de Maria em nossa vida espiritual. “O culto a Nossa Senhora é nota da verdadeira religião cristã. Onde não há esse culto, aí, também não há a genuína religião de Jesus Cristo: esta supõe uma ordem de estreita união entre a Mulher bendita e a sua divina Progênie, porquanto esta foi a disposição da Providência de Deus para restaurar nossa ruína”.

(Do livro: Consagração a Nossa Senhora – Dom Antônio Maria Alves de Siqueira)

21 abril 2019

Ressuscitou Verdadeiramente! Aleluia! Aleluia!


Sequência da Páscoa

Cantai, cristãos, afinal
Salve ó vítima pascal!
Cordeiro inocente, o Cristo
Abriu-nos do Pai o aprisco

Por toda ovelha imolado
Do mundo lava o pecado
Duelam forte e mais forte
É a vida que vence a morte

O Rei da vida, cativo
Foi morto, mas reina vivo!
Responde, pois, ó Maria
No teu caminho o que havia?

Vi Cristo ressuscitado
O túmulo abandonado
Os Anjos da cor do Sol
Dobrado ao chão o lençol

O Cristo que leva aos céus
Caminha à frente dos seus!
Ressuscitou, de verdade!
Ó Cristo Rei, piedade!




Sequentia Paschalis

Victimae Paschali laudes
Immolent christiani.

Agnus redemit oves:
Christus innocens Patri
Reconciliavit peccatores.

Mors et vita duello
Conflixere mirando:

Dux vitae mortuus,
Regnat vivus.

Dic nobis Maria,
Quid vidisti in via?

Sepulcrum Christi viventis,
Et gloriam vidi resurgentis:

Angelicos testes,
Sudarium, et vestes.

Surrexit Christus spes mea:
Praecedet suos in Galilaeam.

Scimus Christum surrexisse
A mortuis vere:
Tu nobis, victor Rex, miserere.

Amen. Alleluia.