04 agosto 2020

São João-Maria Vianney em fotos


Ps.: Algumas destas fotos, e o texto delas, capturei em uma Novena virtual do whatsapp, de uns jovens de Cuiabá-MT (Brasil).

Na entrada da cidade de Ars, na França, encontra-se uma imagem de São João-Maria Vianney  junto com um pequeno pastor; mostrando o santo apontando para o Céu. Este monumento faz memória a um bonito episódio na vida do santo. Conta a tradição que chegando próximo a Ars, sem ainda conhecer direito o caminho, encontrou um pequeno pastor e lhe pediu informações. Ao garoto que lhe ajudara ele respondeu: "Me mostraste o caminho de Ars e eu te mostrarei o caminho do céu". Este menino, chamava Antonio Grive, e foi o primeiro paroquiano a morrer depois de São João Maria Vianney; que assim lhe mostrou o caminho do céu.


Esta é a capela da "providência" de Ars, um lar que São João-Maria criou para as meninas órfãs da região. Todos os dias nesta Capela, durante 20 anos, às 11 horas da manhã, ele ensinava o Catecismo ao povo, e aos peregrinos!

Este era o confessionário que ficava na Sacristia de São João-Maria Vianney, ali ele atendia os homens casados que precisavam de conselhos mais firmes!


No coração desta imagem, São João-Maria Vianney escreveu o nome de todas as famílias da aldeia de Ars, consagrando todas elas à Imaculada Conceição da Virgem Maria.


A fama de santidade e dons místicos de São João-Maria Vianney percorreu a Europa, e o local tornou-se um Centro de Peregrinações. Muitos acorriam à paróquia de Ars para ver o padre santo e confessar-se com ele; e para isto esperavam horas ou dias inteiros. Conta-se que entre os inúmeros penitentes, esteve um médico de Paris que, voltando à sua cidade, testemunhou a seus amigos: "Eu vi DEUS em um homem!"

Portão da Casa de São João-Maria Vianney
Entrada da Casa de São João-Maria Vianney

Esta é a cozinha onde o Cura de Ars preparava suas modestíssimas refeições, e onde conversava com os Padres visitantes que se hospedavam com ele.


Interior do quarto de São João-Maria Vianney

Vista da cidade de Ars com a atual Basílica
Túmulo do Santo dentro da Basílica

Corpo incorrupto do Santo, recoberto de cera,
preservado no Relicário


O Cura de Ars, faleceu em 4 de agosto de 1859, aos 73 anos. Os paroquianos e milhares de peregrinos desfilaram diante de seu corpo, durante 48 horas, sem interrupção. 





Rara foto do santo preservada

24 julho 2020

Sobre Dom Henrique Soares da Costa

Quero partilhar aqui um texto que recebi por whatsapp, escrito pelo Padre Marcelo Tenório, sobre Dom Henrique Soares da Costa, falecido neste último sábado, 18 de julho de 2020; hoje 7º dia de seu falecimento. Este belíssimo texto, expressa o sentimento do coração de tantos brasileiros, que clamaram no dia de seu falecimento: #SantoSubito

Fiel à Doutrina da Santa Igreja e verdadeiro Pastor no meio de seu rebanho

O CHORO PELO BISPO ALHEIO

Esses dias o Brasil católico parou para chorar um bispo.
Mas bispos morrem sempre!
Mas que choro é esse, então?
Que avalanche de comoção invadiu as mídias, invadindo também a alma da gente?!

Mas bispos morrem sempre! Padres, também...

Conheço bem, os bispos. Morava na frente do Palácio dos bispos, prédio imponente, na larga avenida de Santo Antônio.

Não morava na avenida, morava ao lado, numa travessa que unia rua do Recife e Avenida Santo Antônio, que todos insistiam em falar  “beco do Bispo”. Esse beco, até que existia, mas atrás do Palácio.

Minha família conhecia bem os bispos! E viram bispos morrerem.

Eram as minhas tias que, com suas amigas, arrumavam o palácio e o quarto episcopal, na chegada do novo bispo. O novo brasão, meu irmão mais velho pintava, para ser posto na sacada do primeiro andar.

Bispo eloquente, nobre, fidalgo,
como Dom Mário de Miranda Vilas Boas,
Bispo sisudo, gordo e diabético, como Dom Juvêncio Brito... até bispo mártir, que derramou seu sangue, caindo para morte, após levar três tiros de um padre, desabando na capela do Palácio, aos pés do Santíssimo, como Dom Expedito... Dom Adelino, Dom Milton.... e tantos demais: uns conheci de perto, outros por minha família.

Conheci bispos e não chorei por nenhum deles. Não por desafeto. Uns porque não os conheci, outros, porque não chorei, mesmo.

Hoje vejo todos chorando o bispo alheio. Comoção, lamentos, lágrimas e pedido de beatificação, com petição aberta pela internet, numa versão avançada do Sensus Fidei.

Devo entender o porquê de tudo isso. De como um bispo de uma diocese simples,  tornou-se gigante dessa forma?

Isso me lembra a indagação que Jesus fez aos que foram até João:

“O que fostes ver no deserto?”

E em Palmares, o que fomos ver?
O que foi visto por lá?
Um simples bispo sendo bispo.
Apenas isso.
Vivendo apaixonado por sua diocese, e pelo seu rebanho. Com os pés no chão e olhos abertos para Deus.

Onde estava o bispo? Onde o povo estava!

Eis o bispo - e aqui caia a demagogia etéria de que batina afasta o povo - no meio do povo estava o bispo: ora na feira, cantando os “benditos” do Juazeiro com os simples.  E como cantava!

“Aí que caminho tão longo,
Cheio de pó e areia,
Valei-me meu padi Ciço
E a Mãe de Deus das Candeias!”

Ora ensinado a doutrina, de forma tranquila, com sua habilidade teológica!

Estava no meio do povo.
Numa das cheias, em Palmares, no meio da lama, está lá o bispo de desobrigas, botas e solidéu, só-para-Deus, que mais parecia a tampa do queijo-do-reino, na lama com suas ovelhas enlameadas!

O cheiro de ovelha não se pega longe delas.
(Temos que aprender isso, todos nós, os eclesiásticos!)

Não esperava, ele mesmo ia.

O povo se sentiu amado pelo bispo.

Não havia o modismo de “igreja em saída”, porque nunca se trancafiou: nem como padre, nem como bispo...

De Palmares, atingiu o Brasil inteiro pela simplicidade, sem perder a dignidade,
Pela clareza, sem perder a ciência. Falava verdades e acreditava nelas...

O povo sabe quando um pastor acredita no que fala!

E aqui está o segredo entre um circo cheio e uma igreja vazia. O primeiro fala mentiras e acredita nelas; a segunda fala verdades que nem ela mesma acredita!

Dom Henrique acreditava e falava!
E aqui estava seu segredo mais caro.
Não tinha vocação para cargos, nem tão pouco brilhava em seus olhos a fome de carreira a galgar.

Queria levar Jesus às almas e as almas à Jesus. Somente.

E o povo carente das verdades da fé, sucumbindo nas trevas dos achismos ideológicos e dos teologismos, foi atrás da água mais pura.

E agora chora a secura que se avizinha?!

Não adianta prender o povo, mandar no povo, engavetar o povo. Ele termina sempre indo. Ou estamos com ele, ou ficamos, sozinhos.

E Deus fala, também no povo!

Mas não nos parece um erro, essa exclusividade excludente?

Essa predileção do povo por um, entre outros?

O grande segredo de um pastor, não é ter o "cheiro das ovelhas", isso não é difícil de fazer, até politico sai das feiras com o cheiro do povo, para se desinfetar, depois, em seus lavabos. O bom pastor, com cheiro de ovelhas, deixa sempre nas ovelhas o cheiro do pastor. E aqui, precisamente aqui, encontra-se o segredo de Dom Henrique: deixava no povo o cheiro, o perfume, o suave odor de seu episcopado!

Aqui o segredo que atraia gente de todo canto, de todas as partes, de todos os lados. E nós, os eclesiásticos, com humildade aprendamos a deixar em nossas ovelhas o cheiro do pastor e assim seremos também amados, lembrados e...talvez, chorados, porque terá valido a pena ter estado aqui!

Chorai. Sinos de Palmares, chorai,
porque morto é o bispo, mas o perfume do seu episcopado continua por aí, nas ovelhas daí e de outros prados...

Pe. Marcelo Tenorio
21 de julho, 2020.

19 junho 2020

Médicos afirmam que é mais seguro receber a Comunhão na boca e de joelhos


Transcrevemos aqui uma Tradução livre, de um artigo do site: El pan de los pobres

O título da Reportagem é: "Médicos Austríacos asseguram que é mais seguro receber a Comunhão na boca e de joelhos". Sim, eles também afirmaram "de joelhos"... saiba por quê no artigo abaixo:

"Na Áustria, um grupo de 21 médicos católicos apelou à Conferência Episcopal do país para suspender a proibição de fato da Comunhão na boca, que foi emitida há algumas semanas  devido à epidemia de coronavírus. Em uma carta, os médicos lembram que na Itália o  professor Filippo Maria Boscia, presidente da Associação de Médicos Católicos da Itália, fez uma declaração clara sobre esse assunto em maio:

“Como médico,  estou convencido de que a Comunhão das mãos é menos higiênica e, portanto, menos segura  que a Comunhão na boca. O certo é que as mãos são as partes do corpo mais expostas a patógenos.
Os médicos austríacos concordam com essa avaliação e lembram que faz parte do Rito Tradicional o padre lavar as mãos na Sacristia imediatamente antes do início da Santa Missa.
"Somente ele toca o cálice e a âmbula. Após a Consagração, ele mantém o polegar e o indicador (que ele ritualmente lavou novamente com água) unidos, até na Comunhão, para que ele não toque em nada com eles, exceto na Hóstia Consagrada.
Os padres que celebram o Rito Tradicional têm experiência na administração da Comunhão na boca, e praticamente nunca tiveram contato com a boca do comungante.
No entanto, se isso acontecer, o sacerdote será responsável e, levando em conta a situação atual, interromperá a entrega da Comunhão e purificará a mão".
Os médicos também apontam que quando a pessoa que recebe a Comunhão está de joelhos, há pouco risco de infecção por gotículas, já que a pessoa que recebe a comunhão está ajoelhada, enquanto o padre está de pé.
"Neste procedimento estritamente regulamentado, portanto, há  menos risco de infecção do que quando a comunhão de mãos é administrada  (o doador e o receptor estão no mesmo nível, portanto, o risco de infecção por gotículas é maior, as mãos das receptor já tocou em muitos outros objetos, etc.)"
Os médicos também recordam uma carta da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos de 3 de abril de 1985:
"A Sé Apostólica adere à maneira Tradicional de administrar a Comunhão em toda a Igreja ...  A mesma Congregação afirmou em 2009 que os fiéis sempre têm o direito de receber a Comunhão na boca e que não é permitido rejeitá-la. Sem exceções mencionadas aqui (como uma pandemia) »
Segundo médicos católicos, o decreto da Conferência Episcopal Austríaca de maio deste ano leva muitos padres e fiéis a um sério conflito de consciência:
“De acordo com as normas atuais da Igreja, a Comunhão na mão continua a ser feita com base em um indulto, enquanto a Comunhão na boca continua a ser a maneira habitual de receber a comunhão.
Os fiéis que têm uma preocupação séria e importante em receber a comunhão na boca  (e muitos fiéis que celebram a Santa Missa de acordo com o Novus Ordo também são afetados aqui) e, portanto, só seguem as regras da Igreja quando respeito, eles  ainda estão excluídos de receber a comunhão, que é um sério prejuízo para eles."
É por isso que este grupo de médicos apela aos membros da Conferência Episcopal para corrigir esta ordenança e permitir a Comunhão na boca novamente, para que todos os católicos tenham a oportunidade de receber o Santíssimo Corpo do Senhor:
“Não consideramos justificável excluí-los por razões de higiene. Agradecemos desde já a gentileza de lidar com nosso importante pedido".
O texto acima foi uma tradução livre. O texto original pode ser encontrado neste link.
Queremos dar uma sugestão aos Sacerdotes que encontram dificuldades para a distribuição da Sagrada Comunhão em suas Paróquias, devido à divisão de opiniões dos fiéis.
Formem dois tipos de filas: fila para as pessoas que querem comungar na boca, e fila para as pessoas que querem comungar na mão. Assim, as pessoas serão livres para escolher, e terão responsabilidades próprias de suas escolhas.

É claro que o ideal, o correto, é somente a Comunhão na boca, mas devido a esta Pandemia, muitos aproveitam para impor a Comunhão somente na mão... e esta sugestão (das duas filas) seria a melhor solução para as pessoas que querem receber a Eucaristia na boca.

E para concluir, gostaria de deixar uma frase para reflexão: "Pobre daqueles que se preocupam mais com a saúde do corpo do que com a saúde da alma!"



28 maio 2020

Efeitos admiráveis da Comunhão Espiritual

"Tradução livre" de uma Homilia (original em italiano) do Padre Giorgio Maria Faré, OCD.



Para quem quiser escutar o áudio original, pode fazê-lo neste link: https://www.youtube.com/watch?v=L72DRU4gXCI



* * *
Do Evangelho segundo João (Jo 6,53-59):

"Naquele tempo,  os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne?  Então JESUS lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a Carne do Filho do Homem, e não beberdes o Seu Sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue tem a vida eterna; e EU o ressuscitarei no último dia. Pois a Minha Carne é verdadeiramente uma comida e o Meu Sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue permanece em Mim e EU nele. Assim como o PAI que Me enviou vive, e EU vivo pelo PAI, assim também aquele que comer a Minha Carne viverá por Mim. Este é o Pão que desceu do Céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come d'Este Pão viverá eternamente. Tal foi o ensinamento de JESUS na sinagoga de Cafarnaum."
- Palavra do Senhor.
(voz dos fiéis) Louvor a Vós, ó Cristo!
- Seja louvado JESUS Cristo!
(voz dos fiéis) Para sempre seja louvado!

P. Giorgio Maria Faré, OCD
Prossigamos sobre o que falávamos outro dia, referente à importante prática da 'Comunhão espiritual'. E vamos ver desta 'Comunhão espiritual', que frutos produz na alma.

O Concílio de Trento falando do uso admirável do Sacramento da Eucaristia diz assim: "Muitos a recebem espiritualmente, e são aqueles que "comendo" com desejo este Pão Celeste que então é ofertado, provam o fruto e a utilidade deste Sacramento."

E o quanto é preciosa a Comunhão Espiritual, disse o próprio JESUS à Santa Catarina de Siena, Doutora da Igreja, em uma visão. A santa temia que a Comunhão Espiritual não tinha valor em relação à Comunhão Sacramental. JESUS, então, apareceu a ela com com dois cálices na mão e lhe disse: "Neste cálice de ouro coloco as tuas Comunhões Sacramentais, e neste cálice de prata coloco as tuas Comunhões espirituais. Estes dois cálices Me são muito agradáveis."

Qual então é o efeito da Comunhão Espiritual? Por que é assim importante? Por que é assim tão agradável à JESUS?

O primeiro efeito é de aumentar a nossa união com a Humanidade e a Divindade de JESUSE o segundo efeito é o de ver o fervor reanimado.

O Santo Cura d'Ars escreve: "A Comunhão espiritual é para a alma como um sopro num fogo coberto de cinzas, prestes a apagar-se" [sentido da frase: "A Comunhão espiritual é para a alma como o sopro num fogo que está começando a se apagar, mas que ainda tem várias brasas acesas; nós sopramos e o fogo se reacende."]

Quando sentimos que o amor de Deus se esfria (em nós), corramos rapidamente à Comunhão espiritual.

O segundo [na verdade, terceiro] efeito é aquele do "recolhimento". É um meio muito eficaz para nos prevenir contra a dissipação, contra a negligência, contra a divagação da mente e da fantasia.

Que habituemos ter os nossos olhos fixos em JESUS, a conservar com Ele uma doce e constante intimidade, a viver com Ele uma contínua união de coração.

A Comunhão Espiritual nos separa de tudo aquilo que é puramente sensível e terreno, nos faz desprezar a vaidade que passa e os prazeres do mundo que duram pouco.

Santo Agostinho escreve: Esse é o pão do coração. É a cura do coração, se pela Comunhão Espiritual, em nosso coração, tudo isso que é impuro e imperfeito, o transforma e une estreitamente ao Coração de Jesus - Este conceito é expresso muito bem em uma carta de Santa Terezinha à Celina, que talvez um dia transcreverei - Isso torna a nossa relação com JESUS mais terna, mais familiar. Nos dá, por uma devoção mais ardente, mais profunda. Nós podemos provar melhor a suavidade, a doçura da Sua presença.

E a coisa mais importante: é que você a pode fazer em toda parte: no metrô, no trabalho, em casa enquanto passas a roupa. Em toda parte! Em toda parte podes fazer a Comunhão espiritual; não há necessidade de ir à Igreja. Esta é a grandeza, a beleza desta prática.

E no retiro que faremos em junho, de 21 a 24 - este retiro centrado, precisamente sobre a vocação, a vocação à santidade - este retiro que faremos será precisamente um retiro que terá como centro, como aprender a Comunhão espiritual. Aprender a fazer ao longo do dia muitas vezes a Comunhão espiritual. Será um retiro Eucaristicamente centrado, todo impregnado sobre a Eucaristia.

Santa Ângela de Foligno escreve assim: "Quando faço o sinal da Cruz, levando a mão ao coração e dizendo: Em Nome do PAI e do FILHO... provo um vivo amor e uma grande doçura porque sinto que JESUS está ali."

Este é o ponto central! A Comunhão espiritual coloca JESUS lá! Isto é, no interior do nosso coração, em uma morada permanente e adorável; como deve ser o nosso coração!

Terceiro. A Comunhão espiritual produz, como efeito, de cancelar os pecados veniais e lhe faz arrepender do seu pecado. Não é pouca coisa, é?

As almas piedosas que a praticam frequentemente bem serão isentas das chamas do Purgatório. Cada pecado comporta uma pena, que não é removida com a confissão. A confissão tira a culpa do pecado, mas não as penas.

De fato, nosso Senhor dizia a Santa Gertrudes que cada vez que alguém olhasse com devoção a Hóstia Santa aumentaria sua felicidade eterna e a si prepararia para o Céu tantas diferentes delícias na medida que tivesse multiplicado aqui os olhares de amor, e o desejo pela Eucaristia.

A Comunhão Espiritual aumenta-nos cada dia este desejo de receber JESUS, nos impele à Comunhão Sacramental, nos impede de negligenciá-la por culpa nossa. Torna mais frequente, e nos dispõe a recebê-la melhor e traz mais frutos.

São Leonardo de Porto Maurício escreveu assim: "se você pratica o santo exercício da Comunhão Espiritual várias vezes por dia, eu lhe dou um mês para ver seu coração todo mudado."

E nosso coração não muda, e dizemos sempre os mesmos pecados e estamos sempre no mesmo lugar, sabe por quê? Porque a Eucaristia não é o centro da nossa vida, nos iludimos que seja, mas não é.

Talvez nem em um homem que a faz [a Comunhão Espiritual] todos os dias, não faz nada.

Mas se a Eucaristia não é o centro da minha vida, o meu coração não muda. Se basta um mês de Comunhão Espiritual bem feita para mudar o coração, imagine a Comunhão Sacramental o que realmente acontecer! Mas não acontece nada! Não acontece porque não há fé suficiente.

A Comunhão Espiritual, já diziam os santos, é a melhor preparação para a Comunhão Sacramental... e como eu disse, é uma grande ajuda para os defuntos que estão no Purgatório. 

Santa Margarida Maria recomendava a Comunhão Espiritual em sufrágio das almas do Purgatório. "Você aliviará - escreve - muito aquelas pobres almas aflitas, oferecendo-lhe a Comunhão Espiritual, para reparar o mau uso que fizeram da Comunhão Sacramental."

Pois ao morrer lhe contavam os benefícios da Comunhão Sacramental... de toda a Comunhão que temos recebido, todas ... como A temos recebido, com que ânimo, com que espírito, com que recolhimento, com que preparação, com que estado de graça, todas!

"Porque quem come a Minha Carne, bebe Meu sangue..." por isso não esquecemos esta expressão!

A Venerável "Giovanna Maria della Croce" escreveu assim: "que Deus com este meio nos cumula frequentemente - pensais que coisa, eim! - com graças idênticas da Comunhão Sacramental".

E Santa Gertrudes acrescenta: "Às vezes de Graça ainda maior, pois embora a Comunhão Sacramental seja por si mesma de uma maior eficácia, todavia o fervor do desejo (de Comungar) pode compensar a diferença."

Portanto, mesmo que eu não possa ir à igreja, através da Comunhão Espiritual, posso obter ainda mais! O que importa é o desejo e o fervor.

Então, quando fazer a Comunhão Espiritual? Todas as vezes que não vamos à Igreja, ou que assistindo a Missa não podemos fazer a Comunhão Sacramental, pois sabemos que nós podemos receber, em um dia, no máximo duas Comunhões Sacramentais.

Na igreja posso ir centenas de vezes, e centenas de vezes posso fazer a Comunhão Espiritual!

Você faria a Comunhão Espiritual - de acordo com o costume de Santo Afonso Maria de Ligório - no início e no final da visita ao Santíssimo Sacramento. E ele escreveu duas belíssimas orações, uma para Jesus Eucarístico e uma para Santa Maria, a Virgem Maria, no início e no final da visita ao Sacramento.

Então, de manhã, logo ao acordar, escute: que coisa dizia Jesus à Santa Matilde: acordando-te, deves suspirar por Mim com todo o teu coração. Deseja-Me com um suspiro de amor, e Eu virei até você, trabalharei em você, e sofrerei em você, todos os teus sofrimentos.

Pense que belo! Acordar com a ideia, com o desejo da Comunhão Espiritual... e então, aprendamos fazê-la depois da oração, depois da meditação, depois da leitura espiritual. Antes e depois da recitação do Rosário. À noite, antes de dormir. Podemos fazer Comunhão Espiritual quantas vezes quisermos; até cem vezes!

Não importa o tempo, o que importa é o ardor, a veemência do desejo, a fome e a sede da alma, o lançar-se de coração.

E irei concluir - enquanto falamos... no Evangelho... ouvimos da Eucaristia... a importância do Corpo de Cristo... o que aconteceu um dia com São Carlos Borromeu.

São Carlos Borromeu, enquanto distribuía a Comunhão, inadvertidamente caiu de sua mão, uma Sagrada Partícula por terra... - Hoje prática generalizada... Não se usa mais a Patena, e então as Hóstias caem por terra, assim, como se fossem [qualquer coisa]

O santo, São Carlos, se considerou culpado de grave irreverência a JESUS... Ele, eim! E ele sofreu tanto que por quatro dias não teve coragem de Celebrar a Missa, e se impôs por penitência oito dias de jejum total.

Quando nós morrermos - antes de pensar de ver Deus, de chegar diante de Deus... Não! não!... antes de pensar em juízo de Deus... não é isso, mas... Imaginemos... antes de pensar tudo isso... Nós devemos pensar que ir ao Paraíso é querer estar com esta gente aqui, eim! Nisto devemos pensar sempre... Não é que não digamos... Sim, mas o Senhor perdoa tudo, sim sim, tudo bem, mas... Você pensa que no Céu estará para sempre com esta gente aqui! ... Com um São Carlos Borromeu que fez oito dias de jejum porque caiu uma Hóstia por terra! Que não rezou Missa por quatro dias por este fato aqui!

Não nos esqueçamos jamais! Porque não são estas pessoas aqui, estes santos, que vamos conversar?! De que coisa falaremos?! Que coisa partilharemos? Que coisa poderíamos levar adiante de nós, pedindo... como eu, como você?!

Peçamos ao Senhor a graça de viver seriamente a nossa vida de fé, e de não esquecermos que a companhia dos Bem-aventurados, é uma companhia de outro nível... Que ... ou você está em outro nível, ou apenas em companhia.

Que coisa você faz para ser como um mártir... e aqueles que deram o sangue por JESUS Eucarístico?!

Louvado seja nosso Senhor JESUS Cristo!


* * *
Peço por caridade que se alguém, escutando o áudio original, perceber que alguma parte desta tradução está errada, favor enviar uma mensagem no Contato do Blog. Deus lhe pague!